DA JUNTA FREGUESIA DE SÃO MARTINHO DO PORTO COM A AMI
1. Descrição da proposta:
A presente proposta, tem como objectivo a participação dos habitantes da Freguesia de São Martinho do Porto na Campanha de recolha de consumíveis e óleos de fritura usados para posterior entrega à instituição Assistência Médica Internacional (AMI) para a recolha de fundos de apoio a esta instituição. .
2. Introdução:
A pedido da AMI, os membros da Assembleia de Freguesia de São Martinho do Porto abaixo designados, vêem pela presente propor a colaboração da Junta de Freguesia de São Martinho do Porto com a instituição AMI – Assistência Médica Internacional na campanha de recolha de consumíveis usados (tinteiros, telemóveis, toners, entre outros) e de óleos de fritura usados para angariação de fundos para projectos em que a AMI está envolvida pelo mundo inteiro. Esta proposta serve também para reciclar alguns dos materiais/resíduos mais perigosos para o ambiente, assim como, sensibilizar a população de São Martinho do Porto para a reciclagem. Segundo a AMI, a degradação ambiental, é responsável pela morte de 13 milhões de pessoas por ano. A título de exemplo, um litro de óleo de fritura usado contamina cerca de um milhão de litros de água.
. 3. Proposta:
Propõe-se que a Junta de Freguesia de São Martinho do Porto colabore com a AMI – Assistência Médica Internacional, através das campanhas de Recolhas de Óleos Alimentares e de Reutilização de tinteiros, toners e telemóveis, de acordo com os documentos enviados pela AMI (em anexo).
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ANEXOS:
1- Reutilização de tinteiros, toners e telemóveis
2- Recolha de Óleos Alimentares Usados
3- Ficha de Adesão
. São Martinho do Porto, 26 de Setembro de 2008,
. OS PROPONENTES, MEMBROS DA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA,
Ernesto Feliciano
Acácio Gomes
Lino Neves
Rodrigo Neto
Na expectativa da sua participação neste projecto, gostaríamos de lembrar que é graças a acções como esta, que a AMI tem conseguido ao longo dos últimos 22 anos desenvolver o seu trabalho humanitário, médico e social, tanto a nível nacional como internacional.
Em nome de todos aqueles que irão beneficiar com os resultados deste projecto, muito obrigado.
Dê. Vai ver que não dói nada.
Formulário:
A empresa / serviço / escola / estabelecimento comercial / (outro) ........................................................................................................................, sediada em ....................................................................................................., código postal ................................................, está disponível para participar no projecto de reciclagem de consumíveis informáticos e/ou de telemóveis da AMI - Fundação de Assistência Médica Internacional. Para tal, deverá ser contactado o/a Sr./a ................................................................, através do n.º de telefone ......................................, telemóvel ......................................, fax ............................... ou endereço de e-mail ..............................................
Pode ser fotocopiado. Enviar para:
E-mail: mailto:reciclagem.ami@ Fax: 21 836 21 99
AMI - Reciclagem, Remessa Livre 25049-1148 LISBOA CODEX (Não necessita de selo)
Parte do texto de: http://s-martinho-do-porto.blogspot.com/
“De há uns tempos a esta parte, uma pessoa que me é particularmente querida atravessa uma fase bem conturbada da sua vida. Por mais conselhos que já lhe tenha dado, e têm sido muitos, penso que nunca consegui encontrar a forma de lhe fazer chegar nenhuma mensagem que a tenha ajudado, quiçá por não ser um bom conselheiro matrimonial, mas também porque a pessoa em questão sempre foi teimosa e de feitio difícil. Porque encontrei sem querer este texto de alguém que saberá seguramente do que fala, e me pareceu, depois de o ler, que vinha mesmo a calhar. Porque sei que a referida pessoa o lerá, aqui lho deixo, acreditando que ao lê-lo lhe possa trazer alguma luz e com ela a paz e a tranquilidade que tanta falta lhe tem feito na sua relação conjugal de mais de vinte anos.”“Para “ti”, rapariga, não te digo pára, escuta e olha, digo-te antes: pára, lê e medita bem porque quem te aconselha só te quer bem, e quer ver a tua família mais próxima, feliz e em harmonia.”
