sábado, 7 de julho de 2007




ESTE SONHO ANDOU DURANTE MESES NOS CORAÇÕES DOS ALCOBACENSES

NO DIA 07 do 07 de 2007 TORNOU-SE REALIDADE

Independentemente do dinheiro gasto, creio que o peito dos Alcobacenses se encheu de orgulho ao ver a sua jóia da coroa eleita entre as sete maravilhas de Portugal tendo tido a honra de ser a primeira maravilha a ser chamada ao palco para a merecida homenagem perante milhões de espectadores de todo o Mundo
Parabéns ao executivo pelo esforço financeiro, parabéns aos Alcobacenses por terem a felicidade de poderem admirá-lo todos os dias, parabéns ao Dr. Rui Rasquilho pelo trabalho que tem desenvolvido no Mosteiro de ALCOBAÇA, parabéns Portugal por possuíres tão grandiosos monumentos.
Saibamos todos ser dignos da sua grandiosidade.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

As canecas das Caldas no Chão da Parada


Do Oeste on-line retirei o artigo que transcrevo, certo de que a actividade merece ser realçada e a região do Oeste reavivada.

O CHÃO DA PARADA, pequeno lugar da freguesia da Tornada, faz parte do Concelho das Caldas da Rainha, e tem afinal a importância de ter no seu seio um artesão, Francisco Agostinho, que executa há 32 anos, uma das peças de artesanato mais emblemáticas do país e da cerâmica tradicional das Caldas da Rainha, os famosos “ falos das Caldas “.

Francisco Agostinho é conhecido pelos amigos como o Chico das Pichas. porque produz a loiça erótica das Caldas no seu atelier no Chão da Parada há 32 anos.

Embora não se incomode com isso, às vezes responde que “pichas agora já faço poucas”. Após todos estes anos dedicado aos falos e às canecas das Caldas continua a dizer que gosta do que faz. “Se começasse de novo, sabendo o passado que tenho, voltaria a fazer tudo. Eu tenho orgulho do que faço, embora nunca tenha ganho muito dinheiro

Apesar de não parar de trabalhar, o que produz diariamente não chega para as encomendas. “Nunca pára aqui nada em armazém. Vou fazendo e vendo logo tudo”. Francisco Agostinho orgulha-se também de ter clientela fiel que prefere esperar a ir comprar a outro lado.
Desde 1975 que se dedica à loiça erótica das Caldas. Tinha então 35 anos, era pedreiro de profissão e foi nessa qualidade que foi fazer um trabalho de construção civil às Faianças Rafael Bordalo Pinheiro. Como gostaram tanto do seu trabalho “e viram que eu era uma pessoa responsável”, conta, convidaram-no para lá ficar para trabalhar na cerâmica.

