quarta-feira, 9 de abril de 2008

MEU QUERIDO, MEU VELHO, MEU AMIGO

*

A 9 de Abril de 1920, na Freguesia e Concelho de Rio Maior, no seio de uma família humilde e modesta, outrora senhora de alguns bens significativos, nascia um belo rapaz a quem foi dado o nome de Joaquim. Fora o segundo filho de três que a referida família teve, sendo que o primeiro veio a falecer ainda muito novo por motivos mal explicados desde então. Consta que um outro rebento teria nascido, uma menina, mas que teria falecido também, não havendo no entanto confirmação de tal.

Desde muito novo, soube o que eram as dificuldades da vida rural. Pai e mãe viviam daquilo que a terra dava, se bem que um seu avô tivesse tido em tempos uma empresa de Transportes. Na época, esta actividade era constituída por carroças, de tracção animal portanto, que transportavam as mais variadas coisas entre as diversas terras circundantes. Seu pai, Manuel acabou por desbaratar o património que esse tal avô lhes deixara, pois os copitos dele depressa se apossaram. De grão na asa, o Manuel foi vendendo ao desbarato, vinhas e olivais, e depressa se viram reduzidos a umas escassas centenas de metros de terreno, onde existia a casa onde moravam.

A Escola Primária foi feita numa aldeia vizinha. O percurso de casa para a Escola e vice-versa era feito a pé, um sem número de vezes descalço porque dinheiro não havia e sapatos muito menos. Ele e o João Luís, o mais novo da família.

Com doze anos feitos, o nosso Joaquim, resolveu pôr-se ao alto com o pai, e ajudado pelo irmão, decidiram que partiriam para a capital em busca de trabalho, não sem antes terem tido a garantia de que nada mais seria vendido.

Se bem pensaram, assim fizeram e o Joaquim veio para Lisboa, para casa de uns amigos quase conterrâneos, que lhe deram guarida, enquanto ele se empregou num pequeno negócio de mercearia ali para os lados do Alto do Pina, como marçano. Na época, as grandes superfícies eram miragem, e o pequeno comércio de bairro era rei e senhor das diversas actividades que vendiam os produtos que faziam falta à vida de todos os cidadãos. Desta forma, as senhoras iam à mercearia fazer as suas compras, e como normalmente eram para o mês inteiro ou pelo menos para alguns dias, eram os marçanos, estes jovens provincianos, que durante o resto do dia iam levar a casa das freguesas as suas pesadas compras, de cabaz às costas, escada acima, escada abaixo.

Foram anos de muito sacrifício e o nosso Joaquim, tal como combinado com o irmão João Luís, escreveu-lhe dizendo-lhe que era chegada a hora de também ele vir para Lisboa. Foi o que aconteceu. O João Luís, passado algum tempo estava na capital, junto do irmão, e estudando para ser alguém na vida.

Em casa dos pais, o dinheirito começou a aparecer e não mais houve tentação de vender fosse o que fosse.

Os tempos foram passando, e o nosso Joaquim veio a padecer de um erro de infância, que lhe veio a custar muito caro anos mais tarde.

Em garoto, e ainda na terra, brincando com amigos de infância, resolveu saltar um muro, atrás de uma bola de trapos que os entretinha durante os tempos livres.

Mal calculado o salto, o Joaquim acabou por deslocar um osso da articulação da bacia, que por medo, primeiro dos pais, e depois da ida ao médico, nunca chegou a resolver.

Também médicos naquela altura eram difíceis de consultar, por faltarem e por não haver dinheiro suficiente para tal.

crescidinho, e por não querer ser operado ao defeito que tinha gerado na perna em garoto, o nosso homem foi aconselhado a tentar ir para um Hospital/Sanatório no Alto Minho, perto de Afife, conhecido por Sanatório da Gelfa, pois o sol, embrulhado nos braços de um cheirinho a sargaço, emprestava alguns benefícios aos ossos e podia ser que melhorasse. Era pelo menos essa a convicção dos médicos da altura.

Assim fez e para lá foi com os seus dezassete/dezoito anos. Todos os dias, ele e os companheiros ali internados, eram colocados nos enormes varandins que o Hospital tinha, deitados, apanhando sol.

