sexta-feira, 5 de outubro de 2007
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros
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quinta-feira, outubro 04, 2007
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SALINAS DE RIO MAIOR – O SAL SEM MAR
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quinta-feira, outubro 04, 2007
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quarta-feira, 3 de outubro de 2007
SÃO FRANCISCO DE ASSIS
São Francisco de Assis e Santo André numa tela de El Greco
Porque falei na anterior postagem em animais, nos meus animais, e a minha amiga Aramis nele falou, evoco hoje São Francisco de Assis, dia em que se comemora mais um aniversário da sua morte ocorrida em 3 de Outubro de 1226.
Pelo seu apreço à natureza, é mundialmente conhecido como o santo patrono dos animais e do meio ambiente: as igrejas católicas costumam realizar cerimónias em honra aos animais próximas à data que o celebram, dia 4 de Outubro.
Seu nome de baptismo era inicialmente Giovanni Bernardone (João Bernardone), dado pela mãe provavelmente em homenagem a João Baptista. Seu pai, Pedro Bernardone, o altera para Francesco Bernardone. Por razões ainda controversas, acredita-se que o nome seria uma homenagem à França país com quem o pai mantinha relações comerciais. Outra possibilidade é que talvez sua mãe fosse de origem francesa. Em Assis o menino ficou conhecido como Francisco, ou seja o "pequeno francês".
BIOGRAFIA
São Francisco nasceu em 1181 em Assis na Itália, foi baptizado com o nome de Giovanni di Pietri, mas seu nome foi mudado pouco tempo depois para Francisco, pois seu pai Petri di Bernardone que era comerciante e viajava muito para França, resolveu mudar o nome do filho em homenagem ao local onde fazia bons negócios.
Em 1198 acontece um conflito em Assis, entre a nobreza e os comerciantes. Os nobres refugiam-se em Perusa uma pequena cidade próxima de Assis, onde São Francisco ficou preso por um ano, até ao ano de 1204. Em Perusa também estava a família de Clara.
Ao voltar para Assis, São Francisco doente começa sua conversão gradual, dedica-se a dar esmolas e oferece até as suas roupas aos pobres. Tem visões e começa a desprezar o dinheiro e as coisas mundanas. Até que se encontra com um leproso, a quem dá esmola e um beijo, e este acontecimento marcou-lhe tanto a vida que, dos muitos factos ocorridos em enquanto viveu, este foi o primeiro que entrou no seu Testamento, "pois o que antes era amargo se converteu em doçura da alma e do corpo".
Outros encontros afirmaram ainda mais a vocação de São Francisco. Nas ruínas da igreja de São Damião, recebeu do crucificado o mandato para restaurar a Igreja. Obediente ao mandato, São Francisco pôs-se logo a trabalhar. Reconstruiu três pequenas igrejas abandonadas: a de São Damião, a de Santa Maria dos Anjos e a de São Pedro.
Seu pai, envergonhado do novo género de vida adoptado por Francisco, queixou-se ao bispo de Assis da prodigalidade do filho e, diante do prelado, pediu a Francisco que lhe devolvesse o dinheiro gasto com os pobres. A resposta foi a renúncia à vultosa herança e despindo ali as suas vestes, Francisco exclamou: "... doravante não direi mais pai Bernardone, mas Pai nosso que estás no céu..."
A partir desse momento passa a viver na pobreza, e inicia a ordem franciscana. Cresce o número de companheiros, e em 1209 são já 12. Cria uma regra muito breve e singela, que o papa Inocêncio III aprova em 1210, e cujas directrizes principais eram pobreza e humildade. Surge assim a Fraternidade dos Irmãos Menores, a Primeira Ordem.