Esteve lá durante cinco anos, mas foi montando um pequeno atelier junto à sua casa onde tinha um forno a lenha. “Comecei a fazer uns bonecos e umas garrafinhas” com a ajuda da sua mulher. Só que a esposa começou a conseguir mais dinheiro do que aquele que ele recebia na fábrica. Por isso não hesitou e decidiu começar a fazer por conta própria os famosos falos das Caldas.
Naquela altura toda a gente fazia produtos destes. Das fábricas, se calhar, só mesmo a Secla, a Bordalo Pinheiro e a Subtil é que não faziam”, diz Francisco Agostinho.
Com os anos foi ele próprio fazendo algumas inovações, como as garrafas-falos envolvidos em fatos de noiva e outros adereços. Também as tradicionais canecas sofreram muitas alterações nas suas mãos. A caneca com a face do Mário Soares, criada por um ceramista do Cencal, foi das mais vendidas de sempre. “Só não vendi mais porque não tinha”, disse.
Francisco Agostinho também não sabe muito bem de onde veio a tradição da loiça erótica das Caldas. Reza a lenda que o rei D. Luís queria oferecer umas prendas diferentes aos amigos e nessa altura terá pedido a ajuda de Rafael Bordalo Pinheiro, tendo surgido o agora famoso falo. As Caldas tornou-se desde essa altura conhecida como terra dos falos, embora se utilize normalmente uma palavra mais brejeira.
Um futuro sem definição
Entretanto, com o declínio das vendas e com o fecho de algumas fábricas mais pequenas, Francisco Agostinho chegou a ser o único ceramista a fazer a loiça erótica das Caldas. Recentemente houve quem tivesse descoberto nisso uma oportunidade, mas é o próprio Francisco Agostinho quem diz que o negócio não é muito rentável. Principalmente se houver muita concorrência, apesar de não se queixar de falta de encomendas. “A outra louça deve ser mais rentável”, acha, justificando assim o abandono dos falos por parte das fábricas.
Nos dias de hoje o que faz mais são as famosas canecas com um pequeno falo no seu interior, mas ainda faz alguns bonecos e dos falos grandes. Quanto às canecas “não vendo mais porque não tenho”.
Por mês saem do seu pequeno atelier milhares de canecas das Caldas feitas por ele, tudo à mão. “Agora estou a trabalhar praticamente sozinho porque a minha mulher tem as netas para tomar conta”.
Chegou a vender muitas peças para o estrangeiro (Inglaterra, França, Alemanha, Estados Unidos e Espanha), mas agora trabalha apenas para o mercado nacional “e só para algumas lojas”.
Em tempos chegou a empregar muitas funcionárias e num ano produziam cerca de 50 mil bonecos com o também tradicional cordão que quando esticado revela um falo. Eram os “jogadores” do Benfica, do Sporting e do Porto os mais procurados, mas os clubes começaram a querer “royalties” pela utilização dos seus símbolos e isso também se perdeu. Chegaram a pedir-lhe 25 mil euros para poder utilizar o emblema do Benfica, “mas isso não irei eu ganhar o resto da vida a vender os bonecos das Caldas”.
Aos 67 anos Francisco Agostinho está preocupado com o futuro desta actividade porque os filhos não quiseram seguir a sua profissão e há pouca gente a interessar-se por esta tradição erótica das Caldas. O ceramista tem feito muito pela divulgação da tradição e apareceu em inúmeros programas de televisão. Às vezes puxando pelo humor, como no Herman Sic e no Cabaret da Coxa, mas também em programas mais generalistas. “Todas as televisões portuguesas já vieram aqui”, salienta.
O vídeo realizado para o Cabaret da Coxa, da SIC Radical, circula na Internet e faz rir milhares de portugueses. “O Rui Unas entrou para aqui e disse para eu falar o pior possível”, contou. A anedota mais recorrente é sempre aquela do “quando chega às cinco não faço nem mais um…” ao que responde sempre “a minha esposa é que diz: a partir de agora não mexo em mais nenhum”, deixando os interlocutores sem resposta.
A Câmara das Caldas chegou a convidá-lo para ir dar formação, mas depois o convite foi desfeito por não ter curso de formador. Muitas vezes foram autarcas ao seu atelier para dar entrevistas, mas Francisco Agostinho nunca teve, nem pediu, qualquer apoio ou foi tido em conta para promover a continuação da loiça erótica das Caldas.
Com certeza que os seus bonecos e as suas canecas fariam sucesso no salão erótico e o nome das Caldas poderia usufruir com isso. Basta haver quem invista nisso.

