sábado, 11 de outubro de 2008

DIA MUNDIAL DOS CUIDADOS PALIATIVOS


Os cuidados paliativos definem-se como uma resposta activa aos problemas decorrentes da doença prolongada, incurável e progressiva, na tentativa de prevenir o sofrimento que ela gera e de proporcionar a máxima qualidade de vida possível a estes doentes e suas famílias.




Quase metade dos portugueses desconhece o que são cuidados paliativos


Quase metade dos portugueses (47 por cento) afirma desconhecer o que são cuidados paliativos, para minimizar os efeitos de doenças prolongadas e incuráveis, e os que dizem saber referem-se a conceitos errados, revela um estudo divulgado ontem. Hoje assinala-se o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos.


"É preocupante este nível de desinformação, ainda mais tratando-se de um direito humano e de cuidados de saúde que visam intervir e prevenir o sofrimento. Ninguém pode reclamar um direito se não sabe que ele existe", comentou Isabel Neto, presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP).

Segundo o estudo, dos 38 por cento que afirmam saber (15 por cento revelaram ter "uma ideia"), a grande maioria referiu-se a conceitos que não correspondem à verdade, como "pessoas internadas em cuidados intensivos", "cuidados a idosos" ou "cuidados a pessoas acamadas".



"É indigno que ainda hoje as pessoas tenham sofrimento no final das suas vidas e relembro que este final pode corresponder a um período de semanas, meses ou anos. Ao contrário do que muitos portugueses pensam, os cuidados paliativos servem para muito mais do que os últimos dias de vida", acrescentou a responsável.

Os cuidados paliativos definem-se como uma resposta activa aos problemas decorrentes da doença prolongada, incurável e progressiva, na tentativa de prevenir o sofrimento que ela gera e de proporcionar a máxima qualidade de vida possível a estes doentes e às suas famílias.

Mais de metade dos inquiridos (52 por cento) pensa que existem cuidados paliativos em um ou dois hospitais públicos e 61 por cento acha que deveriam existir cuidados paliativos em todos os hospitais públicos.



Isabel Neto sublinha que a "desinformação continua", já que existem 15 unidades credenciadas e treinadas. No entanto, reconhece que esse número é "escasso", já que cobre apenas cerca de dez por cento das necessidades de cuidados paliativos.

Quando confrontados com exemplos práticos de pessoas com necessidades paliativas, em média, 60 a 65 por cento dos entrevistados consideram que esses casos justificariam cuidados paliativos por parte do Estado. No entanto, ainda há cerca de dez por cento de pessoas que afirmam que "já não há nada a fazer".

Mais de metade dos inquiridos acha que faria sentido investir em cuidados paliativos em todos os locais: hospitais, instituições próprias para o efeito e domicílio). Por outro lado, 31 por cento considera igualmente insuficientes os meios de apoio ao nível dos cuidados prestados aos doentes em fase terminal.



Vinte e um por cento dos portugueses acha que o local onde faria mais sentido investir em cuidados paliativos seria no domicílio. Aquela percentagem aumenta consideravelmente entre os inquiridos que têm ou tiveram proximidade com pessoas com necessidades paliativas.

Segundo Isabel Neto, que é também directora da unidade de cuidados paliativos do Hospital da Luz, em Lisboa, a ideia de promover este estudo surgiu da necessidade de alertar a sociedade para a desinformação entre os portugueses.

O estudo foi realizado através de 606 entrevistas telefónicas a pessoas com mais de 18 anos residentes em Portugal Continental. O processo de amostragem utilizado foi por quotas segundo sexo, idade e região do entrevistado definidas com base no perfil da População.




Público on-line

Fotos da Net

António Inglês


quinta-feira, 9 de outubro de 2008

ONTEM O DIA BRILHOU!