Era costume, durante as tardes, as moçoilas da terra mais próxima, a tal Afife, virem para as zonas limites do Sanatório pastar as vacas que eram o grande suporte da labuta do campo, puxando lindíssimos e pachorrentos carros de vacas, carregadinhos de milho, predominante na região.

O Joaquim, perdeu-se de amores então por uma dessas belas minhotas, que lhe correspondeu aos anseios, ficando-se sem saber se a partir daquele momento, ela ia para lá pastar as vacas da casa de lavoura a que pertencia, ou se era para catrapiscar o seu Joaquim.

Pegou o namoro mas o nosso Joaquim teve de regressar a Lisboa. Trocaram correspondência e poucos anos depois a Maria, assim se chamava a minhota, com ele veio ter a Lisboa, para casa do pai, separado da mãe, era ela ainda muita nova. Já naquele tempo as separações existiam, claro.

Como não era pessoa de se ficar, e porque seu irmão acabara por se formar, empregou-se então nos escritórios de um armazém de tecidos, no Martim Moniz, na Baixa Lisboeta.

Estudando à noite, tirou também ele o curso comercial que lhe viria a ser valioso pela vida fora.

Chegou então o casório e o nosso Joaquim e a nossa Maria constituíram família, ficando a morar em Lisboa, primeiro em casa do pai da Maria, e pouco tempo depois num andar arrendado a meias com um outro casal amigo, dividindo assim as despesas. Eram os tempos.

Lutador por natureza, o Joaquim ajudado pela sua Maria, progrediu na vida, chegou a sócio da firma que lhe dera emprego, não sem antes ter passado dos escritórios para o sector comercial da empresa. Tal mudança tornou-se vital para sempre. Desde esse dia, a vida do Joaquim e da Maria foi feita de sucesso em sucesso. Foi assim que acabou por consolidar um razoável património, grande parte do qual deixou aos filhos.

Não se deu mal o Joaquim com a vida, nem o seu irmão João Luís, que se empregara numa empresa americana que operava em território nacional.

Do casamento do Joaquim com a Maria, nasceram três filhos, o António, o mais velho, a Otília que se lhe seguiu pouco tempo depois, e alguns anos mais tarde, provavelmente por distracção, digo eu não sei, a Teresa mais nova.

Hoje estão todos casados, todos tiveram filhos também, e cada um fez pela vida, sem grandes sobressaltos.

O nosso homem, foi ao longo da sua vida, um exemplo de dignidade, seriedade e amor pelos seus e pela sua terra. Foi por isso diversas vezes homenageado pelos seus conterrâneos, pelos seus empregados e pelos filhos. Na sua terra natal, foi atribuído o seu nome à principal rua que a atravessa, como prova de agradecimento pelo muito que fez por ela. Foi graças a ele, à sua ajuda pois, que a sua terra passou a ter luz eléctrica, água canalizada, estradas alcatroadas, Casa do Povo com posto médico uma vez por semana, Capela e muitos outros benefícios que ali foram feitos pelo Governo da época.

As suas amizades em Lisboa, isso lhe proporcionaram e ele sempre se mostrou um enorme defensor da sua Anteporta.

O seu irmão João Luís e a sua cunhada Margarida, é lá que vivem hoje, numa merecida reforma, inundados de felicidade pelos dois filhos, António e Maria João, e pelos três netos que aqueles e os cônjuges lhes deram.

O Joaquim e a Maria já deste mundo partiram, de forma prematura, um logo a seguir ao outro, porque assim o juraram durante toda a vida.

Se fosse vivo, faria hoje dia 9 de Abril de 2008, 88 anos o Joaquim da nossa história, de quem me orgulho de ter como pai, esteja ele onde estiver.

O seu percurso de vida foi um exemplo, mas mesmo que o não tivesse sido, mesmo que algumas injustiças tenham deixado ficar no coração do filho algumas mágoas, mesmo que a revolta pela partida prematura nos tenha deixado de rastos, eu continuo a ter muito orgulho em ser seu filho.

Um grande beijinho e um xi-coração apertado Pai, estejas onde estiveres na companhia da Mãe, de quem nunca te separaste, muito menos em dia de aniversário.

Mando-te um sopro para te ajudar a apagar as velas, porque são 88, porque são muitas, porque estão muito longe de mim, porque te queria apertar hoje, como todos os dias do resto da minha vida e continuar a apagar velas contigo.

