terça-feira, 23 de dezembro de 2008

A ORIGEM DO CIRCO


Dos chineses aos gregos, dos egípcios aos indianos, quase todas as civilizações antigas já praticavam algum tipo de arte circense há pelo menos 4 000 anos - mas o circo como o conhecemos hoje só começou a tomar forma durante o Império Romano. O primeiro a se tornar famoso foi o Circus Maximus, que teria sido inaugurado no século VI a.C., com capacidade para 150 000 pessoas.



A atracção principal eram as corridas de carruagens, mas, com o tempo, foram acrescentadas as lutas de gladiadores, as apresentações de animais selvagens e de pessoas com habilidades incomuns, como engolidores de fogo. Destruído por um grande incêndio, esse anfiteatro foi substituído, em 40 a.C., pelo Coliseu, cujas ruínas até hoje compõem o cartão postal número um de Roma.



Com o fim do império dos Césares e o início da era medieval, artistas populares passaram a improvisar suas apresentações em praças públicas, feiras e entradas de igrejas. "Nasciam assim as famílias de saltimbancos, que viajavam de cidade em cidade para apresentar seus números cómicos, de pirofagia, malabarismo, dança e teatro", afirma Luiz Rodrigues Monteiro, professor de Artes Cénicas e Técnicas Circenses da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).



Tudo isso, porém, não passa de uma pré-história das artes circenses, porque foi só na Inglaterra do século XVIII que surgiu o circo moderno, com seu picadeiro circular e a reunião das atracções que compõem o espectáculo ainda hoje. Cavaleiro de 1 001 habilidades, o ex-militar inglês Philip Astley inaugurou, em 1768, em Londres, o Royal Amphitheatre of Arts (Anfiteatro Real das Artes), para exibições equestres. Para quebrar a seriedade das apresentações, alternou números com palhaços e todo tipo de acrobata e malabarista.



O sucesso foi tamanho que, 50 anos depois, o circo inglês era imitado não só no resto do continente europeu, mas atravessara o Atlântico e se espalhara pelos quatro cantos do planeta.

Palhaçadas e acrobacias

Artes circenses têm diferentes raízes históricas

HOMEM ELÁSTICO

O contorcionismo já era uma modalidade olímpica na Grécia Antiga há mais de 2 500 anos. Há registos mais antigos, porém, de cerca de 5 500 anos, indicando que, talvez, a prática já fosse usada na China para o treinamento de guerreiros



MÃOS MÁGICAS

O malabarismo, segundo os historiadores, teria sido praticado inicialmente em rituais religiosos da antiguidade. Os chineses equilibravam pratos girando-os, enquanto gregos e egípcios utilizavam bolas, depois substituídas por tochas acesas

SOSSEGA, LEÃO!

Os primeiros domadores foram guerreiros egípcios, que capturavam animais selvagens nas terras conquistadas, aprendiam a lidar com eles e traziam-nos à terra natal para os apresentar em desfiles.



POR UM FIO

O primeiro relato de equilibrismo na corda bamba data de 108 a.C., na China, quando uma grande festa palaciana, em homenagem a visitantes estrangeiros, apresentou vários números de acrobacia. O impacto foi tamanho que o imperador decidiu realizar espectáculos do género todo ano.

BOCA QUENTE

Os engolidores de fogo apareceram pela primeira vez no Império Romano, nos espectáculos do Circus Maximus, há mais de 2 000 anos. Esses pirófagos costumavam ser nórdicos louros e altos, o que acentuava o exotismo.



PALHAÇO A CAVALO

Na origem do circo moderno, na Inglaterra do século XVIII, o palhaço e o equilibrismo com piruetas sobre um cavalo eram um só número. O sucesso foi tão grande que os clowns ganharam cada vez mais espaço no picadeiro.

