terça-feira, 25 de novembro de 2008

NÃO À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA !


Dia 25 de Novembro é considerado o Dia Internacional contra a Violência Doméstica, e foi eleito como o Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher, em homenagem às irmãs revolucionárias Patrícia, Minerva e Tereza Mirabal, presas, torturadas e assassinadas em 1960 a mando do ditador da República Dominicana, Rafael Trujillo.

Para mim nem deveria existir este dia. É triste que tenhamos de andar sempre de dia em dia, comemorando isto e aquilo, chamando a atenção do mundo para os problemas que afectam a humanidade. É sinal de que o homem não aprende, não evolui, não cresce.

Para mim, todos os dias são dias de! Todos os dias o homem deveria lembrar-se de que tem um papel importante no mundo e tem de ser inteligente, racional, sensível, carinhoso, dedicado, estudioso, solidário, digno, sério, colaborante, empreendedor, amigo, pai, amante! Numa palavra: Exemplo!

Sei que é difícil e infelizmente a realidade anda longe do ideal. Mas o homem tem de mostrar que é Homem, porque Alguém lhe facultou a sabedoria, porque esse é o seu papel e não porque exerce sobre os mais fracos de forma ignóbil, o seu poder.

Para mim, todo aquele que utiliza a força para humilhar, maltratar ou subjugar, não tem o direito de se considerar HOMEM!

Gostaria de abordar um tema relativo à violência doméstica, que na maioria das vezes não vejo aflorado nestas ocasiões. Refiro-me concretamente a outra forma de violência, a violência verbal, que embora não se mostre tão visível no imediato, vai minando o ser humano, ao ponto de muitas vezes levar a situações nada aconselháveis ou de desfecho imprevisível! Quando se perde o respeito entre seres humanos, ou entre casais, perde-se tudo! E não interessa mostrar arrependimento porque o acto está lá! Ficou ! E abriu precedente perigoso que não se apagará.

No entanto, eu ainda acredito que é possível! Eu ainda acredito no homem! E por isso, faço chegar a minha voz à de muitas que neste dia se levantam para dizer BASTA!

BASTA DE BESTAS NO MUNDO!

Foto da Net

António Inglês


FORTIFICAÇÕES RECUPERADAS


Seis municípios do distrito de Lisboa uniram esforços para recuperar as Linhas de Torres. O projecto orçado em dois milhões de euros e que ontem viu inaugurado o circuito da Enxara, no concelho de Mafra, visa preservar parte do sistema de fortificações militares construído entre 1809 e 1810, que teve por objectivo travar a terceira invasão francesa. O que viria a acontecer em Novembro de 1810, quando o marechal Massena renunciou a atacar e retirou, dirigindo-se para Santarém.



Das 152 estruturas militares construídas na época, restam 118. Destas, o projecto visa recuperar 30 até Dezembro de 2010. A iniciativa irá também abrir circuitos pedestres ao longo dos 85 quilómetros de fortificações, cuja eficácia bélica alcançada determinou o início do caminho ascendente do Duque de Wellington perante as tropas napoleónicas, que culminou com a vitória sobre Napoleão a 18 de Junho de 1815, na batalha de Waterloo.



O investimento do circuito da Enxara envolve a animação de réplica de um telégrafo semelhante ao existente na época. Um primeiro passo para explicar o complexo sistema de comunicações existente no século XIX que permitia a distribuição de informações desde o rio Tejo até ao Atlântico.



Com vista à preparação da comemoração do Bicentenário das Linhas de Torres, a realizar entre 2009 e 2010, terminou ontem o seminário ‘A Importância das Linhas de Torres na Europa’.



Numa obra de engenharia sem paralelo, erguer mais de uma centena de fortes levou a que 150 mil camponeses fossem chamados. Também cerca de 200 mil pessoas abandonaram as suas casas a norte das linhas, perante a investida dos franceses.



O efectivo militar criado foi também gigantesco: 25 mil milícias e 11 mil ordenanças portuguesas, oito mil espanhóis e 2500 fuzileiros ingleses. Como tropas regulares, Wellington dispunha de 34 mil ingleses e de 24 500 portugueses.



Estava criada uma máquina de guerra de mais de cem mil homens que à retirada francesa avançou para Espanha. A 27 de Julho de 1813, após a batalha dos Pirenéus, o duque de Welligton viria a chamar aos militares portugueses, pela sua coragem, "os meus galos de combate". A 7 de Outubro era dada ordem para avançarem para França. É este património militar que seis concelhos querem manter vivo.