Queria dizer-te mais coisas mas uma teimosa lágrima não deixa. Se o teclado do meu PC ficar estragado eu mando-te a conta.

Fica bem Pai. Um dia a gente vê-se. Cuida da Mãe.

António


Fica a minha prenda de anos para ti.


36 comentários:

Carminda Pinho disse...

António,
pela discrição aqui feita fiquei a
conhecer o Joaquim e, digo-lhe que foi um grande homem, o seu pai.
É admirável quando um filho relembra assim tanto do percurso da vida do pai.
Esteja onde estiver estará orgulhoso do filho e, acho até que tal como este, com uma lágrima ao canto do olho.

Beijos

Sophiamar disse...

Amigo Querido

Olha, fartei-me de chorar. Que post tão bonito! Tu és um sentimentalão, um afectivo de quem muito gosto, um filho grato, um pai maravilhoso, um marido apaixonado, um amigo imperdível. De estimar para sempre.
Voltarei para te comentar como mereces.
Hoje, deixo-te um milhão de beijinhossss e um abraço apertadinho.

amigona avó e a neta princesa disse...

Amigo, deixa-me dar-te um abraço apertado de amizade e, com ele, abraçar também o teu pai...deixaste-me comovida António! Adorei conhecer o teu pai...muito, muito obrigada pela partilha...

Filoxera disse...

António:
Assim que li o título, disse para mim mesma que seria um texto sobre o seu pai.
Maravilhoso texto, que li com um aperto cá dentro, pois os últimos dias também têm sido muito saudosos para mi. Abril é o mês que associo ao meu pai. Nasceu, casou com a minha mãe e faleceu em Abril. Além de que vibrava com os ideais da revolução.
Deixo-lhe um beijo comovido.

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá querido amigo António, estou muito emocionada, com um grande nó na garganta...
Querido Amigo, és um grande Homem, de coração do tamanho do mundo... O teu Pai e Mãe estão ( tenho a certeza ) muito orgulhsos de ti... Deixo para eles e para ti, um milhão de beijinhos,
Fernandinha

Joaninha disse...

António meu amigo,

Temos muita coisa em comum nós os dois, que coisa estranha meu amigo.
Diga-me cá Rio Maior, aqui em baixo perto de Lisboa?
Pois é se é esse Rio Maior então não é só Afife que temos em comum. A familia do meu marido é de lá.
E ainda temos o facto da sua menina ter o mesmo nome que eu ;)
Quanto ao seu texto está lindo, quanto ao orugulho que sente pelo seu pai, tem toda a razão em sentir, e tenho certeza que ele sente muito orgulho do filho!
Bj

Maria Clarinda disse...

António um beijo especial para o teu Pai, esteja onde estiver. Grande homem que estará certamente a olhar-te com um grande orgulho...desculpa as lágrimas caem dos meus olhos também...acho que o Sr António terá a conta de dois Pc para pagar...
Jinhos apertados no coração!!!
Orgulho-me de te ter como Amigo!

aramis disse...

Meu querido Tó, que dizer-te? Se já admirava o teu Pai, agora passou a estar bem mais dentro do meu coração...
Estou contigo neste dia com tanto significado para ti e pedirei a Deus que a sua alma esteja com Ele na sua eterna glória! Um destes dias... quando não sei, ainda faremos todos uma grande "festa" no Paraíso, no chamado "dia do reencontro"! Aí é que vai ser... pelo menos, eu acredito.
Muitos beijinhos e tudo de bom para ti,

São disse...

Que te posso dizer senão que este teu preito a teu pai me tocou bem fundo?!
Que ele está bem , não há dúvidas, pela ajuda que deu a quem necessitava.
Pata ti, o meu comvido beijo!

Sophiamar disse...

Meu Querido Amigo

Reli o teu post, perpassado de amor, de carinho, de gratidão e não pude ficar indiferente à história de vida de um casal, tecida com tanto amor e contada com a maestria afectiva com que o fizeste.Congratulo-me por ser uma das privilegiadas da net. É que ter-te como amigo, além de outros que muito me mimam, é uma das mais-valias do meu quotidiano. És um homem muito meigo, muito honesto, muito justo e isto deve-se a esse casal, Maria e Joaquim,que muito se amou e com amor e dedicação criou os seus filhos. Li e reli o teu post, apesar de longo, porque o que é feito com o gosto com que o fizeste é leitura aprazível e lamentamos sempre que chegue ao fim.O teu pai está orgulhoso de ti,muito orgulhoso, meu querido, meu jovem, meu amigo António.

