quinta-feira, 20 de novembro de 2008

BRASIL HUMILHA PORTUGAL COM UM EXPRESSIVO 6-2.


Brasil encerra jejum de golos em casa em grande estilo, vence batalha de craques contra Cristiano Ronaldo e Dunga ganha alívio após resultados ruins em 2008

Se antes de a bola começar a rolar para Brasil e Portugal nesta quarta-feira, na cidade-satélite do Gama, no Distrito Federal, a expectativa era pelo duelo entre o actual melhor do mundo, Kaká, e o provável futuro, Cristiano Ronaldo, ao final do jogo outro nome foi reverenciado por todos no Bezerrão: Luis Fabiano.

O atacante do Sevilha marcou três golos na impressionante virada brasileira para cima de Portugal por 6 a 2 e deixou o campo ovacionado aos 23 minutos do segundo tempo, quando foi substituído pelo “Imperador” Adriano. De quebra, ajudou a equipe de Dunga a acabar com dois incómodos jejuns: o de não marcar golos no país, que já durava três partidas (Argentina, Bolívia e Colômbia) e o de não vencer os portugueses, que incomodava os brasileiros desde 1989.

Completaram a goleada o lateral-direito Maicon, da Inter de Milão, o meio-campista Elano, do Manchester City, e Adriano, da Inter de Milão. Para Portugal, marcaram o meia Danny, logo aos cinco minutos de jogo, e o atacante Simão Sabrosa, no segundo tempo.
...

O jogo: O pontapé inicial dado por Pelé, o homenageado da noite no estádio Bezerrão pelo 39º aniversário de seu milésimo golo, parece ter inspirado o homem responsável por marcar os golos da equipe: Luis Fabiano.

O primeiro golo do jogo, no entanto, foi dos visitantes. Deco cobrou escanteio da esquerda, a zaga brasileira não cortou e a bola sobrou para o zagueiro Bruno Alves, que chutou forte. No meio do caminho, Danny, do Zenit, da Rússia, desviou “de letra” e abriu o placar logo aos cinco minutos: 1 a 0.

Quando tudo levava a crer que os visitantes poderiam complicar a vida do Brasil, o zagueiro Pepe, naturalizado português, mostrou que ainda tem sangue verde e amarelo correndo em suas veias e “ajudou” a equipe de Dunga.

Pressionado por Robinho, o zagueiro do Real Madrid entregou o ouro para o atacante do Machester City cruzar com perfeição para Luis Fabiano, com calma, dominar, empatar a partida e acabar com um jejum de três partidas da selecção sem balançar as redes em jogos disputados no Brasil: 1 a 1, aos nove minutos.

Reequilibrado, o Brasil passou a jogar melhor e chegou à virada aos 25. Kaká fez grande jogada pela direita, prendeu a bola e cruzou para trás. Luis Fabiano, bem colocado, fez o giro e bateu forte, sem chances para Quim: 2 a 1. Kaká ainda desperdiçou boa chance para ampliar antes da descida para os vestiários, mas o placar parcial ficou mesmo 2 a 1.

Massacre: Na volta para o segundo tempo, Cristiano Ronaldo, que levou a pior em uma dividida com Elano ainda na etapa inicial, não conseguiu fazer jus ao rótulo de favorito ao título de melhor jogador do ano e seguiu produzindo pouco.

Quem seguiu produzindo muito foi Luis Fabiano. Aos dez minutos, o atacante participou de linha de passe de alto nível junto com Elano e Robinho e serviu para a chegada do lateral-direito Maicon, que encheu o pé e aumentou: 3 a 1, para delírio dos torcedores.

O que já era alegria virou êxtase dois minutos depois. Maicon chegou ao fundo e cruzou para Robinho, que fez o giro e bateu forte. Quim rebateu nos pés de Luis Fabiano, que estufou as redes pela terceira vez na noite e transformou a virada em goleada: 4 a 1.

Simão Sabrosa, em nova falha da defesa, chegou a fazer 4 a 2 e diminuir o vexame, mas Elano, em um lindo chute quase sem ângulo marcou o quinto golo e fechou com chave de ouro o ano da selecção brasileira.

