Os americanos escolhem hoje, terça-feira dia 4 de Novembro de 2008, entre o democrata Barack Obama e o republicano John McCain quem será o novo presidente dos Estados Unidos. Durante a madrugada de hoje já se saberá quem irá ser o Homem mais poderoso do Planeta. Que implicações para o Mundo terá esta eleição? Aguardemos para ver, mas o mundo necessita de uma vigorosa mudança!
COLÉGIO ELEITORAL
Entenda como funciona a eleição indirecta nos EUA e qual é a importância dos estados-chave, onde a disputa entre democratas e republicanos ainda não está claramente definida. Emwww.veja.com.br/eleicao-eua
CONGRESSO
A eleição parlamentar, marcada para o mesmo dia do pleito presidencial, será decisiva para a capacidade de governar do futuro presidente. Conheça os detalhes da disputa pelas cadeiras no Congresso americano.
O DIA DA POSSE
A cerimónia de posse do próximo presidente americano acontece em 20 de Janeiro. A partir de então, o político eleito passará a ser o homem mais protegido e visado do planeta. Conheça as regras da transição e o poderoso esquema de segurança planeado para a festa. Em www.veja.com.br/eleicao-eu
CORTE DE JUROS
Para conterem a desaceleração da economia global, os bancos centrais de alguns países reduziram a taxa de juro. Na teoria, com os juros baixos, o volume de crédito num país aumenta. Mas será que o recurso de facto adianta? Resposta para esta e outras questões emwww.veja.com.br/perguntas
Como funcionam as eleições para presidente dos Estados Unidos?
Para se tornar presidente dos Estados Unidos o cidadão deve ter 35 anos ou mais, nascido nos Estados Unidos e ser residente há pelo menos 14 anos no país. Os grandes partidos (Democrata e Republicano) realizam uma maratona para escolha de seu candidato. As primárias começam em 3 de Janeiro no Estado de Iowa. No dia 5 de Fevereiro foram disputadas eleições primárias em 24 estados, a data foi apelidada de "Superterça" ou "Tsunami Terça".
John McCain
As primárias definem os candidatos escolhidos dentro do partido para suas convenções nacionais. Cada estado tem a sua forma de escolher seus representantes, que podem ter votos apenas de filiados aos partidos ou de cidadãos não filiados. As convenções escolhem o candidato com mais votos em cada estado. Entre os dias 25 e 28 de agosto ocorre em Denver, Colorado, a convenção do Partido Democrata. Os republicanos fazem a sua convenção em St. Paul, Minnessota, nos dias 1º e 4 de setembro.
Bob Barr
Depois de escolhidos os candidatos a campanha se concentra nos dois escolhidos dos grandes partidos, apesar de haver inúmeros candidatos a presidente por partido menores e até de candidatos independentes
Alan Keyes
Em 4 de novembro de 2008 os mais de 200 milhões de eleitores americanos votam na escolha do presidente. A eleição não é obrigatória e não é direta ao presidente. Os eleitores votam nos delegados que são ligados aos partidos, mas não podem fazer parte do Senado e da Câmara dos Deputados. Em cada Estado existe uma maneira de escolha e tipo de votação. Os delegados eleitos tendem a respeitar o voto popular no Colégio Eleitoral. Raramente um delegado não vota de acordo com o voto popular.
Ralph Nader
Nem sempre o candidato com mais votos populares ganha a eleição. Isto ocorre porque na maioria dos estados, o candidato com mais votos populares elege todos os delegados neste estado. Portanto, é possível um candidato tem uma margem pequena de votos em relação ao segundo lugar e ainda sim ganhar todos os delegados do país. Vencer em estados populosos é muito importante. Entretanto, para vencer a eleição o candidato deve ter 270 votos no Colégio Eleitoral. Cada estado tem um número de delegados baseado na sua população. O mínimo de delegados é 3 por estado, independente de sua população. A Califórnia com 36 milhões de habitantes tem 55 delegados do total de 538 do país. Vencer na Califórnia representa 10% dos votos dos delegados e um grande passo para a vitória. Apesar de vencer na Califórnia e Nova York (31 delegados) em 2004 John Kerry perdeu na maioria dos Estados, alguns deles populosos como o Texas (34) e Flórida (27).
Presidente da Junta de Afife encontrado morto em casa
Viana do Castelo
O presidente da Junta de Freguesia de Afife, em Viana do Castelo, Fernando Morais do Vale, foi encontrado morto em casa ontem, sendo as causas da morte ainda desconhecidas, informou hoje fonte autárquica.