Site Mundo Estranho

Fotos da Net

António Inglês


segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

O BOLO-REI


De acordo com os anais históricos, o Bolo-Rei terá surgido na França de Luís XIV, não resistindo aos calores anti-monárquicos da Revolução Francesa de 1789.




Contudo, os inspirados pasteleiros franceses “trocaram as voltas” aos revolucionários e renomearam o Bolo Rei de “gâteau des sans-culottes”, garantindo-lhe desta forma a existência.

Também em Portugal, o Bolo-Rei introduzido no final do século XIX viu, com a proclamação da República em 1910, a sua existência ameaçada. Os pasteleiros portugueses, seguindo o estratagema francês, deram novo nome ao velhinho Bolo-Rei, passando a chamar-lhe “bolo-presidente” e “bolo-Arriaga” (aludindo ao primeiro Presidente da República, Manuel de Arriaga).

Quanto à composição, o Bolo-Rei faz-se, basicamente, com massa de pão levedada, formando uma coroa, coberta de frutos cristalizados e de açúcar em pó (embora com variações).



Numa perspectiva religiosa, a fava do Bolo-Rei fundamenta-se na lenda segundo a qual os Reis Magos, ao verem uma estrela a brilhar no céu, assinalando o nascimento do “Salvador”, encaminharam-se de pronto para Belém. Quando se aproximaram das muralhas que cercavam Jerusalém, Baltazar, Belchior e Gaspar disputaram a primazia de oferecer o ouro, o incenso e a mirra a Jesus. Um padeiro, coberto de boas intenções, terá então confeccionado um bolo dentro do qual escondeu uma fava. O rei que ficou com a fava foi o que primeiro entregou o presente ao menino.

Do ponto de vista histórico, sabe-se que desde o tempo dos romanos se praticava o jogo da “Rainha da Fava”. Ainda hoje, na França, é jogado. Em família, e fora de casa, é servido um bolo com uma ou duas favas escondidas. Quem as encontrar na sua fatia é proclamado rei ou rainha, tendo o privilégio de expressar os votos de Boas Festas, na restante parte do dia.



Receita

Ingredientes

Manteiga: 130 gr
Açúcar: 130 gr
Farinha: 500 gr
Fermento: 15 gr
Ovo: 3
Leite: 2 dl
Vinho do Porto: 2 colheres de sopa
Aguardente velha: 2 colheres de sopa
Fruta cristalizada variada: q.b.
Amêndoa: q.b.
Noz: q.b.
Pinhão: q.b.

Preparação

Num pouco de leite frio dissolva o fermento e adicione a farinha. Junte todos os ingredientes, excepto as frutas cristalizadas e os frutos secos, e amasse bem. Quando a massa começar a fazer bolhas, sinal de estar bem batida, juntam-se as frutas cristalizadas e os frutos secos. Tende-se a massa em forma de rosca, colocando em recipiente com buraco no meio, depois de bem untado com manteiga. Deixa-se descansar durante umas horas. Pincela-se com gema de ovo e colocam-se mais algumas frutas cristalizadas por cima. Coze-se em forno médio até ficar dourado.

Fonte: Sabores para uma vida

Fotos da Net

António Inglês


domingo, 21 de dezembro de 2008

QUEM FORAM OS TRÊS REIS MAGOS?


Os magos só são mencionados em apenas um dos quatro evangelhos, o de Mateus. Nos 12 versículos em que trata do assunto, Mateus não especifica o número deles. Sabe-se apenas que eram mais de um, porque a citação está no plural – e não há nenhuma menção de que eram Reis. “Não há evidência histórica da existência dessas pessoas”, diz André Chevitaresse, professor de História Antiga da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “São personagens criados pelo evangelista Mateus para simbolizar o reconhecimento de Jesus por todos os povos.”