Tirado do Jornal Oeste OnLine

quarta-feira, 4 de julho de 2007

TERTÚLIA DE BEM DIZER SÃO MARTINHO DO PORTO

Tertúlia em São Martinho


CONVITE


Um grupo de amigos e residentes de São Martinho do Porto, entendeu constituir a “ TERTÚLIA DE BEM DIZER “ onde todos sem excepção poderão debater temas e ideias numa franca e amena cavaqueira, reavivando os saudáveis serões de café onde os amigos antigamente se reuniam à volta da “bica”, prática infelizmente em desuso nos nossos dias.
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A primeira reunião da “Tertulia de Bem Dizer” terá lugar no próximo dia 20 de Julho de 2007 , pelas 21 horas, no café BOÉMIA na marginal de São Martinho do Porto.
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Desta forma, todos estão convidados a participar nesta primeira sessão da Tertúlia.
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TEMA DO 1º ENCONTRO
A juventude e seu futuro em São Martinho do Porto

Do blog São-Martinho-do-Porto do Dr. Ernesto Feliciano retirei este convite para todos aqueles que se interessam verdadeiramente por São Martinho do Porto


segunda-feira, 2 de julho de 2007

O Cavalo Lusitano







O Cavalo Lusitano

Montado há já cerca de 5000 anos, e considerado o mais antigo cavalo de sela do Mundo, este animal foi seleccionado como cavalo de guerra e deste núcleo foram levados animais para os exércitos de Cartágo , de Esparta, e para os hipódromos de Roma Cavalo de " sangue quente" como o Puro Sangue Inglês e o Puro Sangue Árabe, o Puro Sangue Lusitano é o produto de uma selecção de milhares de anos, o que lhe garante uma "empatia" com o cavaleiro, superior a qualquer raça moderna.Seleccionado como cavalo de raça e de combate ao longo dos séculos, é um cavalo versátil, cuja docilidade, agilidade e coragem. lhe permitem hoje competir em quase todas as modalidades do moderno desporto equestre, confrontando-se com os melhores especialistas.As corridas de touros podem ser consideradas como a versão moderna da equitação da "Gineta", que tanta fama e louros conseguiu para os exércitos que a utilizaram durante os tempos das guerras.

O Cavalo Ibérico, com a forma que tem actualmente, mantém-se semelhante aos seus ascendentes, como o demonstra, a aparência com as antigas estátuas, gravuras e descrições que chegaram aos nossos dias remontando à pré-história Ibérica, tendo passado pelos períodos dos Romanos, pela Idade Média e pela Renascença. As suas capacidades naturais tem como origem aquelas descritas e tão louvadas pelos historiadores, pretendendo os criadores que venham a ser melhoradas com a introdução de provas morfo-funcionais. ( Quase todas as raças modernas de cavalos de sela têm sangue do Cavalo Ibérico.)

Segundo vários autores, o factor que mais pesou na diferença que existe nos nossos dias entre o Cavalo Lusitano e o Andaluz, teve a sua origem no fato de, no princípio do século XVIII, ter aparecido na Espanha o toureiro a pé, como revolta popular pela proibição imposta pelo Rei Filipe V das corridas de touros. A partir daí, com a menor utilização do cavalo Andaluz para o toureio, passou a sua selecção a apontar no sentido de um cavalo de tiro ligeiro e de passeio, enquanto que em Portugal se manteve a criação no sentido de produzir bons cavalos de toureio.

Desde 1967, por acordo estabelecido entre os criadores Portugueses e Espanhóis, os Livros Genealógicos foram separados , levando os criadores dos dois países a seguirem trajectórias paralelas, com métodos de selecção e classificação próprios.

O Livro Genealógico da Raça Lusitana foi entregue à Associação Portuguesa de Criadores de Raças Selectas, passando em 1990 para a Associação Portuguesa de Criadores do Cavalo de Puro Sangue Lusitano nesse ano criada para se dedicar exclusivamente à divulgação e defesa do Cavalo Lusitano.

A institucionalização oficial do Stud-Book da Raça Lusitana, foi sem dúvida, um passo decisivo, no progresso da mesma, ao condicionar a admissão de reprodutores aos requisitos mínimos do respectivo padrão, dando origem a um generalizado e criterioso trabalho de selecção, facultando o conhecimento aprofundado das genealogias, permitindo perpetuar e tirar partido das linhas formadas a partir da insistência em determinar reprodutores (emparelhamento em linha). Aliás para um processo zootécnico eficaz e relativamente rápido há evidente vantagem em aspectos que interessam ao criador, nomeadamente na pureza e uniformidade da raça e na consequente prepotência dos reprodutores obtidos.