Os erros que nunca deverá cometer e as estratégias para uma relação à prova de conflito
Diz quem sabe que uma relação entre duas pessoas se faz de amor, de respeito, de desejo e também de uma pitada de ciúmes. Na medida certa, os ciúmes condimentam a vida conjugal e avivam sentimentos.
Mas atenção, não ultrapasse os limites do razoável. E, então, se a um excesso de ciúmes juntar uma comunicação deficiente, discussões constantes e dificuldade em partilhar erros e glórias então tem reunidas as condições ideais para armadilhar letalmente a sua relação.
Esta é uma hipótese que você nem quer colocar, pois não?
Comunicação
Sabe, certamente, que um dos castigos mais cruéis da humanidade consiste em condenar um indivíduo ao isolamento.
Ora se esta situação lhe fizer lembrar a sua relação amorosa, tem um problema. O uso deficiente da comunicação é um dos erros cada vez mais frequentemente cometidos pelos casais. Duas pessoas em conflito não são, seguramente, bons comunicadores.
A verdade é que os dois podem até falar muito, mas sem transmitir nada de importante ou, pior ainda, utilizando as palavras para se agredirem mutuamente. Lembre-se que a comunicação é-nos inata e, portanto, surge com alguma naturalidade.
Mas, isso não significa que deixe de estar atenta à forma como comunica com o seuparceiro.
Luz verde
Comunicar bem não significa ser muito faladora, mas sim saber criar um canal através do qual se passam as mensagens necessárias para a outra pessoa. Significa também ter a capacidade de captar exactamente o que o seu companheiro pensa e utilizar esse intercâmbio comunicativo como um instrumento positivo.
A manifestação amorosa ocorre sempre de duas formas: através do que se faz e do que se diz. A comunicação é uma excelente forma de demonstrar o amor que se sente em relação ao outro.
Na verdade, a atitude de um provoca um efeito semelhante no outro, logo, opte por uma comunicação mais próxima, mais afectiva, e receberá do outro lado semelhante tratamento.
Ciúme
O seu companheiro chega a casa. Espera que ele entre no banho e, então, corre para o quarto e revista toda a sua roupa. Não sabe bem o que procura, sente-se culpada por desconfiar, mas não encontra nada que suporte essa desconfiança. Ainda assim não consegue parar.
A isto chama-se ciúme... exacerbado. Um sentimento que rói por dentro como uma voz interior que nos diz «não acredites nele». Os ciúmes exagerados alteram por completo o bem estar, desequilibram e cegam.
Quando começam a ser exagerados, quando se tem um sentimento de posse total sobre a pessoa amada, podem levar mesmo à prática de actos negativos, destrutivos, por vezes, no limite, até fatais.
Neste caso, falamos de ciúmes patológicos que não são mais do que uma obsessão em que se confunde amor com a posse. A pessoa ciumenta sente uma dupla ameaça: a sua relação está em perigo e a sua auto-estima também.
Luz verde
Os ciúmes são experimentados pelo ser humano desde a infância e, quando bem geridos, podem ser encarados como algo natural e até (quem diria!) útil. Em última análise, o ciúme alerta para o perigo de se perder a pessoa amada, levando-nos a tomar medidas para alterar algo que possa estar mal na relação.
Uma pessoa que se sente querida pelo companheiro, raramente vivencia ciúmes doentios porque, em última análise, é alguém que se sente bem consigo mesma. Quando este cenário muda e a pessoa começa a duvidar da sua capacidade de ser amada e de ser alvo de interesse do outro, entra num ciclo perigoso.
Regras-base
·Ninguém ganha no jogo das comparações.
·Os pormenores, no dia-a-dia, têm muita importância.
·É essencial valorizar a amizade num relacionamento.
·A vida a dois não é fácil, ainda que pareça.
·Devemos evitar as discussões quando estamos irritados.
·A igualdade é um dos pilares das relações saudáveis.
·Ser capaz de partilhar o elogio e de aceitar parte da culpa é fulcral.
·Temos de impor limites a nós próprios em relação ao ciúme.