Segundo a fonte, o autarca, que sofria de diabetes, foi encontrado em traje desportivo junto ao tapete rolante onde normalmente praticava corrida.
“Poderá ter sido excesso de esforço, poderá ter sido uma quebra de açúcar, poderá ter sido uma outra razão qualquer. Só a autópsia é que vai esclarecer”, sublinhou a fonte.
O corpo foi encontrado cerca das 21h15 mas só acabaria por ser removido para a morgue do Centro Hospitalar do Alto Minho, para autópsia, perto das 04h00 de hoje, depois de várias diligências das autoridades judiciais e policiais.
Fernando Morais do Vale tinha 57 anos e era presidente da Junta de Afife desde 1994, eleito como independente.
Era quadro superior da antiga Direcção-Geral de Viação, entretanto extinta e transformada em Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária.
31.10.2008 - 11h00Lusa
Público
Afife está de luto! Que Manuel Fernando descanse em paz! Condolências à sua família e aos Afifenses porque todos estão de luto!
Portugal com duas medalhas de bronze em Olimpíadas de Culinária na Alemanha
Quem pensa que Portugal só consegue medalhas de ouro, prata e bronze em Olimpíadas de atletismo, engana-se. Aí estão duas de bronze, ganhas na Alemanha, mas em Culinária. Os portugueses quando querem.... Pena que estas participações não sejam mais apoiadas pelo Governo português, e também mais divulgadas pelos órgãos de comunicação social. Parabéns aos premiados.
Uma perdiz recheada de cogumelos e com puré de abóbora e um gelado de Vinho do Porto valeram a Portugal, ao fim de longas horas de trabalho, duas medalhas de bronze nas Olimpíadas de Culinária, que terminaram no passado dia 22 de Outubro em Erfurt, na Alemanha.
A competição, que se disputa há mais de um século, de quatro em quatro anos, reuniu mais de mil cozinheiros de 43 países, entre seniores e juniores.
Na segunda-feira, dia em que esteve em prova a confecção de um "menu quente", Portugal conquistou duas medalhas de bronze, nas categorias de sénior e júnior (até aos 22 anos).
Perdiz recheada com cogumelos acompanhada de puré de abóbora e legumes salteados, "gourmet" de lavagante e gelado de Vinho do Porto foram alguns dos pratos com que as equipas portuguesas, constituídas por cinco elementos em cada categoria, foram premiadas, referiu, em declarações telefónicas à Agência Lusa a partir da Alemanha, o chefe de cozinha António Bóia.
Para preparar os pratos do "menu quente" e do "menu frio", os cozinheiros portugueses gastaram "80 a 90 horas" de trabalho.
As equipas nacionais apresentaram, entre outras iguarias, um "risotto" com cogumelos e um busto feminino em doce.
Portugal participa na competição desde 1992, tendo há oito anos subido ao pódio com prata. Em 2004, conseguiu bronze.
O país mais medalhado é a Suécia, que "faz muita pesquisa e tem muito dinheiro para investir" em decoradores de pratos e "designers" de loiças, contou António Bóia, treinador da equipa júnior lusa, lamentando a "falta de apoio do Estado" português à participação nacional.
Na Noruega, acrescentou, as equipas são convidadas a confeccionar pratos para eventos do Estado para poderem ter dinheiro para participar nas competições.
Já em Portugal, concluiu António Bóia, os concorrentes têm de socorrer-se de patrocínios, "treinar em dias de folga e tirar férias para estarem nas Olimpíadas".
O chefe de cozinha considera que Portugal "está a melhorar" em termos de prestação culinária, embora continue a ter uma "formação nas escolas" de hotelaria e restauração "deficiente" e a "não reconhecer o trabalho do cozinheiro".
"A formação nas escolas é deficiente, está ultrapassada em termos de método de ensino... não revêem os programas", defendeu, apontando também o dedo ao "público português, que não gosta de comer bem mas muito".
As Olimpíadas de Culinária, incluiram também provas nas categorias artística, individual e equipas militares e regionais.
Estados Unidos, Japão, África do Sul, Suíça, Suécia, Canadá, Alemanha e Dinamarca foram outros dos países participantes.
No ano passado contámos com a sua ajuda para divulgar a nossa luta pela qualidade de vida dos trabalhadores com deficiência. O eco que a nossa luta teve na blogosfera foi fundamental para aumentar a sua visibilidade.