Só são inscritos "poldros" filhos de animais já aprovados como reprodutores e aos quais já tenha sido feito testes de confirmação da paternidade. A obrigatoriedade deste teste para inscrição dos "poldros", vem dar uma ainda maior credibilidade ao Stud-Book, pois torna completamente interdita a entrada de animais de sangue exterior à raça. Ao atingirem a idade adulta, os animais são submetidos a uma inspecção realizada por uma Comissão de Peritos da Raça, e caso atinjam os parâmetros mínimos estabelecidos, passarão ao Livro de Reprodutores, podendo assim os seus filhos ser inscritos no Livro. A este ciclo que rege o normal funcionamento do Livro Genealógico da Raça Lusitana, têm vindo a ser adicionadas provas funcionais.

No limiar do ano 2000 o Puro Sangue Lusitano volta a ser procurado como montada de desporto e lazer, e como reprodutor, pelas qualidades de carácter e antiguidade genética. A sua raridade resulta de um pequeníssimo efectivo de cerca de 2000 éguas produtoras. Em Portugal, berço da raça, estão apenas em produção cerca de 1000 éguas, no Brasil 600, em França 200, distribuindo-se as restantes pelo México, Inglaterra, Bélgica, Alemanha, Itália, Canadá e Estados Unidos da América.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

OBESIDADE INFANTIL


Numa recente pesquisa na "NET" sobre o tema, retirei o artigo que transcrevo e que nos permitirá a todos, reflectir sobre um dos mais graves problemas da Juventude e não só.
A comida rápida, a muita televisão e o excesso de computador contribuem significativamente para que os nossos filhos corram riscos que não deveriam correr.
Para além dos cuidados que devemos ter, corrigindo da melhor maneira que soubermos e podermos os "maus" hábitos a que os nossos jovens estão constantemente sujeitos, precisamos de assumir uma nova mentalidade que permita alterar este estado grave da saúde das nossas crianças e até de nós próprios. Afinal os bons exemplos é que são de seguir.


Obesidade Infantil

Portugal
31,5%
de crianças dos 7-9 anos têm excesso de peso das quais 11,3% são obesas (Padez et al., 2004).

Coimbra
Um estudo realizado na cidade de Coimbra, com crianças dos 3 aos 6 anos, revelou que em 31,9% apresentam sobrepeso e 10,5% com obesidade (Rito A, 2001).
Cerca de 150 milhões de crianças em idade escolar tem excesso de peso, das quais 45 milhões são obesas (IOTF).

Europa
A IOTF estima que 1 em 5 crianças tem excesso de peso.

O comportamento alimentar e um estilo de vida saudável são importantes para perceber como vemos, sentimos e valorizamos o estado de saúde. Fazer escolhas alimentares inteligentes, tão cedo quanto possível, contribui para reduzir o risco de certas doenças, como obesidade, doenças cardíacas, hipertensão, diabetes, alguns tipos de cancro e osteoporose. A epidemia da obesidade é especialmente evidente nos países industrializados, onde a maioria das pessoas tem um estilo de vida sedentário e, cuja ingestão alimentar se baseia em produtos de conveniência, que são tipicamente ricos em calorias e pobre em valor nutricional.
Como saber se as crianças estão a ganhar o peso normal e quando se considera obesidade infantil? As crianças necessitam de nutrientes e calorias extra, para um correcto crescimento e desenvolvimento. Se consumirem apenas a quantidade calórica que necessitam para as actividades diárias, crescimento e metabolismo, estão evoluir de acordo com o seu percentil de massa corporal. No entanto, as crianças que ingerem mais calorias do que necessitam, ganham mais peso do que o desejado e que se vai acumulando. Nestes casos, o ganho de peso aumenta o risco de obesidade e os problemas relacionados.
A obesidade infantil é particularmente preocupante devido a uma série de complicações crónicas que se desenvolvem até à fase adulta, como a hipertensão, diabetes e colesterol. Uma das estratégias no combate do excesso de peso das crianças é o cuidado com a alimentação e o aumento do exercício físico e, para toda a família. Assim, contribui-se para proteger a saúde das crianças (e da família), agora e no futuro.