Segundo explicou Gertrudes Cunha, vereadora da Cultura da Câmara de Arruda dos Vinhos, o projecto Rota Histórica das Linhas de Torres "pretende trazer o desenvolvimento sustentado da região com a criação de uma rota turístico-cultural, militar, ambiental e de grande projecção internacional". Arruda dos Vinhos, Vila Franca de Xira, Sobral de Monte Agraço, Mafra, Loures e Torres Vedras são os concelhos envolvidos.



LINHAS DE TORRES

Edificadas, a partir de 1809, por ordem do general Wellesley, as Linhas de Defesa de Lisboa, ou Linhas de Torres, são um conjunto de 152 fortificações que se estendia por cerca de 80 quilómetros, distribuídas entre Torres Vedras e o rio Tejo, e que asseguravam a defesa desde a costa atlântica até ao estuário do rio.




FORTE GRANDE OU DO ALQUEIDÃO

Localizado na Serra de Montagraço, a 439 metros de altitude, começou a ser construído a 4 de Novembro de 1809. Capacidade para uma guarnição de 1590 militares. Número de peças de artilharia: 25. Fica no concelho de Sobral de Monte Agraço, dois quilómetros a Sul da vila.

João Saramago

Correio da Manhã


"A fazer fé na notícia, estão os municípios de parabéns porque sobretudo deitam mãos à obra de recuperação de património histórico nacional que em muitos casos se encontra em completo abandono. Bom seria que outros municípios de outros distritos do país, lhes seguíssem o exemplo. Boas novas portanto".


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António Inglês

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

SABIA QUE.....


A 24 de Novembro de 1906, nasce, em Lisboa, Rómulo Vasco da Gama de Carvalho, professor, investigador e poeta. Como pedagogo, foi autor de inúmeras obras de divulgação científica e, como poeta, sob o pseudónimo de António Gedeão, escreveu conhecidos poemas como Lágrima de Preta e Pedra Filosofal.


Pedra Filosofal

Eles não sabem que o sonho

é uma constante da vida

tão concreta e definida

como outra coisa qualquer,

como esta pedra cinzenta

em que me sento e descanso,

como este ribeiro manso

em serenos sobressaltos,

como estes pinheiros altos

que em verde e oiro se agitam,

como estas aves que gritam

em bebedeiras de azul.

eles não sabem que o sonho

é vinho, é espuma, é fermento,

bichinho álacre e sedento,

de focinho pontiagudo,

que fossa através de tudo

num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho

é tela, é cor, é pincel,

base, fuste, capitel,

arco em ogiva, vitral,

pináculo de catedral,

contraponto, sinfonia,

máscara grega, magia,

que é retorta de alquimista,

mapa do mundo distante,

rosa-dos-ventos, Infante,

caravela quinhentista,

que é cabo da Boa Esperança,

ouro, canela, marfim,

florete de espadachim,

bastidor, passo de dança,

Colombina e Arlequim,

passarola voadora,

pára-raios, locomotiva,

barco de proa festiva,

alto-forno, geradora,

cisão do átomo, radar,

ultra-som, televisão,

desembarque em foguetão

na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,

que o sonho comanda a vida,

que sempre que um homem sonha

o mundo pula e avança

como bola colorida

entre as mãos de uma criança.

In Movimento Perpétuo, 1956





..... E QUE .....


Também a 24 de Novembro, mas de 1991 faleceu em casa, conhecida por Garden Lodge, Farrokh Bommi Bulsara, mais conhecido por Freddie Mercury, vocalista da banda de rock britânica Queen. A sua morte causou repercussão e tristeza em todo o mundo.

"We Are the Champions” e 'Barcelona'' são duas das obras mais emblemáticas de um dos cantores mais extraordinários da sua geração.


AMAZÓNIA PODE DEIXAR DE EXISTIR


Afirmação foi proferida durante a conferência «Amazónia em Perspectiva», que debateu o estado da maior floresta tropical do mundo e o seu futuro




Amazónia, a maior floresta tropical do mundo, pode deixar de existir se a destruição dos seus limites florestais chegar aos 30 por cento. Esta afirmação foi proferida esta quarta-feira em Manaus, durante o debate a «Amazónia em Perspectiva», segundo informações avançadas pelo jornal A Folha de São Paulo.




A devastação da área arborizada na floresta amazónica já chega actualmente aos 20 por cento, sendo que 17 por cento dessa assolação acontece em território brasileiro.

Um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais prevê que se o ritmo de abate de árvores continuar na mesma progressão, a destruição da Amazónia pode chegar aos 50 por cento em 2050.

