domingo, 4 de maio de 2008

ADEUS CAMPEÕES EUROPEUS! OLÁ UEFA!

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Esta noite na Reboleira, os adeptos encarnados ficaram como a águia, envergonhados.

Foram 90 minutos de um futebol incaracterístico, sem garra, sem chama, sem ideias para quem queria chegar ao segundo lugar.


Já não chegam os Baptistas, agora até os próprios jogadores boicotam o futebol do clube.

Francamente, golos de baliza aberta, como é possível???



Jogando desta forma, andam jogadores, dirigentes e adeptos à procura da champions, e parece que nem com binóculos ou telescópios a encontram.



Falaram de Fernando Santos, de Camacho e afinal, tendo de ganhar o jogo, Fernando Chalana teve receio e continuou com quatro defesas. Claro ainda tem esperanças de pelo menos chegar ao terceiro lugar...


Dou graças a Deus que o campeonato termina agora porque senão nem à UEFA iríamos.

Dou graças pelo fim do campeonato e aos seis pontos que tiraram ao Belenenses porque senão... nem à UEFA...



No próximo fim de semana, chegamos ao fim deste sofrimento e a águia altaneira, vai ficar depenada, pois nada se ganhou este ano.

Vi bem a expressão de Rui Costa no fim do jogo, só que ele não conseguiu ver a minha.



Andou o Senhor Luís Filipe Vieira preocupado e aos gritos com o apito dourado. Pois que ande, mas deixe o futebol para quem sabe.



Cá para mim uma das cláusulas que deveria estar nos contratos de jogadores daqui para a frente era esta:

- Para bem do Sport Lisboa e Benfica, fica acordado entre as partes, que os jogadores de campo não poderão em condição alguma interferir na gestão financeira do clube, da mesma forma os dirigentes do clube não poderão interferir na gestão do futebol.



Vamos ver se no fim disto tudo esta águia não parecerá mais um frango que outra coisa...

Lamento que nós Benfiquistas tenhamos chegado a isto! Ficar com mais empates que vitórias no fim do campeonato... que é isto? Que equipa é esta? Que futebol é este?



Que tristeza franciscana!!! Quando é que se convencem que os bons jogadores fazem os bons resultados e as boas casas?

António Inglês

DIZEM QUE HOJE É O TEU DIA MÃE!

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Dizem que este é o teu dia Mãe, mas tu não ligues, não dês muita atenção a estas coisas.

Sabes como é esta rapaziada, sempre a arranjar pretexto para celebrarem qualquer coisa todos os dias. Todos os dias são dias de... . Isto é fruto de quem não tem mais nada que fazer e depois mandam cá para fora com este dia 4 de Maio como se fosse o dia das Mães.

Lembras-te? Antigamente diziam que era o dia 8 de Dezembro e eu nessa altura era “piqueno”... e como gostava que o dia chegasse... quando me lembrava...

Era o Pai que me trazia sempre qualquer coisa para te enganar, dizendo que era eu que te dava uma prendinha... como se eu me lembrasse do dia realmente...

Ele sempre foi assim, com aquela mania de que se lembrava de tudo e que o mundo girava à volta dele. Lembras-te? E nós acreditávamos... era mesmo isso que acontecia.

Ele fazia girar tudo à nossa volta. As suas vontades eram ordens. Como foi bom ser criança pertinho de vocês. Como nos sentíamos seguros perto dele...



Lembras-te Mãe, vinhas ter comigo todos os dias, logo de manhã, e como soavam bem as tuas palavras àquela hora.

Hoje, neste dia que dizem ser o teu, já não vens ao meu encontro e vou ser eu a ir ter contigo um dia destes. Fica aqui a promessa e sabes como não gosto de faltar ao prometido.

Olha Mãe, se estiveres a ler esta minha carta ao pé do Pai, não lhe contes o que escrevi. Sabes como ele sempre foi e se haviam coisas de que eu não gostava era ver essa ciumeira toda, muito menos provocada por mim.

Fica bem e com a certeza de que todos os dias serão os teus dias, para o resto da minha vida. Tudo o que possas ouvir para além disto é da cabeça de quem nunca te conheceu, e por isso não lhes dês muita importância.