Causas

A obesidade infantil pode surgir, por factores hormonais ou genéticos. Contudo, a causa mais frequente para o ganho de peso é a ingestão alimentar excessiva e, a falta de exercício físico. Se as crianças consumirem mais calorias do que o seu gasto diário, com as actividades físicas normais, vão ganhar mais peso do que o recomendado.

Factores de risco

Muitos factores, que normalmente actuam em conjunto, contribuem para o risco de as crianças adquirirem um peso excessivo:
Dieta – O consumo regular de alimentos muito calóricos, doces, snacks e muitos dos produtos contidos nas máquinas de venda automática, contribuem para o ganho de peso. Também alimentos com muita gordura e algumas bebidas ricas em açúcar, são muito calóricos e vão contribuir para uma ingestão excessiva.
Sedentarismo – A falta de exercício nas crianças, contribui para o ganho de peso, uma vez que não há aumento dos gastos diários. As actividades de lazer sedentárias, como ver televisão ou jogos no computador contribuem para este agravamento.
Genética – Se os familiares da criança já têm problemas de excesso de peso, pode haver uma predisposição genética para este ganho de peso. E, especialmente se a criança estiver num ambiente com oferta de alimentos muito calóricos e, onde a actividade física não é encorajada.
Factores psicológicos – Algumas crianças comem demasiado como forma de superar os problemas ou, para lidar com as emoções, como o stress ou a tristeza. Normalmente, os familiares também têm estas tendências.
Factores familiares/ Sociais – A maioria das crianças não vai às compras com os pais. Como tal, os pais são os verdadeiros culpados por haverem alimentos menos saudáveis nas prateleiras da cozinha e pelos alimentos que as crianças levam para os lanches na escola. Não se podem culpar as crianças, por ingerirem guloseimas, alimentos gordos e salgados, se estes alimentos estiverem sempre presentes e acessíveis. Mas, é possível que os pais controlem o acesso das crianças a estes alimentos, especialmente em casa.
Certamente que muitos destes factores contribuem para o desenvolvimento de obesidade infantil. Por exemplo, crianças de menor idade ou de famílias com baixos redimentos, têm maior risco de se tornarem obesos. Pobreza e obesidade estão frequentemente associadas, devido aos baixos salários, que não dão tempo nem possibilidades de fazer uma alimentação saudável e, onde o exercício não é prioridade

Quando procurar ajuda médica

Nem todas as crianças, que têm uma forma mais redonda, têm excesso de peso ou obesidade. Algumas crianças, tal como os adultos, têm uma estrutura óssea mais larga. As crianças normalmente também têm uma distribuição diferente da gordura corporal, durante os vários estádios de desenvolvimento. Assim, não se pode só olhar para o aspecto da criança, mas antes, deve-se avaliar se o seu peso é saudável. Quando os pais se apercebem que a criança está a ganhar mais peso do que o normal, devem falar com o médico de família ou com um nutricionista. Este, pode dar-lhe a informação necessária, após o conhecimento da história individual e familiar, bem como dos hábitos diários da criança. Pode também, esclarecer quanto ao correcto crescimento e desenvolvimento da criança. Esta avaliação individualizada, ajuda a avaliar se o peso da criança é indicador de problemas de saúde.