“Fui ontem sujeito a um teste de avaliação para efeitos de admissão profissional e se antes andei convicto de que tudo me correria mal, dada a dificuldade da matéria, após saber os seus resultados, exultei de alegria e satisfação porque afinal de contas, mesmo com a minha idade, verifiquei que estou em muito boa forma, quer física quer mental! Às vezes é preocupante quando temos de admitir que tínhamos dúvidas se assim era e até penso que só a admissão desse pensamento já é mau sinal, mas queiram ou não, à medida que os anos vão avançando, as nossas capacidades vão ficando também elas “gastas” e se nos desabituamos a ter de assimilar qualquer tipo de matéria, então a memória começa a fraquejar e vai-nos traindo a uma velocidade considerável. Daí eu ter andado preocupado com a real capacidade de recuperação das faculdades que tive outrora, nomeadamente no que à memória diz respeito, porque na parte física, essa sempre me mostrou que tenho mesmo de fazer exercício e continuar a comer de forma inteligente. Neste último caso a balança não me deixa esquecer o assunto. A balança e a minha mulher. Pois meus amigos, como hoje estou bem disposto e pronto para iniciar uma nova era da minha vida, deixo-vos com algumas perguntas de difícil resposta, apenas para que o sorriso vos inunde a face.”



PROCURA-SE RESPOSTA...

- Como se escreve zero em algarismos romanos???

- Porque é que os Flintstones comemoravam o Natal se eles viviam numa época antes de Cristo???

- Porque é que os filmes de batalha espaciais têm explosões tão barulhentas se o som não se propaga no vácuo???

- Se depois do banho estamos limpos porque é que lavamos a toalha???




- Se Deus está em todo lugar, porque é que se olha para cima, para falar com ele?

- Se os homens são todos iguais, porque é que as mulheres escolhem tanto???

- Porque é que a palavra "Grande" é menor do que a palavra "Pequeno"???

- Porque é que "Separado" se escreve tudo junto e "Tudo Junto" se escreve separado???




- Se o vinho é liquido, como pode existir vinho seco???

- Porque é que as luas dos outros planetas têm nome mas a nossa se chama só lua???

- Por que as pessoas apertam o comando da televisão com mais força quando a pilha está fraca?

- Quando inventaram o relógio como sabiam que horas eram para poder acertá- lo???



- Se a ciência consegue desvendar até os mistérios do DNA porque é que ninguém descobriu ainda a fórmula da Coca-Cola???

- Como foi que a placa "É Proibido Pisar a Relva" lá foi colocada???

- Porque é que quando alguém nos pede que ajudemos a procurar um objecto perdido temos a mania de perguntar: "Onde é que perdeste?"???

- Porque é que há pessoas que acordam os outros para perguntar se estavam a dormir???



Façam favor de ser felizes!

Fotos da Net / António Inglês

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

GANG ARMADO FICA EM LIBERDADE


Tinham sete armas de fogo, uma besta, vários gorros, luvas e até os documentos de um carro roubado.




Três homens suspeitos de crime violento e fortemente armados foram apanhados pela PSP de Sintra, mas acabaram por ser postos em liberdade por uma procuradora do Ministério Público (MP).

Em comunicado, a PSP referiu que, na sequência desta investigação depois da emissão de mandados de detenção pelo Ministério Público foram realizadas várias buscas domiciliárias na zona de Mem Martins, tendo sido detidos três homens e identificados outros seis.

Nestas buscas realizadas a PSP apreendeu três caçadeiras, um revólver, três armas de calibre 6.35 milímetros, vários gorros e luvas, uma besta, vários sacos com o logótipo do BPI com diversas moedas e “vários documentos relacionados com o roubo recente de uma viatura, através do método de carjacking, utilizada posteriormente num roubo a uma ourivesaria”.

No entanto, o mesmo MP que ordenou as buscas enviou os três suspeitos detidos para casa com termo de identidade e residência, uma vez que os crimes de que são suspeitos não pressupõem a aplicação da prisão preventiva e a nova lei das armas ainda não está em vigor.

Segundo o Correio da Manhã desta terça-feira, a procuradora aceitou as justificações dos detidos e não promoveu um interrogatório judicial, onde seriam presentes a um juiz de Instrução Criminal que poderia aplicar outras medidas de coacção como a prisão preventiva.