Discussão
Ontem discutiram por causa da desarrumação na casa de banho. No fim-de-semana, a discussão teve a ver com o atraso na chegada ao jantar de aniversário de um amigo. Hoje discutem por causa de um problema que trouxeram do trabalho. As discussões já fazem parte do quotidiano do casal, mesmo que nenhum dos dois se aperceba disso. E a relação vai-se deteriorando.
São muitos os casais que dizem que se dão bem até irromper uma discussão entre eles. A verdade é que a relação pode correr sobre rodas, mas quando existem desacordos profundos então a situação tende a sair fora de controlo.
Luz verde
Para evitar uma escalada no tom das discussões, deve aprender a ouvir o outro mas também a saber transmitir as suas ideias. Desde logo, é importante que fale dos assuntos mais complicados apenas quando se sentir próxima do seu companheiro e nunca quando se sentir irritada. Desta forma, evita que ele adopte uma postura defensiva e garante uma resposta mais satisfatória da parte dele.
Habitue-se também a falar sobre coisas que lhe agradam e não apenas sobre as que a incomodam. Inclua um comentário sobre as qualidades do seu companheiro quando lhe chama a atenção para algo. A troca de ideias não deverá durar mais de 15 a 20 minutos, aproveitando ainda para não fugir à questão principal e não abrir feridas antigas.
Esta é, provavelmente, uma das ideias mais difíceis de seguir mas também das mais importantes. Quase todos nós quando começamos a falar sobre algo que nos incomoda, temos tendência a relacioná-lo com o passado, mas isso acaba por enfraquecer o poder e a eficácia do que se está a dizer.
Finalmente, aprenda a escutar o seu companheiro e tenha muito cuidado com o que diz: as palavras que magoam já não podem ser retiradas.
Identidade pessoal
Se acredita que o facto de se anular é determinante para agradar ao seu parceiro, que a sua existência deve girar em torno da vida dele ou que deve deixar de ser quem é para tornar o seu companheiro mais feliz, então está a seguir um caminho errado. Um relacionamento amoroso de sucesso exige igualdade entre os dois elementos do casal.
Se assim não for, a longo prazo, a relação acaba por ceder graças ao peso do desequilíbrio.
Luz verde
Nenhum dos elementos do casal pode ser mais importante do que o outro, nenhum deve estar mais envolvido ou ser mais dedicado. Os relacionamentos fortes e saudáveis constroem-se sobre noções de equidade, pelo que o respeito pela personalidade e pelos direitos de cada membro do casal é extremamente relevante.
Os sonhos individuais de cada parceiro devem ser apoiados mesmo que sejam totalmente diferentes e não apenas os desejos e ambições de um dos elementos da relação em detrimento dos do outro. Manter o seu sentido de autonomia individual, de independência e de igualdade constitui um factor determinante para o sucesso da sua relação a dois.
Partilha
Intencionalmente (ou nem por isso), todos temos tendência a atribuir a nós próprios os louros quando algo corre bem e a culpar os outros quando algo corre mal. Temos três vezes mais tendência a enfatizar o nome do parceiro quando uma situação é negativa e o nosso quando estão em causa acontecimentos positivos.
Resultado? Acrescentamos à lista de discussões mais um motivo de conf lito e perdemos uma boa oportunidade de mostrarmos ao nosso parceiro o quanto gostamos dele.
Luz verde
Se divide a sua vida com alguém, saiba que é importante aprender a partilhar o elogio e a aceitar parte da culpa. Desta forma, estará a contribuir para uma relação mais feliz. Torna-se indispensável que assuma plenamente o seu papel nessa relação, aceitando o seu lado bom e mau, mas também aprendendo a elogiar o seu companheiro, a dizer o quanto gosta dele e a sublinhar a falta que ele lhe faz.
Na verdade, não há altura mais importante para demonstrar carinho, apoio e dizer que valorizamos o outro como quando as dificuldades surgem. Não caia na armadilha de pensar que ele já sabe que o ama.
Repita-lhe essa frase muitas vezes.
Sexualidade feliz
Muito do êxito da sua relação depende de um bom relacionamento sexual. É essencial que as necessidades de cada um sejam tidas em conta. O facto de um dos elementos do casal estar profundamente infeliz com esta área da vida conjugal, acabará por ter um impacto negativo na relação.