Como tínhamos alertado nessa altura, o aumento da carga fiscal foi brutal. O governo na altura da apresentação da proposta de orçamento para 2009 conseguiu fazer passar a ideia que iria haver uma redução da carga fiscal esquecendo-se de referir que essa possível redução só se verifica em comparação com os aumentos que decorreram da eliminação dos benefícios fiscais.
A campanha mediática está montada.
"Deficientes voltam a ter mais benefícios fiscais em 2009" - Agência Financeira.
"Governo reduz impostos para os contribuintes com deficiência em 2009" - Público
Os títulos são estes, mas a realidade é muito diferente.
É preciso divulgar à opinião pública o que realmente se passa com os impostos dos trabalhadores com deficiência, dizendo: imagine se os seus impostos tivesse aumentado assim.
Não temos assessores de imprensa para fazer títulos de jornal, por isso agradecemos que passe esta mensagem a todos os seus contactos.
É urgente, a discussão do Orçamento é feita num mês.
Email enviado aos colaboradores do MTPD (Movimento dos Trabalhadores Portadores Deficiência)
Escrito por Carlos Alberto Videira
"Esta mensagem foi-me enviada há três dias e não pude ficar indiferente ao pedido de postagem. Os trabalhadores Portadores de Deficiência são dignos da nossa admiração e carinho. É preciso que o Estado também assim pense!"
Seis e trinta da manhã deste dia 1 de Novembro de 2008. O dia ainda nos mostrou o seu ar pardacento com cara de poucos amigos. O início de viagem fez-se calmo e cadenciado, coisa pouco normal em mim. Uma breve paragem nas Caldas da Rainha para apanhar um colega e amigo do meu filho, meter gasóleo e rumar ao destino, que se repete há já treze anos, com uma só falta apenas no ano passado.
Cumpridos estes dois requisitos, metemos “rodas” ao caminho em direcção a Santarém, primeira etapa da nossa viagem. Tomando aí a direcção do Porto, continuámos debaixo de um intenso nevoeiro que teimou em nos acompanhar desde a hora da partida.
Acreditei que se dissiparia logo após virarmos na saída para Torres Novas / Abrantes, mas para mal dos nossos pecados, lá continuou, cinzento irritante até ao fim da nossa viagem.
Oito e quinze da manhã, saída para Belver. Trajecto tantas vezes feito e que nunca nos cansa. O Castelo de Belver, o Tejo, e sobretudo a magnifica e repousante vista que nos é oferecida logo após o início das descida em direcção ao Tejo. Que espectáculo deslumbrante!
Oito e quarenta e eis-nos chegados às Piscinas da Comenda, pitoresca e bela terra do Alto Alentejo, Concelho de Gavião. Uma escolha atenta do melhor local para estacionar o carro, em posição que nos permita ver passar o 22º BAJA PORTALEGRE 500, não vá o diabo tecê-las e a chuva resolver aparecer também para a festa.
Carro parado, pessoal na rua, as cadeirinhas estrategicamente colocadas e lá cumprimos com mais um ano desta prova, e para nosso alívio, a chuva não apareceu mesmo.
Não apareceu a chuva, mas veio o frio em seu lugar, cortante e gélido. Aqui e ali, as fogueiras do costume começaram a aparecer e em seu redor os inúmeros entusiastas que tal como nós ali se vão entregar a mais um dia de devoção ao todo-o-terreno.
Sem se dar por isso, lentamente, o cheirinho a febras começa a invadir-nos e uma primeira visita ao farnel é feita. Farnel cuidadosamente preparado para o efeito.
Nove e cinquenta da manhã, as primeiras motos começam a aparecer e desfilam à nossa frente, fazendo-se acompanhar por aquele barulho electrizante do roncar dos seus motores, que nos faz subir as emoções ao céu.
Bravos e corajosos, os concorrentes lançam-se aos troços do percurso, indiferentes aos obstáculos que lhes são apresentados. Naquele local onde habitualmente ficamos, temos uma excelente panorâmica e é-nos permitido acompanhar durante dois/três minutos cada participante, venha ele de moto, quad ou jeep. Uma interessante ribeira è a maior atracção daquele ponto de passagem do BAJA, que normalmente cobra a alguns, pela forma menos cuidada na maneira como a abordam. Uma entrada de água no motor das máquinas e lá estão elas a trabalhar em menos cilindros, penalizando no tempo de passagem cada participante.
