sexta-feira, 19 de setembro de 2008

AS VOLTAS QUE A VIDA DÁ


“Ainda não há muitos dias que em resposta a um comentário, falei em ciclos de vida que se abrem e se encerram. Pois bem, numa daquelas noites em que voltei a passear pela Net, encontrei este texto interessantíssimo, da autoria de Gudrun Burkhard uma médica antroposófica, sobre os tais ciclos de vida. A forma como aborda o tema deixou-me curioso e interessado em aprofundá-lo, o que penso fazer em breve, e assim vou partilhá-lo convosco”.



Assim como as estações marcam o ritmo do planeta, a cada sete anos começam novos ciclos em nossas vidas e eles trazem desafios especiais. Estar em sintonia com eles torna mais fácil aceitar o passado, viver o presente e traçar metas para o futuro.

De onde vim? Quem sou? Para onde vou? Essas são algumas questões que somos convocados a responder em alguns momentos-chave ao longo da vida.

Uma das formas de fazer isso é olhar os acontecimentos importantes como uma história – a biografia –, percebendo que a cada sete anos (mais ou menos) surge um facto novo e importante que nos desafia a crescer e desenvolver nossos potenciais. Essa é a base do Biográfico, método sistematizado pela médica, terapeuta e escritora Gudrun Burkhard com base na antroposofia, a ciência espiritual fundada pelo médico austríaco Rudolf Steiner (1861-1925).



Esses ciclos de sete anos chamam-se seténios, e pode reparar: quando eles começam, transformações significativas acontecem. Algumas são físicas e valem para todos, independente de cultura, etnia e vontade. A troca dos dentes aos 7 anos, a puberdade aos 14, a conclusão do crescimento aos 21. As mudanças físicas são as mais fáceis de perceber, porém são tantas outras metamorfoses que tecem a vida! Os fios de nossas muitas escolhas, emoções e factos externos vão-se sobrepondo numa complexa teia moldada por herança genética, lugar de nascimento, profissão, nascimento dos filhos, casamento, rupturas, doenças, encontros que nos levam ao auto-conhecimento e a desenvolver a espiritualidade.



“Cada pessoa tem sua história e não há duas iguais. Mas já na Grécia Antiga, seis séculos antes de Cristo, os filósofos observaram que há leis universais que valem para todos. O conhecimento dessas fases faz perceber quais são os frutos de cada estação e quando colhê-los no ponto. Esperar até que as habilidades amadureçam é o grande segredo para viver plenamente”, diz a doutora Gudrun.

Gudrun Burkhard.

Médica antroposófica, clínica-geral e terapeuta biográfica.



Filosofia de vida:

A cura das doenças só acontece quando o homem consegue mudar seus hábitos e harmonizar os lados intelectual e afectivo.

Fotos da Net

António Inglês

4 comentários:

Brancamar disse...

Olá mano António,

Mas que supresa, cheguei aqui e encontro a tua casa toda mudada. Está linda!
E depois de ler este post parece-me que estás a harmonizar muito bem os lados intelectual e afectivo.
Sê feliz e bem hajas.
Gostei muito do post, muito elucidativo e profundo.
Beijinhos.
Branca

Filoxera disse...

Já ouvi falar destes ciclos. Quem sabe...?
Beijinhos.

elvira carvalho disse...

Já em tempos li um livro sobre isso. Acho um tema muito interessante.
Um abraço e bom fim de semana

ci disse...

como profissional de saude tenho um lado mais tecnico da cura das doenças...mas também aceito a tua versao...

beijo da ci