Ovacionado, Luis Fabiano deixou o campo para a entrada do “Imperador” Adriano, que lutou muito e deixou sua marca, de cabeça, fechando o massacre: 6 a 2. Cristiano Ronaldo, por sua vez, saiu em baixa: discutiu com Marcelo e levou cartão amarelo do árbitro, ao som das vaias do torcedor do Distrito Federal.

Gazeta Press



Comentário

Simplesmente humilhante este jogo que os portugueses não conseguiram nem souberam conduzir, quase desde os primeiros dez minutos da partida.

Portugal até entrou bem no jogo e logo aos cinco minutos marcou a primeiro da partida.

Mas as coisas não correram bem para Portugal que viu o Brasil empatar quatro minutos depois. Ainda na primeira parte o Brasil fez o segundo golo numa oferta de Natal do luso-brasileiro Pepe que facilitou a vida à selecção brasileira, começando aí o verdadeiro massacre que os canarinhos exerceram sobre a equipa das quinas.

A segunda parte, foi ver o marcador aumentar, ainda que Simão tenha feito o 4-2, e assistir aos gestos interessantes de Carlos Queiroz por cada golo que o Brasil marcava.

Na verdade, era mesmo de esconder a cara porque esta selecção nacional tem vindo de derrota em derrota, qual delas a mais fraca e os resultados são disso prova. Por cada novo jogo, nova e triste exibição portuguesa que não vence nem convence.

Tenho a certeza de que muitos portugueses, que como eu se aguentaram em pé para assistir ao jogo na TVI, suspiraram dúzias de vezes por Luís Filipe Scolari.

Este jogo foi mau de mais para ser verdade. Faltou força mental e anímica. Faltou fio de jogo e colectivo. Faltou um meio campo forte e esclarecido e esta madrugada faltaram pontas de lança e faltaram as nossas vedetas que estiveram completamente apagadas. Portugal não pressionou e as vedetas brasileiras, essas sim, fizeram toda a diferença. Mal comparado, fiquei com a sensação de que estava a assistir a uma prova entre um Ferrari e um Fiat 600, tal a diferença entre as duas equipas.

António Inglês

Fotos da Net

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

...A CRISE É MESMO SÓ PARA ALGUNS!!!


... e a crise, ainda que instalada no mundo inteiro, é mesmo só para alguns! Senão vejamos esta última viagem deste gigante dos mares e dos preços praticados nesta derradeira jornada.

Recordo-vos que 35 mil euros representam 7500 contos em moeda antiga portuguesa! Crise??? Onde??? No meu bolso...



O ÚLTIMO ADEUS A LISBOA



Queen Elizabeth II’: Derradeira viagem do mais famoso navio de cruzeiro




O‘Queen Elizabeth II’ despediu-se de Lisboa, na derradeira viagem, com lotação esgotada, tendo os camarotes mais caros atingindo os 35 mil euros. A capital portuguesa é, depois de Southampton, no Reino Unido, e Nova Iorque, a cidade que mais vezes acolheu o mítico navio – onde viajaram a rainha Isabel II, o antigo presidente da África do Sul Nelson Mandela mas também 3500 soldados que participaram na Guerra das Malvinas, em 1982, e 500 náufragos recolhidos do cruzeiro francês ‘Antilles’ em 1971.




Foram mais de 500 as vezes que o navio de cruzeiro atracou em Lisboa, sendo que a primeira vez foi numa viagem experimental, a 28 de Abril de 1969', recordou ontem Bruce Dawson, presidente da companhia de navegação Garland, aquando da troca de presentes com o comandante do navio, Ian McNaught, que confessou: 'O mais difícil será regressar sem o navio.'



'Uma viagem de adeus' é a expressão mais forte com que os 2700 passageiros e tripulantes explicam os sentimentos vividos. 'Dá-nos muito prazer estar aqui, mas ao mesmo tempo é triste', disseram Neville Rudram e Jane Eeles, uma casal de sul-africanos que se deslocou até ao Reino Unido para viajar pela segunda vez no mais velho transatlântico em serviço. Empregado no restaurante Lido do navio, Pelayo Lorenzo, de 65 anos, é o mais velho funcionário. Para este espanhol das ilhas Canárias, 'trabalhar 26 anos no navio é fazer parte de uma história de fama e de glória'.