De qualquer forma, a tradição permaneceu viva e foi apenas no século III que eles receberam o título de Reis – provavelmente como uma maneira de confirmar a profecia contida no Salmo 72: “Todos os Reis cairão diante dele”. Cerca de 800 anos depois do nascimento de Jesus, eles ganharam nomes e locais de origem: Melchior, rei da Pérsia; Gaspar, rei da Índia; e Baltazar, rei da Arábia. Em hebreu, esses nomes significavam “rei da luz” (Melchior), “o branco” (gathaspa) e “senhor dos tesouros” (bithisarea).




Quem hoje for visitar a catedral de Colónia, na Alemanha, será informado de que ali repousam os restos dos Reis magos. De acordo com uma tradição medieval, os magos teriam se reencontrado quase 50 anos depois do primeiro Natal, em Colónia, uma cidade da Turquia, onde viriam a falecer. Mais tarde, seus corpos teriam sido levados para Milão, na Itália, onde permaneceram até o século 12, quando o imperador germânico Frederico dominou a cidade e trasladou as urnas mortuárias para Colónia. “Não sei quem está enterrado lá, mas com certeza não são eles”, diz o teólogo Jaldemir Vitório, do Centro de Estudo Superiores da Companhia de Jesus, em Belo Horizonte. “Mas isso não diminui a beleza da simbologia do Evangelho de Mateus ao narrar o nascimento de Cristo.” Afinal, devemos aos magos até a tradição de dar presentes no Natal. No ritual da antiguidade, ouro era o presente para um rei. Incenso, para um religioso. E mirra, para um profeta (a mirra era usada para embalsamar corpos e, simbolicamente, representava a mortalidade).

Da Revista Superinteressante – Janeiro de 2002




A inveja de Herodes

"Tendo Jesus nascido, em Belém da Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que magos vindos do Oriente chegaram a Jerusalém e perguntaram: "Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos o seu astro no oriente e viemos prestar-lhe homenagem". A esta notícia, o rei Herodes ficou perturbado, e toda Jerusalém com ele. Reuniu todos os sumos sacerdotes e os escribas do povo, e inquiriu deles o lugar onde o Messias devia nascer. "Em Belém da Judeia , disseram-lhe eles, pois é isto o que foi escrito pelo profeta : E tu, Belém , terra de Judá , não és decerto a menos importante das sedes distritais de Judá : pois é de ti que sairá o chefe que apascentará Israel , meu povo".




Então Herodes mandou chamar secretamente os magos , inquiriu deles a época exacta em que aparecera o astro, e os enviou a Belém dizendo: "Ide informar-vos com exactidão acerca do menino; e, quando o tiverdes encontrado, avisai-me para que também eu vá prestar-lhe homenagem". A estas palavras do rei , eles se puseram a caminho, e eis que o astro que tinham visto no oriente avançava à sua frente até parar em cima do lugar onde estava o menino. À vista do astro, sentiram uma alegria muito grande. Entrando na casa, viram o menino com Maria , sua mãe, e prostrando-se, prestaram-lhe homenagem; abrindo seus escrínios, ofereceram-lhe por presente ouro, incenso e mirra. Depois, divinamente avisados em sonho de que não tornassem a ir ter com Herodes, retiraram-se para sua pátria por outro caminho".


(Mateus 2: 1,12) Bíblia – tradução Ecuménica

Fotos da Net

António Inglês

UM DESEJO ESPECIAL DE NATAL!


Nesta época de Natal, época da família, nem todos poderão juntar-se em redor da mesa ou da árvore de natal, porque a distância que os separa é intransponível. As razões são diversas, desde os que se viram obrigados a emigrar em busca de sustento e vida nova, até àqueles que por obrigações para com a Pátria se vêm forçados a estar longe nesta quadra natalícia, passando por todos os que por razões profissionais não podem passar a noite da consoada no seio das suas famílias.

Se é verdade que muitos dos nossos emigrantes escolhem o Natal para vir até Portugal para assim poderem abrir os seus presentes bem junto dos seus, outros há que o não podem fazer.