Um xi-coração do tamanho do mundo e se o Pai estiver aí perto chamo-o para perto de nós. Deixa que ele se abrace também em nossos braços. Só assim foste minha Mãe e Ele foi o grande culpado.

Tem de ser rápido porque começam os olhos a não deixar que te escreva mais.

Fiquem bem meus amores.

Ah já me esquecia... elas por certo lembraram-se tal como eu, mas mesmo assim deixo-vos aqui também um beijo das manas. Sabes? Estas coisas ficam sempre bem ao mano velho! E não se preocupem com elas, eu estou de olho nas "nossas meninas"

Teu filho António

4 de Maio de 2008

A LENDA DA PRINCESA FÁTIMA

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Fátima, jovem e bela princesa moura, era filha única do emir, que a guardava dos olhos dos homens numa torre ricamente mobilada, tendo por companhia apenas as aias e, entre elas, a sua preferida e confidente Cadija.




Apesar de estar prometida a seu primo Abu, o destino quis que Fátima se apaixonasse pelo cristão que seu pai mais odiava, Gonçalo Hermingues, o "Traga-Mouros", o cavaleiro poeta que nas suas cavalgadas pelos campos via a bela princesa à janela da torre.




Rapidamente o coração do cavaleiro cristão se encheu daquela imagem e sabendo que a princesa iria participar no cortejo da Festa das Luzes, na noite que mais tarde seria a de S. João, preparou uma cilada de amor.




No impressionante cortejo de mouras e mouros, montando corcéis lindamente ajaezados, Fátima era vigiada de perto por Abu. De repente, os cristãos liderados pelo "Traga-Mouros" saíram ao caminho e Fátima viu-se raptada por Gonçalo.



Mas Abu depressa se organizou e partiu com os seus homens em perseguição dos cristãos e a luta que se seguiu revelou-se fatal para o rico e poderoso Abu. Como recompensa pelos prisioneiros mouros, Gonçalo Hermingues pediu a D. Afonso Henriques licença para se casar com a princesa Fátima, a que o rei acedeu com a condição que esta se convertesse.





A região que primeiro acolheu os jovens viria a chamar-se Fátima, mas a princesa, já com o nome cristão de Oureana, deu também o seu nome ao lugar onde se instalaram definitivamente, a Vila de Ourém.




Texto e Fotos da Net

António Inglês

sábado, 3 de maio de 2008

PORENTREMONTESEVALES ESTÁ EM FESTA!

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AMIGOS



Quando em 10 de Junho de 2007 iniciei este espaço, jamais poderia imaginar que um dia chegaria a ter 20.000 visitantes. Era impensável naquele dia, ainda não passou um ano. Certamente que a diversidade de temas que abordo me possibilitaram este número, e na maioria das vezes que os que por aqui passaram o fizeram talvez por engano, cativados por essa imensidão de temas que me fez chegar já às 462 postagens.

É obra! Para quem nada percebia de informática! É obra! Para quem nada percebe de informática! É obra! Para quem nada perceberá de informática! É obra!

Com 328 dias feitos, estes números apontam para uma média de 61 visitantes diários, o que me deixa cheio de orgulho.



Como me encontro numa encruzilhada de tempo, onde o mesmo me falta, no próximo dia 10 de Junho de 2008, tomarei uma decisão sobre a continuidade ou não deste meu espaço.

Já sei o que muitos de vós me irão dizer. Que poderei refrear os meus ímpetos, postar menos e vir menos vezes, mas continuar, etc. etc. etc. Pois é, mas a minha forma de estar e o muito carinho que ganhei a muitos de vós, aliada a uma forte vontade de postar diariamente, não mo permitem. Acreditem que se pudesse faria postagens de cinco em cinco minutos.



É como todos os vícios que se apanham. Eu apanhei este e dificilmente me livrarei dele nos tempos mais próximos. No entanto, como não gosto de me sentir ingrato, e a escassez de tempo me priva de vos visitar como desejaria, encontro-me em reflexão profunda, sem definição sobre “que futuro?”, apenas com a certeza de que não deixaria nunca os amigos que aqui fiz. De uma forma ou de outra encontrarei o circuito próprio para os continuar a visitar e com eles falar nem que seja por simples email.



