quinta-feira, 22 de maio de 2008

A LENDA DO CASTELO DE ALMOUROL

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Durante a Idade Média, o Castelo de Almourol suscitou a criação de numerosas lendas, às quais não foram decerto alheias a beleza natural do lugar e a harmonia da construção. Uma delas é a de D. Ramiro, alcaide do Castelo de Almourol.




Conta a lenda que, voltando cheio de sede de uma campanha guerreira, encontrou duas formosas mouras, mãe e filha, que traziam com elas uma bilha de água. D. Ramiro pediu à filha que lhe desse de beber. Esta, assustou-se e deixou cair a bilha. Enraivecido, D. Ramiro matou-as.




Nesse momento apareceu um rapazinho de 11 anos, filho e irmão das assassinadas. O cavaleiro logo ali o fez cativo e trouxe-o para o castelo. Quando chegou, o pequeno mouro jurou que se vingaria na mulher e na filha de D. Ramiro, duas damas muito belas.




Tempos depois, a mulher do castelão definhou e acabou por morrer, vítima de venenos que o mouro lhe foi dando a pouco e pouco. Porém, não conseguiu matar Beatriz, a filha de D. Ramiro, porque os dois se apaixonaram.




Um belo dia, D. Ramiro chegou ao Castelo na companhia de outro alcaide, a quem tinha prometido a mão de sua filha. Os jovens apaixonados, inconformados com a sorte que os esperava, fugiram sem deixar rasto.




D. Ramiro morreu pouco depois, vitimado pelo desgosto. O castelo, abandonado, caiu em ruínas.

Dizem que, nas noites de S. João, D. Beatriz e o mouro aparecem, abraçados, na torre grande do castelo. A seus pés, D. Ramiro implora perdão, mas o mouro inflexível responde-lhe com dureza:
- MALDIÇÃO!




Texto e Fotos da Net

António Inglês

7 comentários:

Vera disse...

Uma lenda muito bonita!
Adorei as fotos, estão realmente belíssimas.

Beijinhos

São disse...

Já visitei duas vezes Almourol, após ter passado dezesnas de vezes lá junto durante treze anos.
Penso que deveria haver acesso cuidado e facilitado até ao castelo.
As fotos estão lindas.
Bom fim de semana, amigo!

Maria Clarinda disse...

Um dos meus castelos preferidos...
E, que bela a história que nos contaste.Não a sabia.
Adoro fotografa´-lo, andar pelas suas ameias, mas...agora irá ser diferente.
Obrigada.
Jinhos mil

Vieira Calado disse...

Também eu não conhecia a história, embora já tivesse ouvido, por alto, falar dela.
Assim é esta história dos cometas, para muita gente. São fenómenos raros, embora passe uma dúzia ou mais todos os anos. Mas a esmagadora maioria só se vê com telescópio.
Mas na última década do século XX passaram dois cometas espectaculares à vista!
Os meios de comunicação dão pouca importância a estas coisas. Interessam-se apenas por Carolinas,
o fait divers e trivialidades. Depois, dizem tamanhos disparates que até arrepia.
Ontem noticiaram que tinha sido observada a explosão duma estrela a não sei quantos milhões de anos-luz. Para meu espanto a menina disse que o fenómeno só era visto dias depois, quando na realidade é visto os tais milhões de anos depois!
Desejo-lhe um óptimo fim de semana.

Filoxera disse...

Não conhecia a lenda. E nunca visitei o castelo de Almourol, embora um dia ainda o faça.
Se puder, passe no Escrito a Quente. O último post é um apelo pessoal.
Beijinhos.

Sophiamar disse...

Meu Querido Amigo

Primeiro quero fazer uma referência ao comentário que deixaste no meu blogue: " quem não aparece, esquece". Jamais serás esquecido e sei muito bem como contactar-te quando o ombro me fizer falta, quando precisar do conselho amigo, quando a saudade apertar. Nessas alturas, tenho a certeza que não me faltarás. És um amigo muito querido. Sei que quando não escreves algo te impossibilita de o fazer e, por isso, nem sequer te comentei mais do que uma vez mas fui passando pelo teu blogue.
Hoje, logo pela manhã, quando li o teu comentário o meu coração exultou de alegria. O Tó chegou!!!!
Pensei e era mesmo verdade. Quanto à lenda, apesar de trágica, não deixa de ser bonita porque termina com a fuga do casal apaixonado. No entanto, esse castelo deve ter sido construído pelos séculos X / XI e fazia parte da linha defensiva do Tejo. Foi um dos que D. Afonso Henriques conquistou tais como o de Santarém, Belver, Constância e outros que asseguravam a defesa do território já conquistado. A linha do Tejo constituía uma linha defensiva muito importante num tempo em que os rios eram muito mais caudalosos e as pontes praticamente inexistentes.
Mas a lenda acrescenta-lhe o romantismo a que príncipes e princesas sempre andaram ligados.

Deixo-te mil beijinhos com muito carinho.

Bem hajas!

elvira carvalho disse...

Uma lenda muito bonita, de um castelo que vi da margem há dois anos e que com muita pena não pude visitar.
Um abraço