Esta situação é também passível de conduzir o outro parceiro a pensar que já não é amado, chegando a sentir-se zangado. Neste caso, a postura defensiva é a pior estratégia que se pode adoptar. A solução passa por enfrentar o problema.
Caso o casal perceba que não está a conseguir ultrapassar a situação, deve recorrer a ajuda especializada, o mais rapidamente possível.
Texto de Claudia Marina Fotos da Net António Inglês
Talvez você não saiba, mas os animais ao redor do mundo têm um dia especial só para eles. O dia mundial dos animais, 4 de 0utubro, foi lançado em 1931 numa convenção de ecologistas para chamar a atenção do infortúnio das espécies em extinção. Desde então, seu âmbito foi ampliado, passando a abarcar o reino animal como um todo.
À luz do dia mundial dos animais, o partido mundial dos animais (PAW, Party for Animals Worldwide) chama a atenção das pessoas para as inúmeras associações beneficentes para animais em todo o mundo, que se esforçam para ajudar e proteger os animais do sofrimento.
O PAW é uma organização única, criada recentemente para ajudar a levantar fundos e consciencializar as pessoas sobre associações beneficentes para animais, em eventos de música ao vivo. O PAW já ganhou o apoio de muita gente célebre, desde artistas a músicos, passando por muitas outras profissões.
Por que o dia Mundial dos Animais é dia 4 de Outubro ?
Porque este é o dia de São Francisco de Assis, o Protector dos Animais.
Ele tinha uma relação muito especial, de muito respeito com os animais e há alguns anos o Papa João Paulo II decretou São Francisco de Assis como o padroeiro da ecologia, pelo reconhecido amor a todas as criaturas.
Francisco de Assis foi sepultado em 4 de Outubro de 1226 e canonizado em 1228.
Muitos erros e atrocidades são cometidos contra os animais, por falta de conhecimento, pela ganância ou em nome de tradições culturais. Isso ainda acontece em muitos lugares do planeta.
Ainda hoje vemos situações que não podem ser aceites sem pelo menos um sentimento de forte indignação. Abrigos superlotados com animais abandonados à própria sorte pelos seus donos, maus-tratos, envenenamentos, venda ilegal de animais selvagens; ursos torturados na China; circos; caça às baleias; feiras de animais sem controle sanitário; uso de animais em testes para cosméticos; projectos de lei que perpetuam os maus-tratos e uso em experiências científicas.
Algumas regras para ajudar-mos os animais:
*Lembrar de pensar nos animais que compartilham o planeta Terra connosco.
*Cada um de nós pode fazer alguma coisa para ajudar a protegê-los.
*Nas cidades : cuidar e proteger os animais de estimação, com alimentação, abrigo, cuidados veterinários, não deixando que eles se reproduzam se não tiverem condições de cuidar dos filhotes, e explicando a toda gente, que não se pode abandonar animais sozinhos nas ruas, que eles não sobrevivem sozinhos e correm muitos perigos.
*Nas florestas : não retire os animais de seu habitat natural, ajudando a preservar os ecossistemas, a limpeza das águas dos rios; combata a poluição, a não limpeza das matas, e as queimadas.
*Respeite os animais não-domesticados que convivem connosco nas cidades, como pardais, lagartixas, corujas, sapos, morcegos, e tantos outros, eles são importantes para o equilíbrio natural.
*Pesquise mais sobre os animais e suas necessidades
*Use a criatividade e a imaginação
*Procure saber se na sua cidade existem entidades protetoras de animais, converse com as pessoas envolvidas, conheça mais sobre o trabalho que desenvolvem.
Existe um caminho a ser seguído, que é o respeito a todas as formas de vida, tanto nos aspectos mais básicos, como no abrigo e alimentação, direito a afecto, à liberdade e à vida.
Adopte um animal sim, mas faça-o em consciência. Nas Caldas da Rainha poderá fazê-lo todos os sábados de manhã, na Praça da Fruta no ínicio da Rua do Comércio.
O paradoxo de nosso tempo na história é que temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos; auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos; gastamos mais, mas temos menos; nós compramos mais, mas desfrutamos menos. Temos casas maiores e famílias menores; mais medicina, mas menos saúde. Temos maiores rendimentos, mas menor padrão moral. Bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma irresponsável, rimos de menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos muito facilmente, ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais, raramente paramos para ler um livro, ficamos tempo demais diante da TV (e dos PC's) e raramente pensamos...
Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores. Falamos demais, amamos raramente e odiamos com muita frequência. Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida. Adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida à extensão de nossos anos. Já fomos à Lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua e nos encontrarmos com nosso novo vizinho. Conquistamos o espaço exterior, mas não nosso espaço interior. Fizemos coisas maiores, mas não coisas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma. Estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta; de homens altos e carácter baixo; lucros expressivos, mas relacionamentos rasos. Estes são tempos em que se almeja paz mundial, mas perdura a guerra no lares; temos mais lazer, mas menos diversão; maior variedade de tipos de comida, mas menos nutrição.
São dias de duas fontes de renda, mas de mais divórcios; de residências mais belas, mas lares quebrados.
São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade também descartável, ficadas de uma só noite, corpos acima do peso, e pílulas que fazem de tudo: alegrar, aquietar, matar.
É um tempo em que há muito na vitrine e nada na dispensa; um tempo em que a tecnologia pode levar-lhe estas palavras e você pode escolher entre fazer alguma diferença, ou simplesmente apertar a tecla Del
Autor desconhecido
Acrescento eu que vivemos num mundo de faz de conta, em que os valores morais se ficam pelas gavetas mais baixas da cómoda. O conceito de família deixou de ser o que era e a memória passou a ser muito curta. A violência passou a fazer parte do quotidiano e o romantismo é coisa rara. As famílias estão cada vez mais endividadas sem que se chame à responsabilidade quem disso foi culpado, e refiro-me a quem nos persegue hoje para cumprir-mos com as nossas obrigações. Foram eles que nos andaram anos a fio a “bombardear” com propostas de crédito, esquecendo que um dia o feitiço se podia virar contra o feiticeiro. Hoje é fácil, basta tão só atrasar-mo-nos num qualquer pagamento ao Estado e temos os bens na “praça”, o que não acontece no sentido inverso. É que o Estado é de entre todos o pior pagador, paga tarde e a mais horas e ninguém lhe pede satisfações. Opovo está pobre, cada vez mais pobre porque os pobres aumentaram e os ricos cada vez mais ricos. E a coisa complica-se ainda mais porque a sociedade está doente, está a perder valores e agrava-se dia a dia sem que muitas vezes nos apercebamos que as dificuldades, para além das nossas casas andam de braço dado com os nossos vizinhos, alguns deles nunca pensaríamos que alguma vez pudessem senti-las. E este é um dos piores quadros da actual sociedade, a “pobreza envergonhada” que trás a angustia a milhões de portugueses.
Foram anos de vacas gordas que acabaram e durante os quais se foi “tirando onde fazia falta e pondo onde fazia vista”. O preço está aí mas quem o paga é o pobre que trabalha (quando tem emprego ) e não vejo jusiça social em parte nenhuma. É a população que paga e sustenta anos de má gestão, que não vê os seus vencimentos aumentarem na justa proporção da inflação, que paga os combustíveis mais caros da Europa e que nunca assistiu à contenção dos vencimentos dos deputados da nação, porque esses na altura própria veem a carteira a engoradar, sem que nessas alturas se pense em contenção de ordenados ou no estado da nação.
Nunca se viveu tanto da “cunha” e a corrupção é o pão nosso de cada dia. Os grandes senhores, administradores, banqueiros e autarcas vão dando provas da sua pouca qualificação para os cargos, alguns deles são mesmo acusados de ilegalidades e irregularidades, mas a vidinha vai-lhes sorrindo, e nós os “desgraçadinhos” do costume, ao mais pequeno atraso somos... suspeitos, arguidos, criminosos e... maus pagadores. E não defendo que quem erra não tem de pagar. Mas a justiça anda muito afastada do nosso convívio. Vá lá alguém perceber o mundo em que vivemos.
Numa reflexão final, vivemos a sofrer as consequências de muitos poderosos que do alto da sua “soberba” e “ganância” não olharam a meios para atingirem os fins e quem se lixou foi.... é o “mexilhão”.
Tenhamos fé em melhores dias porque se a perdermos será a última “machadada” no que nos resta...