Onze e trinta e as “quads”, ou motas quatro, como lhes queiram chamar, fazem a sua entrada em cena no local. Uma a uma vão passando e deixam-nos no ar a vontade irresistível de fazer-mos também nós uma perninha um dia destes. Ou talvez não...
Doze e trinta da manhã, uma nova e mais decidida abordagem ao farnel, compõem-nos o estômago que ia dando sinais de fraqueza. Panados,pão, fruta, sumos, doces e um caramelo, chegam para nos prostrar cadeira abaixo, com mais vontade de uma soneca do que estar ali, sob um frio cada vez mais cortante, característico da zona, que nem sempre nesta altura lá anda.
Este ano, apeteceu-lhe e obrigou-nos ao uso de luvas, boné, capuz, kispo e uma mantita pelas pernas que a idade vai dando o alarme que o coração e os olhos não querem ver.
Duas da tarde, uns esquisitos e raros (nesta prova) car-cross, começam a passar sem grande alarido, e lá vão cumprindo o seu road-book, se é que o têm, pois estes tal como as motos fazem a prova sózinhos. Importante é acabar, e nesta altura da prova, já muitas máquinas desistiram, portante se estes vão passando é porque conseguem aguentar-se não obstante a dureza da prova. Louvável!
Duas e trinta da tarde, o fabuloso roncar dos jeeps, faz-se anunciar a uma certa distância e o “bruá” entre os muitos adeptos deste desporto ajuda a avisar-nos que os jeeps e os carros estão perto.
Agora sim! Agora desfilavam na nossa frente as máquinas que mais nos levam hà tantos anos a presenciar naquele local, ou um pouco mais à frente este Rali. Um após outro vão-nos levando ao rubro com as muitas peripécias que nos vão oferecendo ao passar a ribeira da Comenda, cheia de água. Estranhos bailados, normais nestas andanças do todo-o-terreno, provocados pelas constantes aceleradelas que os pilotos utilizam para imprimir maior potência aos seus motores, gravam-se nas nossas memórias e durante muito tempo, vamos recordando este dia, desejosos que o BAJA do próximo ano venha depressa. A contagem decrescente, começou rigorosamente hoje.
Dezasseis e quinze da tarde, tinham acabado os velhinhos UMM de passar, e um VAUXALL branco, teimoso e quase jurássico, useiro e veseiro nesta prova, faz a sua triunfal aparição de entre os eucaliptos que circundam a pista. Atravessa a ribeira mas pára porque a maldita água fez das suas. Dura pouco essa paragem, e regressa à prova, garboso e altaneiro, fazendo ouvir o barulho do seu roncar, que nisto de barulho são todos iguais. Podem é chegar uns bem mais cedo que outros, mas isso é outra história.
Dezasseis e trinta da tarde de 1 de Novembro de 2008, o pano desce sobre o palco deste magnifico anfiteatro. É hora de levantar as merendas, (ou os restos), arrumar as cadeiras no carro e deitar “rodas” ao caminho de regresso a casa. Regresso calmo e repousante pois viemos de “papo cheio”. As fogueiras já tinham perdido muito do seu entusiasmo mas ficaram alguns vestígios e com eles as saudades. Até para o ano!
Foi um dia bem passado, não obstante um acidente desnecessário e estúpido,de duas jovens que, utilizando uma mota-quatro de um amigo, resolveram dar um pequeno passeios por entre aqueles montes e vales, descontraídas, mas onde o perigo estava à espreita e talvez a inexperência tenha ditado as suas leis. Resultado: uma com ferimentos ligeiros, mas a condutora, ferida com alguma gravidade, tal a demora que os elementos do INEM empregaram na imobilização da jovem, teve de ser levada com muito cuidado para o Hospital de Portalegre.
Desconheço como terá ficado, mas nada disto se teria passado, se o tal amigo não lhes tem facultado a mota-quatro. Por vezes queremos fazer bem, ser simpáticos e estamos a cometer um enorme erro que pode ser fatal. Espero sinceramente que nada de muito grave se tenha passado com a tal jovem.
Dezoito e trinta da tarde. De novo em casa, escrevendo estas linhas que mais não servem senão para legendar algumas fotos que tirei, de longe, do nosso posto de observação. Não ficaram boas, mas foram as possíveis para um fotógrafo com eu.