terça-feira, 6 de janeiro de 2009

ECONOMIA


Gastos das famílias evitam recessão económica mais acentuada este ano * Economistas



Lisboa, 05 Jan (Lusa) - A economia portuguesa deverá entrar em recessão este ano, com o produto interno bruto (PIB) a recuar entre 0,3 por cento e 0,5 por cento, prevêem os economistas contactados pela Lusa.




Lisboa, 05 Jan (Lusa) - A economia portuguesa deverá entrar em recessão este ano, com o produto interno bruto (PIB) a recuar entre 0,3 por cento e 0,5 por cento, prevêem os economistas contactados pela Lusa.

No entanto, os economistas consideram que o crescimento moderado dos gastos das famílias pode evitar um recuo do PIB mais acentuado.



Os especialistas acreditam que este cenário estará presente nas novas previsões que o Banco de Portugal apresentará terça-feira, quando divulgar o Boletim Económico de Inverno.

"As nossas previsões apontam para uma contracção de 0,5 por cento da economia portuguesa em 2009", afirma a economista-chefe do BPI, Cristina Casalinho, acrescentando que "no contexto actual é difícil acreditar num cenário alternativo à retracção do produto".



Também o economista-chefe do Santander acredita num recuo do produto. "O nosso cenário de base aponta para uma contracção de 0,3 por cento no conjunto do ano", diz Rui Constantino, admitindo um perfil diferente de evolução económica ao longo do ano.

"O final de 2008 marca muito a tendência de 2009, mas pode haver uma inversão do ciclo na segunda metade deste ano", admite, já que o efeito de base negativo (do final de 2008) levará a desempenhos melhores no final deste ano, afirma.



Um crescimento, ainda que moderado, dos gastos das famílias deve evitar uma queda maior do PIB. "O consumo privado deverá continuar a crescer, embora mais modestamente", defende Cristina Casalinho, acrescentando que "a despesa global deverá manter um comportamento relativamente estável devido ao forte peso do consumo privado (acima de 60 por cento)".

"O consumo privado vai manter algum crescimento", diz Constantino.

No início de Dezembro de 2008, o primeiro-ministro defendeu que as famílias portuguesas podiam esperar uma melhoria no rendimento disponível este ano, devido ao efeito conjugado da descida das taxas de juro, da inflação e do preço dos combustíveis.



"Em 2009, as componentes, que manterão um nível mais positivo, deverão ser: o consumo privado (apesar do incremento do desemprego, os orçamentos poderão ser um pouco aliviados por via da queda das taxas de juro e de alguns preços de bens alimentares e energéticos: com importante peso da despesa das famílias) e público", antecipa Cristina Casalinho.

Por outro lado, e em sentido negativo, "deverão destacar-se as exportações e o investimento", acrescenta.

"Por via do abrandamento do consumo privado e retracção de investimento e exportações, as importações deverão desacelerar, implicando uma melhoria no contributo externo líquido", afirma a economista-chefe do BPI.



Para Rui Constantino, as exportações vão registar "uma contracção", reflectindo a tendência que já se verifica e acompanhando o que se passa nas economias dos principais parceiros comerciais portugueses.

Além disso, "existem riscos de contracção ao nível do investimento", admite o economista-chefe do Santander.

"A deterioração das perspectivas" pode levar os empresários a serem "mais conservadores" e as tensões nos mercados de crédito podem "dificultar o investimento", revela Rui Constantino.



O economista acredita que os investimentos públicos, projectados pelo Governo, podem dar "algum contributo para evitar que [a evolução do investimento] não seja tão adversa".

Para 2010, o BPI aposta num crescimento do PIB igual a 0,8 por cento e o Santander prevê uma recuperação para um aumento do PIB de 0,5 por cento.

Rui Constantino acredita em "alguma recuperação do consumo privado" no próximo ano, em resultado das medidas de apoio do Governo ao emprego.



Cristina Casalinho prefere destacar a recuperação das exportações e do investimento.

As últimas previsões do Banco de Portugal, que constam do Boletim de Verão do Banco de Portugal, a instituição liderada por Vítor Constâncio apontava para uma subida do PIB de 1,3 por cento, sustentada pela procura interna.

MMO

Expresso/Lusa/Fim

Fotos da Net

António Inglês


1 comentário:

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Amigo António:
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