“É esta a justiça que se quer em Portugal? Será desta maneira que o crime abrandará? Não será caso para dizer que o crime compensa? Meus senhores que país é este? Que tribunais são estes? Que Ministério Público é este? Estão mal as leis? Modifiquem-nas! Têm medo de aplicar prisão preventiva? A lei dá-lhes essa possibilidade ou empurra os magistrados para estas decisões? Alterem as Leis! Acharão os Juízes e Delegados do MP que é mandando estas “prendas” para casa que a violência se combate? Pensarão estes senhores que gente que tem verdadeiros arsenais bélicos em casa, ainda por cima e a avaliar pela notícia, com provas evidentes de assaltos recentes, que durante o termo de identidade e residência não cometerão mais nenhum crime?

Andam a tapar o Sol com uma Peneira e os olhos ao povo. Pergunto: com que motivação as nossas forças policiais deitam a mão a delinquentes? Até quando continuaremos a assistir a decisões destas? Para quando a moralização da justiça? Segurança? Onde? Como? Quando?

Quem souber que responda!”



msn notícias /Fotos sa Net / António Inglês


terça-feira, 7 de outubro de 2008

POUSADAS DE PORTUGAL LANÇAM CAMPANHA DAS 1001 NOITES


Ora aí está uma boa notícia! As Pousadas de Portugal tornaram acessíveis os seus preços para duas noites!

A oferta contempla duas noites de estadia para duas pessoas, com direito a pequeno-almoço, pelo preço de 60 euros.

As Pousadas de Portugal acabam de lançar uma nova campanha, que pretende realizar noites de sonho, onde a história, a natureza, o design e o charme são os ingredientes essenciais.

Intitulada campanha das 1001 noites, a oferta contempla um programa especial de apenas 60 euros por quarto/noite, para duas pessoas, incluindo o pequeno-almoço, válida entre 01 de Outubro e 18 de Dezembro.

A campanha está em vigor de domingo a quinta-feira, numa das 12 Pousadas aderentes: Angra, Horta, Braga, Bragança, Elvas, Marvão, Ria São Brás, Sousel, Santa Clara, Cerveira e Proença.


Pousada de Bragança


Comentário:

Nos tempos conturbados que atravessamos, difícil se torna passar uns dias fora de casa, mas esta notícia não a podia deixar passar em claro porque sei bem os preços praticados pelas nossas Pousadas nos últimos anos.

A crise está instalada em todos os sectores da sociedade portuguesa, e todos a sentimos, (excepção feita àqueles cuja fortuna engorda ano após ano, independentemente das crises), e esta iniciativa das Pousadas de Portugal é a prova real de que já elas se vêm obrigadas a vir ao encontro da população.

Achando a campanha excelente, ainda para mais sabendo da qualidade que as Pousadas de Portugal oferecem, sejam lá elas onde forem, e já conheci algumas, provavelmente estarão criadas as condições para que os portugueses ( e não só?), possam aproveitar com estes preços o prazer de passar duas noites numa das muitas maravilhosas Pousadas de Portugal.

Esclareço desde já que não tenho comissão na campanha e por isso estou à vontade para emitir a minha opinião, se bem que ninguém ma tenha pedido. No entanto, no meio de tantas notícias preocupantes e desanimadoras, quando aparece uma que é agradável, vale a pena dedicar-lhe alguma atenção.

Para aqueles que possam aproveitar, desejo-lhes uma estadia relaxante e revigorante. Quem sabe se numa delas não terão tempo para pensar na vida e tomar decisões importantes.... a mim isso acontece-me com frequência.

Pena que a campanha não se estenda a fins de semana! Um abraço a todos e ... aproveitem!


Pousada de Marvão


MSN Notícias e Foto da Net / António Inglês





segunda-feira, 6 de outubro de 2008

SÃO MARTINHO DO PORTO COLABORA COM A AMI

PROPOSTA DE COLABORAÇÃO

DA JUNTA FREGUESIA DE SÃO MARTINHO DO PORTO COM A AMI

1. Descrição da proposta:

A presente proposta, tem como objectivo a participação dos habitantes da Freguesia de São Martinho do Porto na Campanha de recolha de consumíveis e óleos de fritura usados para posterior entrega à instituição Assistência Médica Internacional (AMI) para a recolha de fundos de apoio a esta instituição.
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2. Introdução:


A pedido da AMI, os membros da Assembleia de Freguesia de São Martinho do Porto abaixo designados, vêem pela presente propor a colaboração da Junta de Freguesia de São Martinho do Porto com a instituição AMI – Assistência Médica Internacional na campanha de recolha de consumíveis usados (tinteiros, telemóveis, toners, entre outros) e de óleos de fritura usados para angariação de fundos para projectos em que a AMI está envolvida pelo mundo inteiro.
Esta proposta serve também para reciclar alguns dos materiais/resíduos mais perigosos para o ambiente, assim como, sensibilizar a população de São Martinho do Porto para a reciclagem.
Segundo a AMI, a degradação ambiental, é responsável pela morte de 13 milhões de pessoas por ano.
A título de exemplo, um litro de óleo de fritura usado contamina cerca de um milhão de litros de água.

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3. Proposta:

Propõe-se que a Junta de Freguesia de São Martinho do Porto colabore com a AMI – Assistência Médica Internacional, através das campanhas de Recolhas de Óleos Alimentares e de Reutilização de tinteiros, toners e telemóveis, de acordo com os documentos enviados pela AMI (em anexo).

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ANEXOS:

1- Reutilização de tinteiros, toners e telemóveis
2- Recolha de Óleos Alimentares Usados
3- Ficha de Adesão
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São Martinho do Porto, 26 de Setembro de 2008,
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OS PROPONENTES, MEMBROS DA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA,
Ernesto Feliciano
Acácio Gomes
Lino Neves
Rodrigo Neto





Na expectativa da sua participação neste projecto, gostaríamos de lembrar que é graças a acções como esta, que a AMI tem conseguido ao longo dos últimos 22 anos desenvolver o seu trabalho humanitário, médico e social, tanto a nível nacional como internacional.


Em nome de todos aqueles que irão beneficiar com os resultados deste projecto, muito obrigado.

Dê. Vai ver que não dói nada.


Formulário:

A empresa / serviço / escola / estabelecimento comercial / (outro) ........................................................................................................................, sediada em ....................................................................................................., código postal ................................................, está disponível para participar no projecto de reciclagem de consumíveis informáticos e/ou de telemóveis da AMI - Fundação de Assistência Médica Internacional. Para tal, deverá ser contactado o/a Sr./a ................................................................, através do n.º de telefone ......................................, telemóvel ......................................, fax ............................... ou endereço de e-mail ..............................................


Pode ser fotocopiado. Enviar para:
E-mail:
mailto:reciclagem.ami@
Fax: 21 836 21 99
AMI - Reciclagem, Remessa Livre 25049-1148 LISBOA CODEX (Não necessita de selo)




Parte do texto de: http://s-martinho-do-porto.blogspot.com/

Fotos da Net

António Inglês


ARMADILHAS CONJUGAIS


“De há uns tempos a esta parte, uma pessoa que me é particularmente querida atravessa uma fase bem conturbada da sua vida. Por mais conselhos que já lhe tenha dado, e têm sido muitos, penso que nunca consegui encontrar a forma de lhe fazer chegar nenhuma mensagem que a tenha ajudado, quiçá por não ser um bom conselheiro matrimonial, mas também porque a pessoa em questão sempre foi teimosa e de feitio difícil. Porque encontrei sem querer este texto de alguém que saberá seguramente do que fala, e me pareceu, depois de o ler, que vinha mesmo a calhar. Porque sei que a referida pessoa o lerá, aqui lho deixo, acreditando que ao lê-lo lhe possa trazer alguma luz e com ela a paz e a tranquilidade que tanta falta lhe tem feito na sua relação conjugal de mais de vinte anos.” “Para “ti”, rapariga, não te digo pára, escuta e olha, digo-te antes: pára, lê e medita bem porque quem te aconselha só te quer bem, e quer ver a tua família mais próxima, feliz e em harmonia.”



Os erros que nunca deverá cometer e as estratégias para uma relação à prova de conflito

Diz quem sabe que uma relação entre duas pessoas se faz de amor, de respeito, de desejo e também de uma pitada de ciúmes. Na medida certa, os ciúmes condimentam a vida conjugal e avivam sentimentos.