No Domingo de Ramos de 1212, uma nobre senhora, chamada Clara de Favarone, foi procurar Francisco para abraçar a vida de pobreza. Alguns dias depois, Inês, sua irmã, segue-lhe o caminho. Surge a Fraternidade das Pobres Damas, a Segunda Ordem. Aqueles que eram casados ou que tinham as suas ocupações no mundo e não podiam ser frades ou irmãs religiosas mas queriam seguir os ideais de Francisco, não ficaram sem resposta: por volta de 1220, Francisco deu início à Ordem Terceira Secular para homens e mulheres, casados ou não, que continuavam nas suas actividades na sociedade, vivendo o Evangelho.
A Ordem Francisca cresceu com o passar dos anos. Em 1219 houve uma grande expansão para a Alemanha, Hungria, Espanha, Marrocos e França. Neste mesmo ano São Francisco vai em missão para o Oriente. Durante a sua ausência, vigários modificam algumas regras da Ordem e no mesmo ano de 1219 São Francisco demite-se da direcção da Ordem.
Com o crescimento da Ordem, quase 5.000 frades em 1221, uma nova regra foi escrita por São Francisco em 29 de Novembro de 1223 que foi aprovada pelo papa Honório III, e que vigora até hoje.
Em 1224 no dia 17 de Setembro São Francisco recebeu as chagas de Jesus crucificado em seu próprio corpo. Este facto ocorreu no Monte Alverne, um dos eremitérios dos frades.
Os últimos escritos de São Francisco são entre 1225 e 1226, de entre eles o Cântico das Criaturas e o Testamento. Nestes mesmos dois anos, Francisco vai a vários lugares da Itália para tratar de suas vistas. Passa por diversas cirurgias. Morre a 03 de Outubro de 1226, num sábado.
Morreu nu aquele que começou a vida de conversão nu na praia de Assis diante do bispo, do pai e de amigos. Morreu ouvindo o Evangelho de João, onde se narra a Páscoa do Senhor, aquele que recebeu os primeiros companheiros após ouvir o Evangelho do envio dos apóstolos. Foi sepultado no dia 04 de Outubro de 1226, Domingo, na Igreja de São Jorge, na cidade de Assis.
São Francisco de Assis foi canonizado em 1228 por Gregório IX e seu dia é comemorado em 04 de Outubro, dia em que foi a enterrar.
Em 25 de maio de 1230 os ossos de São Francisco foram levados da Igreja de São Jorge para a nova Basílica construída para ele, a Basílica de São Francisco, hoje aos cuidados dos Frades Menores Conventuais.
SÃO FRANCISCO DE ASSIS
Jovem, rico, nobre e inteligente,
De carácter muito aprimorado,
Com os seus pais vivia bem feliz,
Era enfim, moço privilegiado.
Nas festas, em ceias e diversões,
Apreciava o luxo e os prazeres,
Com todas as suas ostentações.
Esse rapaz tão meigo e mimado,
Por seu nascimento prodigioso,
Pela mãe, tornou-se idolatrado.
Dócil ao chamado de Jesus,
Tudo despreza!... Tudo abandona!...
E ao mundo espalha uma nova luz.
Enchendo-a de gozo celestial,
Tornou-se a pobreza desde então,
A sua noiva terna e angelical.
Os prazeres, festas e os amigos,
As suas vestes dá e humildemente,
Vai confundir-se com os mendigos.
E a luz ardeu todos estes anos,
E dessa luz bendita é que nasceu,
A Ordem Geral dos Franciscanos.
Texto e fotos tirados da net
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quarta-feira, outubro 03, 2007
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terça-feira, 2 de outubro de 2007
UMA LINDA HISTÓRIA DE AMOR
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terça-feira, outubro 02, 2007
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segunda-feira, 1 de outubro de 2007
SPUTNIK 50 ANOS LEMBRAM-SE?
Fez 50 Anos no passado dia 29 de Setembro que o primeiro satélite artificial foi lançado para o espaço.