Diagnóstico

Como parte da avaliação cuidada e regular, o médico calcula o Índice de Massa Corporal da criança (IMC= Peso(kg)/Altura(m)xAltura(m)) e determina o seu desenvolvimento, de acordo com as curvas de crescimento (percentis). Estes indicadores, mostram se a criança tem demasiado peso para a idade, sexo e estatura. De acordo com as recomendações (as que se encontram no boletim de saúde), quando uma criança apresenta um percentil entre 85 e 95, significa que tem risco de sobrepeso. Se o percentil for superior a 95, significa obesidade. Contudo, é necessário um acompanhamento médico, uma vez que a determinação directa do IMC não considera a composição corporal, nomeadamente o desenvolvimento muscular.
Além do IMC, e determinação do peso nas curvas de crescimento, o médico também avalia: A história familiar de obesidade e problemas relacionados com o peso, como a Diabetes; Os hábitos alimentares e ingestão calórica; A prática de actividade física; Outros problemas de saúde que possam existir.

Complicações

As crianças obesas podem desenvolver vários problemas de saúde, como diabetes ou doenças cardiovasculares e, vão agravando todos os problemas até à idade adulta. O excesso de peso nas crianças, é um factor de risco para o desenvolvimento de: Diabetes tipo 2, Síndrome Metabólica, Tensão Arterial elevada, Asma e outros problemas respiratórios, Alterações no sono, Perturbações na puberdade ou menarca, Doenças do comportamento alimentar e Infecções

Tratamento

As crianças, mais do que os adultos, necessitam de nutrientes e calorias extra, para o seu correcto crescimento e desenvolvimento. Como tal, o peso resulta de um balanço entre o que é ingerido e o que é gasto. As crianças que ingerem mais energia do que a necessária para o desenvolvimento normal e as suas actividades diárias, ganham excesso de peso, em proporção à sua altura. Nestes casos, o IMC para a idade aumenta o risco de excesso de peso e obesidade, com o consequente desenvolvimento de problemas de saúde.
As formas de manter ou perder peso são as mesmas: as crianças necessitam de fazer uma alimentação saudável e, aumentar a sua actividade física diária. O sucesso depende grandemente de uma ajuda dos pais, ou outros familiares que lhe sejam próximos, que devem aprender a fazer as melhores escolhas. Pensar nos hábitos alimentares e no exercício deve ser uma opção conjunta: quando considerar um, é necessário pensar no outro.
Alimentação saudável – A família é a primeira a decidir que alimentos ingerir, assim como a forma de confecção e o tempo e ambiente em que a refeição é servida. Estas pequenas mudanças vão fazer uma grande diferença na saúde das crianças.
Actividade física – É um aspecto a considerar no dia-a-dia das crianças. A prática de uma actividade física ajuda-as, não só a gastar mais energia, como também a fortalecer os ossos e músculos, assim como a sua capacidade de concentração. Crianças activas têm maior possibilidade de se tornarem adultos saudáveis.
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Prevenção

Quando uma criança está em risco de se tornar obesa, a família deve tomar uma série de medidas proactivas, para inverter esta tendência. Começar por dar um bom exemplo, fazendo escolhas alimentares saudáveis e ser consciente relativamente a esta necessidade. Depois, ser activo e incentivar a criança a contribuir nestas actividades, ajudando-o em pequenas tarefas. Isto fará com que a criança também se sinta útil e querida.

Como lidar com a situação

Os pais desempenham um papel fundamental no tratamento de crianças obesas ou com excesso de peso. Falar directamente com estas crianças, não criticando ou julgando os seus comportamentos, mas antes, tentando aumentar a sua auto-estima, elogiando pequenas tarefas e, dando recompensas que não sejam relacionadas com alimentação, como uma peça de vestuário ou um presente desejado. Pequenas atitudes podem contribuir para a mudança de atitudes da criança.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

QUEM DISSE QUE OS HOMENS NÃO SABEM COZINHAR?


