quarta-feira, 7 de maio de 2008

25 ANOS PARA "BESTA HUMANA" DE VILA DO CONDE!

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Foto de Pedro Correia

Vila do Conde: "matador das aldeias" condenado a 25 anos de prisão

Camilo, assim se chama o ”matador das aldeias”, negou em tribunal a maior parte dos factos que admitira durante a fase de inquérito, mais de duas dezenas de crimes praticados na região.

Eu, subscrevo as palavras de Guerra da Mota, advogado das vítimas, que apelidou de “besta humana” este assassino.


O "matador das aldeias", cognome por que ficou conhecido C. M. de 45 anos, foi condenado hoje pelo Tribunal de Vila do Conde à pena máxima de prisão, 25 anos, por quatro crimes de homicídio qualificado e vários outros crimes.

Esta foi a pena pedida pelo Ministério Público nas alegações finais, em 15 de Abril, para o então arguido, acusado, além dos homicídios, de nove crimes de coação sexual, uma na forma tentada, e a prática de 12 roubos, um dos quais tentado.

A procuradora Carla Pimenta considerou provados 25 dos 27 “hediondos e perversos” crimes imputados a C. M., 45 anos, um homem com antecedentes criminais desde os 16 anos.

O Ministério Público admitiu apenas que ficaram por provar o roubo e a coacção sexual sobre um dos idosos, uma vez que este não reconheceu C. M. como seu autor.

O arguido foi considerado imputável pelo Ministério Público, apesar de os técnicos lhes atribuírem uma psicopatia moderada, sustentando que tem consciência dos crimes praticados num período em que se encontrava em liberdade condicional.

Defesa realçou crescimento em “meio hostil”

Guerra da Mota, advogado de uma das vítimas, pediu igualmente a pena máxima para o arguido que rotulou de “besta humana”.

“Se o nosso sistema judiciário reconhecesse a pena de morte, seria esta a ser aplicada”, acrescentou o causídico, admitindo ainda o cenário da prisão perpétua, se esta também existisse em Portugal.

A defensora oficiosa do arguido, Teresa Ramos, admitiu a condenação por dois homicídios (duplo homicídio de um casal ancião), mas sublinhou que a prova produzida quanto aos restantes “não é suficiente” para a condenação.

Considerou como circunstância atenuante dos crimes o facto de C. M. ter crescido “num meio hostil, numa família com 13 filhos, sem regras sociais”.

Confessados 27 ilícitos


Os factos da acusação remontam ao período entre Maio de 2004 e Janeiro de 2005, altura em que Camilo M., 45 anos, natural de Santa Maria da Feira, terá cometido um total de 27 crimes contra 14 anciãos, todos residentes na zona de Vila do Conde.

Em 14 momentos distintos, o arguido abordou idosos, um casal e outros do sexo masculino, para os agredir e roubar. A alguns homens que abordava, o arguido (que admitiu a sua homossexualidade) baixava-lhes as calças e fazia-lhes sexo oral, já depois de se encontrarem inconscientes, em resultado das agressões.

Em fase de inquérito, o arguido confessou os 27 ilícitos e participou em reconstituições nos 14 cenários.

Já em julgamento, perante um colectivo presidido pela juíza Elsa Paixão, C. M. admitiu apenas ter concretizado dois dos crimes de que era acusado: o assassinato à machadada de um casal de idosos em Canidelo, Vila do Conde, a 23 de Janeiro de 2005.

Fonte: Público

“Não sou defensor da pena de morte, e continuo a pensar que ninguém tem o direito de tirar a vida ao seu semelhante, mas perante os crimes que esta “besta humana” cometeu, digam-me agora que 25 anos é pena suficiente para um criminoso que praticou mais de duas dezenas de crimes violentos na região de Vila do Conde. Lamento mas é o que me apetece dizer perante notícia tão revoltante”.

António Inglês

2 comentários:

elvira carvalho disse...

Que Deus me perdoe, mas gente destas eu dava prisão perpétua. Sou contra a pena de morte, mas não contra a perpétua. Não me cabe na cabeça que apanhem 25 anos e que passado esse tempo, e às vezes menos, estejam cá fora muitas vezes prontos para outros crimes.
Um abraço

António Inglês disse...

Elvira

Nem sei se a prisão perpétua seria a mais indicada para um individuo destes.
Quem tira a vida a muitas pessoas não tem o direito à vida... Lamento mas é assim que penso.
Isto também são as palavras que o coração dita, porque depois a cabeça imporia a sua razão claro...
Um abraço
António