Com os olhos cravados num quadro de Nova Iorque, onde o ‘Queen Elizabeth II’ figura junto das Twin Towers e de um Concorde, o relações públicas, Thomas Quinones, recorda o fim do avião supersónico em 2003 e a destruição das torres, em 2001. No final acrescenta: 'Agora é tempo de dizer adeus ao ‘Queen Elizabeth II’'.



NAVIO ENCALHOU À SAÍDA DE REINO UNIDO

A viagem do ‘Queen Elizabeth II’ começou terça-feira no Reino Unido com um pequeno incidente. O navio de 70 mil toneladas encalhou num banco de areia ao largo da ilha de Wight e teve de aguardar a subida da mar para ser libertado por cinco rebocadores. Entre os passageiros, o atraso de 15 minutos devido ao banco de areia não foi notado. John e Jane Robertson disseram estar a 'viver a viagem de uma vida num ambiente formidável'. Em Lisboa durante sete horas, o casal inglês aproveitou para passear e conhecer Sintra e Cascais. O navio partiu rumo a Gibraltar com o Dubai por destino final, no dia 27.



OUTROS DADOS

41 anos celebrou o navio a 20 de Setembro. Isabel II foi madrinha de baptismo do segundo navio criado em homenagem à sua mãe.



3 milhões de passageiros transportados no navio que servirá de hotel flutuante no Dubai após ser vendido por 62 milhões de euros.



26 viagens à volta do Mundo, seis milhões de milhas náuticas e 806 travessias do Atlântico fazem parte do palmarés do navio.



Fotos da Net

Fonte CM

António Inglês


terça-feira, 18 de novembro de 2008

METADE DAS PESSOAS GANHA ATÉ 600 EUROS MENSAIS


Trabalhar por conta de outrem não é solução para sair da pobreza

Cerca de 151 mil pessoas não ganhavam mais do que 310 euros líquidos por mês, em 2007, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística. Em Portugal, metade dos trabalhadores ganha menos de 600 euros por mês.

Os 950 euros que entram em casa sustentam um idoso, um bebé e dois adultos. Ambos trabalham, ela numa empresa, ele no que aparece. Fátima e o marido são dois dos 1,7 milhões de pessoas, que trabalham por menos de 600 euros por mês.

Em Portugal, para se ser oficialmente pobre, não se pode ganhar mais do que 370 euros, mas quem gere a vida com o salário mínimo (426 euros), ou pouco mais, não se considera propriamente de classe média. E, o salário líquido de quase metade dos trabalhadores por conta de outrem não passa dos 600 euros, diz o Instituto Nacional de Estatística (INE).



É certo que, nos últimos anos, a quantidade de pessoas a viver com ordenados pouco acima do mínimo oficial tem vindo a diminuir. Em 2004, mais de metade (52%) dos trabalhadores por conta de outrem tinha um ordenado líquido até 600 euros; no final do ano passado, eram 46%. Contudo, as subidas recentes de preços (da alimentação e dos combustíveis, em particular) "está a afectar toda a gente, mas sobretudo os mais pobres", lembrou Agostinho Jardim Moreira, presidente em Portugal da Rede Europeia Anti-Pobreza, que encontra os casos mais graves na região Norte, mas sente que Setúbal e o Algarve começam a ver a pobreza crescer.

Tanto no Norte como nos Açores, quase seis em cada dez trabalhadores empregados ganha até 600 euros. Em Lisboa, não chega a três em cada dez. Em todo o país, a média é de 46% e a família de Fátima encaixa na perfeição.



Não quer que se use o nome verdadeiro nem que se diga onde vive. "Sinto-me uma felizarda por ter um emprego", mas "tenho vergonha de dar a cara", justifica. Fátima e o marido têm 35 anos, são licenciados mas não encontram trabalho compatível com as habilitações. Ela tem um emprego, de onde tira 454 euros limpos por mês, ele não encontra nada fixo. "Vende produtos tradicionais, quando consegue", diz.