Os que passam a noite de Natal trabalhando, acabam por, de uma forma ou de outra, compensar os seus familiares dessa ausência, embora reconheça que nada possa substituir aquela noite mágica por que todos nós ansiamos todos os anos.

O meu pensamento natalício vai para todos eles, e em especial para os nossos jovens que cumprindo um dever, se encontram por esse mundo fora, integrados em diversas forças militares, em missões de paz. Para eles dedico esta música dos meus tempos de juventude que se enquadra perfeitamente neste espírito. Que as suas missões acabem depressa e sem problemas e que breve regressem a casa, mais fortes, mais solidários, mais Homens. Feliz Natal para todos eles!




A LENDA DE S. NICOLAU

São Nicolau

Pode duvidar-se da autenticidade de algumas das histórias relacionadas com S. Nicolau.
Ele viveu em Mira na Lícia, no sudoeste da Ásia Menor (onde hoje se situa a Turquia). Filho de Eipifânio e Joana, devotos cristãos, que lhe deram o nome de Nicolau que significa “pessoa virtuosa”, este nasceu em 350 d.C., em Patara, uma cidade com um porto movimentado.



São Nicolau

Nicolau pertencia a uma família abastada e, segundo a lenda, cedo deu sinais da sua bondade. Uma das histórias mais conhecidas sobre a sua generosidade relata que, ao saber que na sua cidade um homem bastante pobre estava decidido a encaminhar as suas três filhas para a prostituição, já que não tinha dinheiro para lhes dar um dote, Nicolau decidiu deixar às escondidas um saco cheio de ouro para a filha mais velha, já que esta estava em idade de casar e logo era a que necessitava mais do dote. Nicolau repetiu o acto por mais duas vezes, ou seja, sempre que uma das filhas atingia a idade para casar. Segundo a mesma lenda, Nicolau colocava o saco dentro da casa pela chaminé, onde secavam algumas meias (daí o hábito das crianças, em alguns países, deixarem meias na chaminé à espera dos presentes).



Pai Natal na Alemanha

Os pais de Nicolau morreram cedo. Então, por recomendação de um tio, que o aconselhou a ir visitar a Terra Santa, Nicolau decidiu viajar até à Palestina e depois ao Egipto. Durante a viagem, houve uma tempestade, que segundo a lenda, acalmou milagrosamente, quando Nicolau começou a rezar com toda a sua Fé. Foi este episódio que o transformou no padroeiro dos marinheiros e pescadores.
Quando voltou da sua viagem, decidiu que não queria viver mais em Patara e mudou-se para Mira, onde viveu na pobreza, já que tinha doado toda a sua herança aos mais pobres e desfavorecidos.



Pai Natal na América actual

Quando anos mais tarde o bispo de Mira morreu, os anciões da cidade não conseguiam decidir quem seria o seu sucessor, já não sabendo o que fazer os anciãos decidiram pôr o problema nas mãos de Deus. Segundo a lenda, nessa mesma noite o ancião mais velho sonhou com Deus, e Este dizia-lhe que o primeiro homem a entrar na igreja no dia seguinte seria o novo bispo de Mira. Como Nicolau tinha já o hábito de se levantar cedo para ir rezar à igreja, foi o primeiro homem a entrar nela e logo foi indicado bispo.


Pai Natal na América antigamente

S. Nicolau morreu a 6 de Dezembro de 342. Em meados do século VI, o santuário onde este foi sepultado transformou-se numa nascente de água. Em 1087, os seus restos mortais foram transferidos para a cidade de Bari, na Itália., que se tornou num centro de peregrinação em sua homenagem. Milhares de milagres foram creditados como sendo sua obra, actualmente S. Nicolau é um dos Santos mais populares entre os cristãos e milhares de igrejas por toda a Europa receberam o seu nome (só em Roma existem 60 igrejas com o seu nome, na Inglaterra são mais de 400).

http://natalnatal.no.sapo.pt/pag_simbolos/nicolau.htm

Fotos da Net

António Inglês