sábado, 5 de abril de 2008

OS NOVE PECADOS QUE NOS PODEM CAUSAR VÍCIOS VI!

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6 – JOGO

Somos o segundo país que mais aposta no Euromilhões (apenas ultrapassados pela França, com uma população seis vezes maior). Um estudo da empresa de casinos Estoril-Sol calcula que 17 mil portugueses sejam jogadores compulsivos.



Cientistas descobrem parte do cérebro ligada ao vício do jogo

Um estudo levado a cabo por cientistas americanos identificou a parte do cérebro que é estimulada quando um indivíduo aposta. Segundo os investigadores, a informação poderá vir a ser útil no tratamento do vício de jogar e de certos problemas de saúde mental. Um estudo levado a cabo por cientistas americanos identificou a parte do cérebro que é estimulada quando um indivíduo aposta. Segundo os investigadores, a informação poderá vir a ser útil no tratamento do vício de jogar e de certos problemas de saúde mental.



O estudo conduzido por especialistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e publicado no jornal especializado ‘Neuron’, levou os voluntários a seleccionar duas cartas de um baralho e a apostar um dólar que a primeira ou a segunda carta seria a de valor mais alto. Ao mesmo tempo, o cérebro de cada indivíduo era monitorizado através de ressonância magnética, para identificar a região subcortical estimulada pelas emoções de risco assumido e antecipação de uma recompensa.
O estudo localizou ainda uma espécie de ‘área de apostas’ no cérebro, controlada pelo neurotransmissor dopamina, que também actua na aprendizagem e na motivação, entre outras áreas.
Para os cientistas, este estudo irá dar uma grande ajuda na compreensão de comportamentos patológicos como o vício em jogos, bem como doenças mentais como esquizofrenia e comportamento bipolar.



Internet pode tornar-se um vício

O psiquiatra americano Dr. Jerald Block, especialista da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon, em Portland, divulgou um novo estudo a respeito do vício em internet na respeitada publicação American Journal of Psychiatry.

Nele, Block alerta para alguns dos sintomas do vício, que incluem uso excessivo da rede, frequentemente associado a perda de noção do tempo; sentimento de raiva, tensão ou depressão quando não existe um computador por perto; necessidade de melhores máquinas, mais softwares e mais horas de uso e ainda outras repercussões negativas, como brigas, mentiras, fadiga e isolamento social.



Segundo o site The Guardian, a Coreia do Sul é um dos locais onde o problema é maior, já que é o maior mercado banda larga do mundo. Ao menos dez jovens já morreram por usar a Internet por longos períodos em cibercafés, colocando o vício em Internet como um dos problemas mais sérios de saúde pública do país.

Acredita-se também que cerca de 210 mil crianças sul coreanas precisem de tratamento, sendo que destas 80% precisariam de medicamentos e 25% deveriam ser internadas. O problema pode ser pior, com a descoberta de que 1,2 milhão de adolescentes estão em risco de vício após o resultado de pesquisas que indicam que jogadores passam em média 23 horas por semana em mundos virtuais.



O problema, contudo, não está apenas na Coreia: autoridades chinesas estimam que 13,7% de todos os seus jovens internautas, um número que chega a 10 milhões de pessoas, podem ser consideradas viciadas. Nos Estados Unidos, as estimativas são mais complicadas de realizar, já que a maior parte dos usuários utilizam conexões domésticas, e não cibercafés.

Block alertou para o fato de que o vício em Internet é resistente a tratamento, mas esclareceu que este não está ligado a um serviço ou site específico. "O relacionamento é com o computador", explicou acrescentando que após ganhar importância, o computador troca experiências que poderiam ser reais por virtuais e, quando tirados dos usuários viciados, pode levar a depressão ou a raiva.



Como resposta a este tipo de problema relativamente novo, clínicas que tratam destes vícios começaram a surgir, bem como grupos de apoio. Robert Freedman, editor do American Journal of Psychiatry explica que as expressões do vício podem ser diversificadas. Enquanto na Coreia o problema parece ser relacionado a jogos, na América são as redes sociais. "Pornografia, jogo, aposta, chat com os amigos. Isto tudo existia antes, mas agora está muito mais fácil", comentou.

Freedman aposta que para resolver o vício, a resposta pode ser simples: substituir grupos online por reais, e começar a frequentar grupos de apoio. No Brasil, universidades como a PUC e a Unifesp oferecem atendimento gratuito para viciados em Internet.



Questão de química

Estudos mostram que o jogo compulsivo age no cérebro com
o mesmo poder de drogas como a cocaína e o ópio

Passar dias e noites nos casinos é sinonimo de férias para muita gente. Mas, para algumas pessoas, uma aposta aqui e outra ali podem ser o começo de um pesadelo. Um estudo conduzido pela Universidade da Florida, divulgado recentemente em Orlando, durante a conferência anual do Conselho da Florida de Jogo Compulsivo, mostra que, comparados ao resto do país, os residentes daquele Estado têm o dobro de probabilidade de se tornar viciados em jogo. O estudo da Florida se soma a pesquisas científicas que vêm mostrando que o jogo pode viciar tanto quanto substâncias como a nicotina ou a cocaína. Os Estados Unidos têm hoje cerca de 2,5 milhões de pessoas diagnosticadas como viciadas em jogo. Segundo as autoridades de saúde, mais 15 milhões de adultos estão no grupo de risco e podem, eventualmente, tornar-se jogadores patológicos. "Quanto mais jovem o jogador, maiores os riscos de o hábito se transformar em compulsão", diz o médico Nathan Shapira, autor da pesquisa da Florida. "Os menos susceptíveis ao vício são aqueles apresentados ao jogo na faixa dos 27 anos."