No dia 4 de Outubro de 1957, cinco dias após o seu lançamento, efectuado pela União Soviética, o Sputnik, escapando sem dificuldades à gravidade da Terra e subindo além da atmosfera até se posicionar em órbita, cruzou o limiar de uma nova dimensão da experiência humana. As pessoas a partir de então podiam ver a si mesmas como viajantes do espaço. Esse avanço na mobilidade do futuro poderia provar-se tão libertador quanto os primeiros passos erectos de nossos ancestrais hominídeos, no passado mais distante.No entanto, a reacção imediata reflectiu as sombrias preocupações de um mundo que vivia sob o domínio da Guerra Fria, uma era de medo na qual as duas super potências, União Soviética e Estados Unidos, se confrontavam trocando ameaças de destruição em massa. O Sputnik alterou a natureza e o escopo da Guerra Fria.
Uma simples esfera com peso de apenas 80 kg e diâmetro pouco inferior a 60 cm, com uma superfície altamente reflexiva de alumínio, para reflectir melhor a luz solar e torná-la mais visível da Terra. Dois transmissores de rádio com antenas longas e flexíveis emitiam uma corrente contínua de sinais em frequências que podiam ser captadas por cientistas e operadores de rádio amador, de forma a confirmar a realização.
No momento do Sputnik, John Kennedy era senador recém-eleito pelo Estado de Massachusetts, e não demonstrava interesse especial pelas questões espaciais. Yuri Gagarin era um piloto militar soviético ainda desconhecido, e John Glenn era um aviador do Corpo de Fuzileiros Navais que havia estabelecido há pouco tempo um recorde para o mais veloz voo transcontinental a jacto entre Los Angeles e Nova York. Neil Armstrong estava testando aviões de alto desempenho no deserto de Nevada. As vidas de todos eles não demorariam a mudar, e o mesmo se aplicaria a centenas de milhares de outros engenheiros, técnicos, operários e pessoas comuns, no mundo inteiro.
A corrida espacial foi muito curta: 12 breves anos entre o alarme causado pelo primeiro satélite e o poiso da Apollo 11 na Lua. Mas ela foi emocionante, deslumbrante e ocasionalmente magnífica. Vou deixar que Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua e um sujeito de poucas palavras, tenha a palavra final. "Creio que sempre estaremos no espaço", disse ele em entrevista para o programa de história oral da Nasa. "Mas demoraremos mais do que os proponentes da exploração espacial gostariam para fazer coisas novas, e em alguns casos factores externos ou forças fora de nosso controle terão de surgir para nos motivar, e é difícil antecipar o que pode e o que não pode acontecer".
“ Cinquenta anos meus amigos, tinha eu oito anitos... e parece que foi ontem...”
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segunda-feira, outubro 01, 2007
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domingo, 30 de setembro de 2007
REFLEXÃO DO DIA
" Há grandes oportunidades à espera dos que dão mais do que lhes é pedido"
H. Jackson Brown (industrial norte-americano)
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domingo, setembro 30, 2007
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HÁ LÁ COISA MAIS LINDA QUE O AMOR........
Reinaldo Waveqche e Adelfa Volpes, casaram na passada sexta-feira pelo civil na cidade de Santa Fé, Argentina, na presença de amigos, parentes e vários fotógrafos e jornalistas que fizeram questão de estar presente na cerimónia, em que a noiva vestindo de azul com brilhos, usava um lindíssimo casaco de peles e salto alto. O noivo, vestia fato escuro e apresentou-se de óculos escuros na cerimónia.
Quando a mãe de Reinaldo, que era amiga de Adelfa, morreu, esta convidou Reinaldo para morar com ela, tinha ele apenas 15 anos. “Era um menino”
“Sempre gostei de mulheres mais velhas” afirmou Reinaldo, que diz ainda que o amor por Adelfa é sincero e respeitoso, tendo ficado noivos há seis anos.
Adelfa era solteira, reformada e não tinha filhos. Não quis casar pela igreja para não se sentir ridícula.
Uma história de amor como esta não teria nada de especial se os noivos não tivessem uma diferença de idades de cinquenta e oito anos. Adelfa tem 82 anos e Reinaldo 24.