Durante anos e anos, o conceito de culinária esteve ligado às mulheres, este e as tarefas da lida da casa, bem como o cuidar dos filhos.
Os homens que apareciam com conhecimentos de cozinha eram normalmente profissionais, que demonstravam que a culinária não seria apenas uma arte feminina, porque o homem se quisesse também a poderia e deveria praticar.
A educação que antigamente os nossos pais e os nossos avós nos iam impondo, apontava na maioria das vezes, para que os rapazes aprendessem artes e ofícios mais próprios do homem e fora de casa, no garante do sustento da família, e as raparigas, tudo o que à lida da casa dizia respeito, incluindo o facto de ficarem em casa tratando dos filhos e à espera do marido.
Os tempos hoje são outros, e quer homens quer mulheres teimam em demonstrar que as coisas já não são bem assim.
A lida da casa é já partilhada entre o casal, bem como o cuidar dos filhos, entregá-los nos infantários ou nas escolas, consoante a idade de cada filho, (embora muitos dos actuais casais optem apenas por um), e depois cada um segue para o seu emprego.
À noite, quando o regresso a casa se dá, um ou outro lança-se à cozinha e o jantar aparece pronto num instante. A casa é governada por ambos e as responsabilidades são divididas.
Este exemplo, ainda não é seguido por todos, mas lá chegaremos. Novos conceitos, novas mentalidades e novas solicitações vão transformando o dia a dia dos novos casais e até de muitos que vão tendo de se adaptar paulatinamente.
Vem isto a propósito, de num recente almoço promovido pelos Rotários de Caminha, ter ficado demonstrado que os homens afinal sabem cozinhar, é que foram eles que estiveram desde muito cedo na cozinha, confeccionaram o esplêndido "cozido à portuguesa" à bela maneira do Minho e não deixaram que nenhuma das mulheres entrasse sequer naquele espaço.
E no fim do repasto, deitaram mãos à obra e a loiça foi lavadinha e a cozinha arrumada.
Serão preciso mais provas? Somos ou não somos tão cozinheiros quanto elas?
José Gonçalves

domingo, 10 de junho de 2007

PROCISSÃO DO CORPO DE DEUS EM CAMINHA



No passado dia 7 de Junho de 2007, a Vila de Caminha viveu momentos solenes em redor da sua procissão do Corpo de Deus.
Para além de toda a beleza que as ruas de Caminha apresentam, e da devoção que o povo minhoto emprega nestas alturas, entendo realçar a acção desenvolvida pelos moradores das diversas ruas que servirão de "passadeira" para que a procissão passe.
Assim, na noite anterior, os moradores concentram-se na "sua" rua à hora marcada e começam os trabalhos. O desenho, que tem fervilhado na mente dos envolvidos, é debatido e depois de aprovado, é posto em prática.
São dezenas de moradores. E os desenhos vão nascendo noite dentro, não sem que diversas alterações sejam introduzidas à ultima hora, mas sempre de acordo entre todos. E a envolvência de todos, novos e velhos, ricos e pobres mistura-se por entre flores, dores de costas e no retemperador lanchinho que aquece as almas quando o tapete está pronto ou quase.
São horas e horas em que ninguém arreda pé sem que a rua fique pronta para receber condignamente a "sua" procissão. A noite vai alta normalmente,duas, três, quatro, cinco da manhã e ninguém regateia esforços.
Lindas ficam depois as ruas e à hora marcada do dia seguinte, mais coisa menos coisa, lá vem a procissão com o estandarte dos bombeiros locais à frente empunhado por uma garbosa menina, gordinha, mas garbosa e senhora do seu papel.
E a procissão passa, e volta a passar e as ruas até então primorosamente decoradas com os seus tapetes, ficam apenas com os tons misturados das milhares de flores que as decoraram e os seus desenhos deixaram de importar.
Meia hora chegou para a procissão passar e aqueles lindíssimos tapetes que tanto fervor e tanto trabalho deram a conceber desfizeram-se.
É assim todos os anos, mas de cada ano que passa, as gentes de Caminha redobram na sua vontade de se curvarem embelezando de novo as suas artérias para uma nova procissão.
José Gonçalves