Beijinhos , milhões, com a amizade que, aqui, diariamente, vamos consolidando.

Menina do Rio disse...

Lindo e imensamente comovente. Se me estragar o teclado pelas lágrimas; mando-te a conta também!
Estou certa que o Joaquim também está não só comovido, mas orgulhoso do seu filho. Laços de amor e ternura que nem a morte consegue romper.

A ti o meu abraço e ao Joaquim, onde estiver deixo as minhas reverências

Brancamar disse...

António,
Cheguei tarde do trabalho, espreitei por aqui. Em dia normal só voltaria logo,mas quando percebi o que dizia o teu post fiquei e não importa que esteja a "estragar" os horários cá de casa, não importa se vou jantar mais tarde, importa que os amigos são para os momentos importantes e que tinha que festejar já contigo, de lágrima no olho este belo momento, este dia e esta história de vida maravilhosa.
Agora percebo porque gostas tanto do Minho. Conheço tão bem essa zona de Gelfa, o pinal, o farol, tudo. Sempre que estava de férias naquela zona ia por lá. Vou procurar uma foto que tenho tirada no farol e se a encontrar ainda ta mando hoje.
Agoara sim vou tratar da família, eles compreendem...até logo, volto para falarmos melhor.
O teu pai era um homem muito elegante, apreciei muito a fotografia e li tudo que dizia na placa, um grande homem!
Deves sentir-te muito orgulhoso dele.
Mando-lhe daqui os meus parabéns lá para onde ele está. Se olhares à noite o céu talvez o encontres numa estrela que hoje brilha mais que as outras...como dizia o Principezinho de Saint Exupéry.
Beijinhos António.
Tua sempre e eterna amiga,
Branca

Belisa disse...

Olá!
Amigo
Primeiro que tudo tenho de dizer-lhe que li aqui uma história de vida linda! Um relato de luta e amor que deixou vestígios.O seu pai poderá estar muito orgulhoso!
Agradeço do fundo do coração não se esquecer de mim e peço desculpa de não o visitar mais vezes. Espero que daqui para a frente eu tenha mais tempo.
Desejo muita saúde para si e família e com alegria, por visitar a sua casa, envio

Beijinhos estrelados

Brancamar disse...

Voltei António,
Desculpa os erros que dei no comentário atràs em pinhal sem o h e em agora com as letras todas trocadas, foi escrito com o coração mas com alguma rapidez como te disse, mas ainda jantei muito a tempo.
Desculpa mas como não tenho andado muito em forma vou deitar-me e se não encontrar hoje a tal fotografia mando-ta amanhã.
Espero que esteja tudo bem contigo.
Beijinhos

big river disse...

Pois é meu amigo ainda hoje ao tomar um café lá por anteporta no vitor com o teu tio João falamos que hoje ele faria 88 anos.Ainda tive o previlégio de conviver para não dizer viver com ele mais de 20 anos.Engraçado a Capela que o teu pai por ajudou a construir foi agora toda restaurada com grande participação do teu tio joão.Depois doa morte do Joaquim parece que o João encarnou algo do irmão .Para o Joaquim Um abraço do tamanho do seu coração.
Genro Luis

Maria disse...

Querido Amigo António

"Pendurei" este post (em RSS) por volta das 5 da tarde, pois tinha que sair e como era longo não tinha tempo de o ler com a atenção que os teus posts merecem.
Chego agora, e deparo-me com uma homenagem ao teu pai, daquelas que a gente não esquece.
Não nego que me escorre uma lágrima, não nego que me emocionaste.
Não tenho mais palavras para ti, António.
Deixo-te apenas um obrigada pelo sentimento que me transmitiste e deixo-te um enorme abraço....
.... e um beijo.

Lisa's mau feitio disse...

Um beijinho daqui até ao céu para o seu querido Pai...

Conhece, Avô, uma canção do Nuno da Câmara Pereira? Tem justamente o título do seu post!! É ternurenta por demais e lembrei-me logo dela mal li este seu título.

Um beijinho enorme!

Lisa

António Inglês disse...