Em casa vive também a mãe de Fátima, uma idosa com uma pensão de 327 euros com que pagam a casa, o seguro, a água, a luz e o gás. O bebé de sete meses tem direito a um abono de 169 euros. Quase metade paga a creche, o resto alimenta o carro velho que substitui os transportes públicos que não chegam à vila onde vivem.



O resto são contas de somar. "Sei que todos os dias gasto um euro em pão". Mais 50€ em remédios para a mãe, 100 para o bebé, 200 para alimentação, em que um frango chega para seis refeições. Apesar de tudo, é com um sorriso na voz que Fátima desfia as contas, de memória. Pouco sobra para tudo o que falta.

O que falta, assegura Agostinho Jardim Moreira, é distribuir a riqueza que existe. "Não é verdade que a produção [de riqueza] acabe automaticamente com a pobreza", afirmou, lembrando que Portugal é o país da União Europeia com mais desigualdade na distribuição de rendimento entre os mais ricos e os mais pobres.



Sem criticar abertamente as medidas tomadas pelos governos (como o aumento do abono de família ou o complemento solidário de idosos, que classifica de "medidas cirúrgicas"), o presidente em Portugal da Rede Europeia Anti-Pobreza considera que foi deixado cair o objectivo "acção social" da agenda de desenvolvimento fixada pelo país no ano 2000, a favor apenas do emprego.



"O trabalho não é a única solução para a exclusão social" e a prova são os 11% de pobres que são, também, trabalhadores, disse.

JN de 2007


Este cenário de dificuldades financeiras dos portugueses tem vindo a agravar-se dia após dia. Sobem os juros, a gasolina, os bens alimentares, as prestações, no fundo o custo de vida. Só os vencimentos não acompanharam a subida, nem os empregos.

Cada vez existem mais desempregados e mais empresas a encerrarem as portas. Somos confrontados com imagens diárias de inúmeros sem-abrigo que, sem tecto deambulam pelas ruas, remexendo em caixotes do lixo, pedidno esmola, e dormindo em cima de cartões sob uma qualquer manta que nada tapa, nem o frio nem o corpo e muito menos a alma.



Já chegámos ao ponto de nos confrontar-mos com muitos destes sem-abrigo, deitados nos bancos das paragens de autocarros ou até no chão, tentando abrigar-se do frio que se faz sentir durante a noite, e embora nos aflija já quase não damos importância ao que assistimos, por ser um quadro já banal. O que importa é que passe o autocarro depressa para que os olhos não nos transmitam o que não queremos ver. E são muitos.

Mas há outros “pobres” que a sociedade fabricou, e que hoje se envergonham de mostrar as dificuldades que sentem e passam. Esta pobreza envergonhada está instalada já na classe média e é uma realidade que não podemos perder de vista. E as coisas parece que irão agravar-se durante o próximo ano.

As dividas aumentam, o crédito mal parado sobe vertiginosamente, os impostos são dificilmente pagos e até os bancos começam a dar sinais de falta de liquidez. Pelo menos alguns. A vida está complicada e dificil meus amigos. Os portugueses e não só, porque a crise é mundial e não só nossa, estão cada vez mais “tesos que nem um carapau” e deitam contas à vida procurando encontrar soluções que não aparecem.



Mas a crise não se mostra desastrosa nem catastrófica para todos. Existem alguns, privilegiados, que nós, contribuintes pagantes elegemos mas não sabemos o que fazem, e para quem a palavra crise não existe.

Para eles, as crises podem ser ou não graves, comprometer ou não o futuro de uma nação e do seu povo. Os seus ordenados estão sempre garantidos e no fim do ano têm os aumentos garantidos. Para além disso, ainda usufruem de subsídios para tudo e mais alguma coisa, segundo o que li no Correio da Manhã. Vejamos então a noticia!