Mas atenção, não ultrapasse os limites do razoável. E, então, se a um excesso de ciúmes juntar uma comunicação deficiente, discussões constantes e dificuldade em partilhar erros e glórias então tem reunidas as condições ideais para armadilhar letalmente a sua relação.

Esta é uma hipótese que você nem quer colocar, pois não?



Comunicação

Sabe, certamente, que um dos castigos mais cruéis da humanidade consiste em condenar um indivíduo ao isolamento.

Ora se esta situação lhe fizer lembrar a sua relação amorosa, tem um problema. O uso deficiente da comunicação é um dos erros cada vez mais frequentemente cometidos pelos casais. Duas pessoas em conflito não são, seguramente, bons comunicadores.

A verdade é que os dois podem até falar muito, mas sem transmitir nada de importante ou, pior ainda, utilizando as palavras para se agredirem mutuamente. Lembre-se que a comunicação é-nos inata e, portanto, surge com alguma naturalidade.

Mas, isso não significa que deixe de estar atenta à forma como comunica com o seu parceiro.

Luz verde

Comunicar bem não significa ser muito faladora, mas sim saber criar um canal através do qual se passam as mensagens necessárias para a outra pessoa. Significa também ter a capacidade de captar exactamente o que o seu companheiro pensa e utilizar esse intercâmbio comunicativo como um instrumento positivo.

A manifestação amorosa ocorre sempre de duas formas: através do que se faz e do que se diz. A comunicação é uma excelente forma de demonstrar o amor que se sente em relação ao outro.

Na verdade, a atitude de um provoca um efeito semelhante no outro, logo, opte por uma comunicação mais próxima, mais afectiva, e receberá do outro lado semelhante tratamento.



Ciúme

O seu companheiro chega a casa. Espera que ele entre no banho e, então, corre para o quarto e revista toda a sua roupa. Não sabe bem o que procura, sente-se culpada por desconfiar, mas não encontra nada que suporte essa desconfiança. Ainda assim não consegue parar.

A isto chama-se ciúme... exacerbado. Um sentimento que rói por dentro como uma voz interior que nos diz «não acredites nele». Os ciúmes exagerados alteram por completo o bem estar, desequilibram e cegam.

Quando começam a ser exagerados, quando se tem um sentimento de posse total sobre a pessoa amada, podem levar mesmo à prática de actos negativos, destrutivos, por vezes, no limite, até fatais.

Neste caso, falamos de ciúmes patológicos que não são mais do que uma obsessão em que se confunde amor com a posse. A pessoa ciumenta sente uma dupla ameaça: a sua relação está em perigo e a sua auto-estima também.

Luz verde

Os ciúmes são experimentados pelo ser humano desde a infância e, quando bem geridos, podem ser encarados como algo natural e até (quem diria!) útil. Em última análise, o ciúme alerta para o perigo de se perder a pessoa amada, levando-nos a tomar medidas para alterar algo que possa estar mal na relação.

Uma pessoa que se sente querida pelo companheiro, raramente vivencia ciúmes doentios porque, em última análise, é alguém que se sente bem consigo mesma. Quando este cenário muda e a pessoa começa a duvidar da sua capacidade de ser amada e de ser alvo de interesse do outro, entra num ciclo perigoso.



Regras-base

· Ninguém ganha no jogo das comparações.

· Os pormenores, no dia-a-dia, têm muita importância.

· É essencial valorizar a amizade num relacionamento.

· A vida a dois não é fácil, ainda que pareça.

· Devemos evitar as discussões quando estamos irritados.

· A igualdade é um dos pilares das relações saudáveis.

· Ser capaz de partilhar o elogio e de aceitar parte da culpa é fulcral.

· Temos de impor limites a nós próprios em relação ao ciúme.



Discussão

Ontem discutiram por causa da desarrumação na casa de banho. No fim-de-semana, a discussão teve a ver com o atraso na chegada ao jantar de aniversário de um amigo. Hoje discutem por causa de um problema que trouxeram do trabalho. As discussões já fazem parte do quotidiano do casal, mesmo que nenhum dos dois se aperceba disso. E a relação vai-se deteriorando.

São muitos os casais que dizem que se dão bem até irromper uma discussão entre eles. A verdade é que a relação pode correr sobre rodas, mas quando existem desacordos profundos então a situação tende a sair fora de controlo.