De acordo com o mesmo estudo, que analisa o estado geral da floresta amazónica em intervalos de 24 anos, a região leste da floresta ainda é a mais sensível.



No entanto, devido ao binómio clima-vegetação, a área ocidental da floresta (e menos arborizada) vai sem dúvida alguma ser aquela que vai enfrentar problemas mais graves no futuro. Problemas que, em grande parte poderão ocorrer devido à precipitação, que pode ser reduzida em mais de 40 por cento.



Se o abate de árvores e a consequente devastação do espaço florestal da Amazónia continuar pode ser bastante perigoso. Quem o afirma é Gilvan Sampaio, do Instituto Brasileiro de Pesquisas Especiais (INPE), que reitera a problemática, afirmando que ao chegar a valores próximos de 50 por cento, esta assolação pode criar um novo estado de equilíbrio no bioma terrestre.



As razões apontadas pelo INPE para esta crescente evolução na destruição da maior floresta do mundo passa em grande parte pelos incêndios florestais que ocorreram durante o período de tempo entre 2000 a 2007 e que abrangeram 92 por cento das unidades de conservação já criadas.

Portugal Diário

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António Inglês


domingo, 23 de novembro de 2008

INUNDAÇÕES ACELERAM DEGELO NA ANTÁRCTIDA


Estudo. Cientistas norte-americanos descobriram que os lagos subterrâneos da Antárctida são uma das causas do degelo deste continente, contribuindo para o aumento do nível das águas do mar. A água diminui a fricção da base glaciar

As inundações que ocorrem nos lagos debaixo da calota glaciar que cobre o continente antárctico contribuem para acelerar o degelo e a elevação do nível do mar, segundo conclui um estudo publicado na revista Nature Geoscience.



Os cientistas responsáveis pelo projecto conseguiram demonstrar que o gelo do glaciar Byrd, situado na zona este da Antárctica, começou a derreter mais rapidamente depois de dois lagos debaixo do gelo terem ficado inundados. A rapidez do degelo do glaciar Byrd aumentou 10% entre Dezembro de 2005 e Fevereiro de 2007 em relação à média das décadas precedentes.



O início desta aceleração produziu-se logo que dois lagos, situados sob a calota glaciar a cerca de 200 quilómetros a montante do Byrd, se encheram com 1,7 quilómetros cúbicos de água. Isto provocou uma grande inundação subterrânea, segundo Leigh Stearns, do Instituto sobre Mudanças Climáticas da Universidade do Maine, que, junto com outros cientistas, utilizou os dados do altímetro laser do satélite ICESat da NASA.

"A água agiu como uma espécie de lubrificante, reduzindo a fricção na base glaciar e acelerando o degelo", escreve, num comentário ao estudo, Helen Fricker, do Instituto de Oceanografia Scripps, na Califórnia.



O trabalho dos cientistas norte- -americanos indica que a as correntes subterrâneas da Antárctica devem ser tomadas em conta na "dinâmica do gelo", principalmente na influência que esta tem no aumento do nível das águas do mar.

"Trabalhos anteriores mostraram que a água debaixo do gelo está a movimentar-se muito, mas o que ainda não se tinha compreendido era que esta água está a afectar o gelo", diz Leigh Stearns, e acrescenta: "Não só se está a mover, mas a adição de uma pequena quantidade de água e uma mudança na lubrificação da camada de gelo do glaciar pode produzir alterações a grande escala."



Os cientistas têm conhecimento destes lagos subterrâneos na Antárctica há cerca de meio século - existem mais de 150. Apesar de, em alguns locais, o glaciar ter vários quilómetros de gelo, o conteúdo dos lagos mantém-se líquido devido a pontos "quentes" na rocha que está por baixo. Sempre se pensou que estes lagos estariam estagnados, contendo águas que permaneceriam inalteradas há milhões de anos, mas a verdade é que em 2005 descobriu- -se que os níveis dos lagos mudavam rapidamente - eles enchem e esvaziam debaixo da camada de gelo.



Actualmente o nível do mar tem subido a uma média de três milímetros por ano. Os estudos do Painel Intergovernamental de Alterações Climáticas (IPPC, na sigla inglesa), prevêem um aumento do nível do mar de 18 a 59 centímetros desde agora até 2100, não tendo em conta o comportamento futuro das calotas polares da Antárctida e da Groenelândia.|

BRUNO ABREU DIÁRIO DE NOTÍCIAS

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Notícias pouco simpáticas e preocupantes para Portugal.

António Inglês