Parlamento: Despesas com deslocações dentro e fora do país em 2009

Custo com viagens atinge 3,7 milhões

A despesa prevista com as viagens e estadas dos deputados dentro e fora do País, ao serviço da Assembleia da República, ascende em 2009 a 3,72 milhões de euros, num aumento de 7,6 por cento face à verba consagrada no orçamento de 2008. Só a rubrica Viagens conta com 2,44 milhões de euros, num acréscimo de 14,5 por cento destinado a fazer face à subida de custos com as tarifas aéreas.

O orçamento da Assembleia da República para 2009, a que o CM teve acesso e que aguarda publicação em Diário da República, prevê para aquisição de bens e serviços, no próximo ano, uma verba de 23,7 milhões de euros, montante que é 12,3 por cento superior à dotação de 21,1 milhões de euros prevista para este ano. Com um crescimento orçamental de 7,6 por cento, a verba para Viagens e Estadas acaba por crescer acima da inflação de 2,5 por cento prevista para 2008. E a dotação para os bilhetes aéreos, apesar da subida dos preços, conta com uma subida orçamental apreciável, numa altura em que os preços do petróleo estão em fase descendente.

José Lello, deputado do PS e presidente do conselho de administração da Assembleia da República, diz que "tem havido várias alterações orçamentais ao longo do ano mas temos folga nessa área [das viagens e estadas]". Certo é que, desde 2007, o orçamento para as viagens e estadas dos deputados não tem cessado de subir, a ponto de ter tido um crescimento de 24 por cento.



MAIS APOIO À REINTEGRAÇÃO

O orçamento da Assembleia da República para 2009 reserva cerca de 229 mil euros para pagar aos deputados, no próximo ano, o subsídio de reintegração.

Como a legislatura termina em 2009, os parlamentares eleitos em 2005, caso não sejam reeleitos, ainda têm direito, como acontece com a pensão vitalícia, a pedir o subsídio de reintegração. E, assim sendo, o Parlamento, presidido por Jaime Gama, poderá ter de atribuir o subsídio de reintegração social aos parlamentares que não sejam eleitos nas próximas eleições legislativas.

O subsídio é atribuído, segundo o artigo 31º da Lei nº 26/95, aos titulares deputados que não tiverem completado 12 anos de exercício de funções. E o valor do subsídio é igual ao vencimento mensal. O Governo de José Sócrates eliminou esta regalia em 2005.

ESTADAS

A verba orçamentada para dormidas dos deputados, nas deslocações em serviço, desce um pouco em 2009: 1,27 milhões de euros, contra 1,32 milhões em 2008.

3,36 milhões de euros é a verba prevista para pagar ajudas de custo aos deputados, em 2009, numa redução de 4 por cento face aos 3,49 milhões de euros previstos em 2008.

925 mil euros é o montante das subvenções atribuídas aos grupos parlamentares: é um aumento de 12,3 por cento face aos 823 mil euros previstos para este ano.



VENCIMENTOS

O Orçamento para 2009 prevê uma verba de 1,93 milhões de euros para vencimentos extraordinários dos deputados.

Como se vê, a crise não é igual para todos. Eu se me quiser reformar só mo permitem aos 65 anos e tenho de trabalhar uma vida inteira para que a reforma chegue para pagar dois papo-secos e um litro de leite, a prestação da casa que se prolongará até aos setenta, mais coisa menos coisa, e os remédios que passaram a fazer parte das ementas dos portugueses com mais idade. Logo num país que ainda tem as estatisticas que a seguir transcrevo:




CONFORTO NAS HABITAÇÕES

Famílias sem água canalizada em Portugal representam 2,5% da população;

Famílias sem electricidade 0,3%;

Famílias sem sistema de esgotos 2,6%;

No Centro do país, são 34630 as famílias que ainda vivem sem esgotos

No Alentejo, vivem 2850 famílias sem electricidade

No Algarve 6104 famílias vivem sem água canalizada

Número de famílias em Portugal 3.829.464

Habitação

75,8% das famílias vivem em casas das quais são donas (na teoria, porque na prática a maioria destas habitações estão hipotecadas à banca) INE

É obra!

Fontes: CM, JN e outros orgãos de informação.

Fotos da Net

António Inglês