Antes da oficialização da união, já Adelfa tinha doado todos os seus bens a Reinaldo que não faz nada e se sente muito unido à sua mulher a quem ama de verdade e nada mais. “Não há interesses materiais por detrás do nosso casamento”, afirma.
“Percebo que pensem que o que me uniu a Adelfa foi o dinheiro, mas estão enganados. Amo a minha mulher que é a única coisa que tenho na vida”.
Os noivos foram em lua de mel para o Rio de Janeiro no Brasil, que Reinaldo sempre desejou conhecer.
E vai dar-lhe jeito, dado o clima quente que vai encontrar. É que com uma mulher com aquela idade se não tiver alguma coisa que os ajude a aquecer vai ser muito complicado. Digo eu. E nada tenho contra a diferença de idades, até porque sempre ouvi dizer que o amor não escolhe idades.
Felicidades aos noivos, que vivam muitos e muitos anos em clima de paz e amor e... paixão...
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domingo, setembro 30, 2007
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Ricardo Eliecer Neftali Reyes Basoalto.
PABLO NERUDA
De noite, amada, amarra teu coração ao meu
e que eles no sonho derrotem
as trevas como um duplo tambor
combatendo no bosque
contra o espesso muro das folhas molhadas.
Nocturna travessia, brasa negra do sonho.
Interceptando o fio das uvas terrestres
com pontualidade de um trem descabelado
que sombra e pedras frias sem cessar arrastasse.
Por isso, amor, amarra-me ao movimento puro,
à tenacidade que em teu peito bate.
Com as asas de um cisne submergido,
para que as perguntas estreladas do céu
responda nosso sonho com uma só chave,
com uma só porta fechada pela sombra.

Já és minha. Repousa com teu sonho em meu sonho.
Amor, dor, trabalho, devem dormir agora.
Gira a noite sobre suas invisíves rodas
e junto a mim és pura como ambâr dormido...
Nenhuma mais, amor, dormira com meus sonhos...
Irás, iremos juntos pelas águas do tempo.
Nenhuma viajará pela sombra comigo, só tu.
sempre viva. sempre sol... sempre lua...
Já tuas mãos abriram os punhos delicados
e deixaram cair suaves sinais sem rumo...
teus olhos se fecharam como
duas asas cinzas, enquanto eu sigo a água
que levas e me leva.
A noite... o mundo... o vento enovelam seu destino,
e já não sou sem ti senão apenas teu sonho...
Quem foi Pablo Neruda
Ricardo Eliecer Neftali Reyes Basoalto, dito Pablo Neruda. Poeta chileno (Parral 1904 - Santiago 1973).
Cônsul do Chile na Espanha e no México, eleito senador em 1945, foi embaixador na França (1970). Suas poesias da primeira fase são inspiradas por uma angústia altamente romântica. Passou por uma fase surrealista. Tornou-se marxista e revolucionário, sendo, primeiramente, a voz angustiada da República Espanhola e, depois, das revoluções latino-americanas.
Esteve no Brasil em diversas oportunidades, e, numa delas, declamou poemas seus perante grande massa popular concentrada no estádio do Pacaembu, em São Paulo.
Obras principais: A canção da festa (1921), Crepusculário (1923), Vinte poemas de amor e uma canção desesperada (1924), Tentativa do homem infinito (1925), Residência na terra [vol. I, 1931; vol.II, 1935; vol.III,1939, que inclui Espanha no coração (1936-1937)], Ode a Stalingrado (1942), Terceira residência (1947), Canto geral (1950), Odes elementares (1954), Navegações e retornos (1959), Canção de gesta (1960), ensaios (Memorial da ilha negra, 1964) e a peça teatral Esplendor e morte de Joaquín Murieta (1967).
Em 1974, foi publicado o volume autobiográfico Confesso que vivi. (Prêmio Nobel de Literatura, 1971).
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domingo, setembro 30, 2007
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