Carminda

Meu pai tinha esse problema que é igual ao meu. Bastava um pequeno nada para ficar de lágrima no olho.
Um beijinho
António

António Inglês disse...

ISABEL

Com um nó na garganta agradeço-te as tuas palavras...
Obrigado.
Beijinhos
António

António Inglês disse...

Amigona

Obrigado por esse abraço que recebo com agrado...
O Joaquim está atento, eu sei...
Beijinhos
António

António Inglês disse...

Filoxera

Abril marca-nos mesmo. Até ao país marcou.
Deve ser um mês importante no calendário.
Um beijinho
António

António Inglês disse...

Fernandinha

Obrigado pelas tuas palavras. Sei que meus pais estão sempre comigo e me protegem, estejam onde estiverem.
Um beijinho
António

António Inglês disse...

Joaninha

Quem diria que afinal temos assim tanta coisa em comum...
Rio Maior é mesmo aqui bem perto de onde moro. Terra de gente boa e hospitaleira.
Se calhar a família de seu marido conhecerá a minha. Interessante.
Ainda lá tenho uma irmã, cunhado e sobrinhos a viver.
Um beijinho
António

António Inglês disse...

Maria Clarinda

As palavras faltam-nos quando mais precisamos delas... e nem sei como te responder.
Obrigado pelas tuas. Darei o beijinho a meu Pai.
Um abraço de amizade.
António

António Inglês disse...

Aramis

Obrigado pelas tuas palavras.
Sabes que um dos meus desgostos é que meu pai não tivesse tido tempo de conviver comigo aqui pelo nosso São Martinho.
Um dia a gente encontra-se mesmo, não sei onde, mas encontra-se...
Um beijinho
António

António Inglês disse...

São

Não sei o que te dizer. Quanto mais tenho de responder aos comentários mais me vai faltando a palavra.
Um grande abraço e um beijinho sincero de amizade.
António

António Inglês disse...

Isabel

Gostaria de saber pôr no papel o que me vai na alma, da forma como tu o fazes.
Cada um de nós nasce para o que nasce.
Estas "conversas" com os meus pais, para mim, são naturais e convivo bem com isso.
De resto não sou assim tão doce como pensas...
Um beijinho
António

António Inglês disse...

Menina do Rio

Estes são laços que jamais se quebrarão. É um pouco assim com todos nós.
O curioso é que em vida de meu pai, nunca fomos muito íntimos, sempre existiu um conflito que penso não era mais que a forma de dizer-mos um ao outro quanto nos gostava-mos.
Obrigado pelas suas palavras.
Um beijinho
António

António Inglês disse...

Mana Branca

Fico sem jeito quando as palavras dos amigos me elogiam.
Sei que és uma amiga bem real, muito pouco virtual já.
Agradeço-te as palavras e a atenção que te mereço. Tentarei saber honrar essas atitudes minha querida amiga.
Beijinhos
António

António Inglês disse...

Belisa

Nós só esquece-mos quem não presta ou nada vale.
Os amigos não os podemos nunca esquecer, por isso, continuarei a visitá-la não com a assiduidade que a Belisa mereceria mas com a possível.
Um beijinho
António

António Inglês disse...

Branca

Ainda te preocupas com os erros que dás ao escrever ?
Esquece isso porque todos nós os damos. Sabes, são os dedos que nos fogem, ou então as teclas...
Um beijinho
António

António Inglês disse...

Big River

Pois vai-te preparando que depois do João Luís, quem fica aí a representar a família és tu. Por isso vai estando atento porque terás de dar continuidade a esse espírito de ajuda e amor por essa terra.
Um abração?
E de cafés como estamos?
António

António Inglês disse...

Maria

Nem preciso de te dizer como as tuas palavras calaram fundo.
E faltam-me nestas alturas...
Um abraço e um beijinho de amizade
António

António Inglês disse...

Lisa's

Obrigado pelas palavras. Darei o seu beijinho a meu pai.
A canção de que fala, é a versão portuguesa daquela que está no pequeno filme no fim da postagem.
Um abraço apertadinho e de saída mil beijinhos.
António

Fatima disse...

Magnífico post. Estou sem palavras, mas de lágrima no olho!
Um abraço

António Inglês disse...

Fátima

Obrigado pela visita que nos fez. Creia que ficámos os dois bem satisfeitos com ela. Eu e meu pai... claro...
Um grande abraço e uma boa semana
António