Por muito tempo, os médicos relutaram em aceitar a ideia de que desvios de comportamento como o jogo compulsivo podiam ser considerados um vício. Agora existem poucas dúvidas de que o efeito do jogo sobre o cérebro pode, em alguns casos, equivaler a uma dose de substância tóxica. A edição de Novembro da revista Science, uma das mais respeitadas publicações científicas do mundo, traz um estudo quase conclusivo a respeito do poder viciador do jogo e de outros comportamentos que os psicólogos chamam de "recompensadores" – como comer demais ou fazer sexo compulsivamente. "Nos últimos seis meses, mais e mais especialistas se renderam à ideia de que o processo cerebral que deflagra o vício químico é o mesmo desencadeado pelo jogo compulsivo", disse à Science Alan Leshner, director do Nida, o instituto americano de estudos do abuso químico. A relação entre os diversos vícios é tão próxima que 20% das pessoas que se excedem nas drogas e no álcool também têm problemas com jogatina. Um estudo recente que utilizou escaneamento do cérebro, realizado na Universidade Harvard, indica que o mecanismo cerebral de jogadores compulsivos é similar ao de um viciado em cocaína e de um iniciante no uso de ópio. "Isso explica por que o jogo passa a ser mais importante que a família e o trabalho, ao ser encarado como a única fonte de prazer", diz o médico Mark Gold, do Instituto do Cérebro da Universidade da Florida, especialista em casos de vícios.

Textos e fotos da Net

António Inglês

8 comentários:

Sophiamar disse...

Mano Tó!

Este é um vício de que não padeço nem um bocadinho. Não há jogo que me atraia.
Estou de saída. Vou ver a Maria e à noite voltarei para te comentar.

Beijinhosssss

avelaneiraflorida disse...

Amigo António,

neste caso sou uma viciada compulsiva em não jogar!!!!!
Não consigo entrar por esta porta!!!
Feitios!!!

Bjkas!!!

Brancamar disse...

António,
Venho desejar-te um Bom Domingo.
Quanto ao jogo imagino que é muito complicado para quem tem o vício e para as respectivas famílias.
Mas hoje não vou ler o post todo que já não posso, volto amanhã.
Hoje houve outro jogo e vinha brincar um pouquinho contigo. Mas este tema que desenvolves é tão sério que não tem nada a ver com futebóis...
Deixo-te um beijinho e deixo a brincadeira para amanhã...se te apanhar a jeito...

António Inglês disse...

Mana Isabel

Eu gosto muito de jogar e creio que de tudo o que sei e posso, mas não sou jogador compulsivo.
Jogo por prazer, quando tenho parceiros e tenho vontade, mas reconheço que é muito perigosos.
Muitas vidas familiares são destroçadas por causa do jogo, infelizmente.
Um bom domingo e mil beijinhos
António

António Inglês disse...

Avelaneiraflorida

Tal como disse anteriormente à Sophiamar, eu por acaso gosto de jogar, mas de forma moderada.
É aliás um dos entretens entre amigos em certas noites.
Nada de grave, nem de especial. Não sou compulsivo nem pouco mais ou menos.
Um beijinho e um bom domingo
António

António Inglês disse...

Mana Branca

Muitas famílias ficam destroçadas por causa deste maldito vício.
Nesse aspecto a minha pode estar seguríssima pois embora goste de jogar não o faço de forma compulsiva.
É apenas em certas alturas e entre amigos.
Quanto ao outro jogo de que me querias falar, pois tenho de dar-te os parabéns porque tens uma equipa a jogar bem e com bons jogadores. Merecem o campeonato.
Agora quanto ao teu PC, desse nem me fales porque o acho um homem sem grandes padrões morais, e que parece está em maus lençóis, embora pense que a montanha pariu um rato...
Futebol e Porto estou sempre disponível para ti e para qualquer amigo. PC nem falar dele gosto. Lamento. E reconheço que não deixa de ser um bom presidente, mas não me identifico com as suas palavras e atitudes. Desculpa.
De resto muitos parabéns pois o teu clube merece este tri-campeonato de longe...
O meu SLB e os vizinhos do SCP, andam nas ruas da amargura e por isso só daqui a dez anos voltarão a ganhar qualquer coisa.
Mil beijinhos e bom domingo
António

Maria disse...

Desta estou completamente fora....
Mas sei que é uma compulsividade muito complicada. É melhor nem falar, sei de gente que perdeu tudo e mais o par de botas por causa do jogo....

Beijinhos

António Inglês disse...

Olá Maria
Pois o jogo, é realmente muito perigoso e pode colocar uma família de rastos completamente.
Casos não faltam infelizmente.
Um beijinho
António