Luz verde

Para evitar uma escalada no tom das discussões, deve aprender a ouvir o outro mas também a saber transmitir as suas ideias. Desde logo, é importante que fale dos assuntos mais complicados apenas quando se sentir próxima do seu companheiro e nunca quando se sentir irritada. Desta forma, evita que ele adopte uma postura defensiva e garante uma resposta mais satisfatória da parte dele.

Habitue-se também a falar sobre coisas que lhe agradam e não apenas sobre as que a incomodam. Inclua um comentário sobre as qualidades do seu companheiro quando lhe chama a atenção para algo. A troca de ideias não deverá durar mais de 15 a 20 minutos, aproveitando ainda para não fugir à questão principal e não abrir feridas antigas.

Esta é, provavelmente, uma das ideias mais difíceis de seguir mas também das mais importantes. Quase todos nós quando começamos a falar sobre algo que nos incomoda, temos tendência a relacioná-lo com o passado, mas isso acaba por enfraquecer o poder e a eficácia do que se está a dizer.

Finalmente, aprenda a escutar o seu companheiro e tenha muito cuidado com o que diz: as palavras que magoam já não podem ser retiradas.



Identidade pessoal

Se acredita que o facto de se anular é determinante para agradar ao seu parceiro, que a sua existência deve girar em torno da vida dele ou que deve deixar de ser quem é para tornar o seu companheiro mais feliz, então está a seguir um caminho errado. Um relacionamento amoroso de sucesso exige igualdade entre os dois elementos do casal.

Se assim não for, a longo prazo, a relação acaba por ceder graças ao peso do desequilíbrio.

Luz verde

Nenhum dos elementos do casal pode ser mais importante do que o outro, nenhum deve estar mais envolvido ou ser mais dedicado. Os relacionamentos fortes e saudáveis constroem-se sobre noções de equidade, pelo que o respeito pela personalidade e pelos direitos de cada membro do casal é extremamente relevante.

Os sonhos individuais de cada parceiro devem ser apoiados mesmo que sejam totalmente diferentes e não apenas os desejos e ambições de um dos elementos da relação em detrimento dos do outro. Manter o seu sentido de autonomia individual, de independência e de igualdade constitui um factor determinante para o sucesso da sua relação a dois.



Partilha

Intencionalmente (ou nem por isso), todos temos tendência a atribuir a nós próprios os louros quando algo corre bem e a culpar os outros quando algo corre mal. Temos três vezes mais tendência a enfatizar o nome do parceiro quando uma situação é negativa e o nosso quando estão em causa acontecimentos positivos.

Resultado? Acrescentamos à lista de discussões mais um motivo de conf lito e perdemos uma boa oportunidade de mostrarmos ao nosso parceiro o quanto gostamos dele.

Luz verde

Se divide a sua vida com alguém, saiba que é importante aprender a partilhar o elogio e a aceitar parte da culpa. Desta forma, estará a contribuir para uma relação mais feliz. Torna-se indispensável que assuma plenamente o seu papel nessa relação, aceitando o seu lado bom e mau, mas também aprendendo a elogiar o seu companheiro, a dizer o quanto gosta dele e a sublinhar a falta que ele lhe faz.

Na verdade, não há altura mais importante para demonstrar carinho, apoio e dizer que valorizamos o outro como quando as dificuldades surgem. Não caia na armadilha de pensar que ele já sabe que o ama.
Repita-lhe essa frase muitas vezes.



Sexualidade feliz

Muito do êxito da sua relação depende de um bom relacionamento sexual. É essencial que as necessidades de cada um sejam tidas em conta. O facto de um dos elementos do casal estar profundamente infeliz com esta área da vida conjugal, acabará por ter um impacto negativo na relação.

Esta situação é também passível de conduzir o outro parceiro a pensar que já não é amado, chegando a sentir-se zangado. Neste caso, a postura defensiva é a pior estratégia que se pode adoptar. A solução passa por enfrentar o problema.

Caso o casal perceba que não está a conseguir ultrapassar a situação, deve recorrer a ajuda especializada, o mais rapidamente possível.



Texto de Claudia Marina Fotos da Net António Inglês