Não posso deixar passar em claro neste momento de “hora buena” para felicitar o visitante 20.000 que por coincidência é meu cunhado, e que aqui para a gente deve ter estado mais que atento para entrar na altura certa.

Reclama ele um prémio por esse facto, e o Porentremontesevales não ficou insensível ao pedido, pelo que, depois de reunidos os responsáveis deste blog, ou seja EU, ficou decidido em reunião de administração, que lhe será outorgado um diploma de distinção pelos muitos anos que leva em aturar a sua distinta mulher, minha digníssima irmã, facto que lhe deu a possibilidade de me conhecer e por isso mesmo ter acesso a este meu “Condomínio”. Ficou também aprovada, a oferta de um cruzeiro do Chão da Parada até São Martinho do Porto, em camarote de primeira, em regime de café e bolachas. A viagem de ida e volta, inclui ainda uma “bojeca” na esplanada do “Baía do Oeste”, devidamente acompanhada de “tremoços e pevides”, e uma visita guiada à localidade (opcional).



Mais a sério, deixo um agradecimento muito vigoroso e sincero a todos que permitiram que este número mágico fosse atingido, e que me foram dando prova de muitas amizades que nunca pensei encontrar desta forma tão virtual, mas que por vezes se confunde com a vida real, tão sincera e gentil tem sido a amizade que muitos me têm dedicado.



Bem hajam amigos, que Deus vos proteja a todos e que as vossas vidas se inunde de paz, amor, solidariedade, saúde e .... algum dinheiro, que dizem uns quantos, não dá felicidade, mas ajuda muito, digo eu.

Um grande abraço a todos!



03 de Maio de 2008

António Inglês


A LENDA DA NOITE DE S.SILVESTRE - ILHA DA MADEIRA

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Esta lenda assegura que há muitos, muitos anos existia no oceano Atlântico uma ilha fabulosa, a Atlântida, e nela vivia a civilização mais maravilhosa de sempre. Os seus habitantes, que Platão dizia descenderem dos amores do Deus Poseidon com a mortal Clito, tornaram-se tão arrogantes que tiveram um dia a pretensão de conquistar todo o mundo, ousando mesmo o seu rei desafiar os céus.



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Foi então que ouviu a voz do Deus verdadeiro dizer-lhe que nada poderia contra o poder divino. Mas o teimoso rei voltou a desafiá-lo e decidiu conquistar Atenas, mas, durante a batalha o rei da Atlântida ouviu a voz de Deus dizer-lhe que a vitória seria de Atenas para castigar a sua arrogância e ingratidão. À derrota seguiram-se terríveis tempestades, terramotos e inundações que engoliram a bela Atlântida para todo o sempre.



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Passaram-se muitas centenas de anos até que um dia a Virgem Maria se debruçava dos céus sobre o oceano, sentada numa nuvem quando São Silvestre lhe veio falar. Aquela era a última noite do ano e São Silvestre achava que deveria significar algo de diferente para os homens, ou seja, marcar uma fronteira entre o passado e o futuro, dando-lhes a possibilidade de se arrependerem dos seus erros e de terem esperança numa vida melhor.



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Nossa Senhora achou muito boa ideia e então confiou-lhe qual a razão porque estava a observar o mar com uma certa tristeza: lembrava-se da bela Atlântida que tinha sido afundada por Deus por causa dos erros e pecados dos seus habitantes.



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Enquanto falava, Nossa Senhora deixava cair lágrimas de tristeza e misericórdia porque a humanidade, apesar do castigo, não se tinha emendado. Emocionado, São Silvestre reparou que não eram apenas lágrimas que caíam dos olhos da Senhora, eram também pérolas autênticas que caiam dos Seus olhos.



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Foi então que uma dessas lágrimas foi cair no local onde a extraordinária Atlântida tinha existido, nascendo a ilha da Madeira que ficou conhecida como a Pérola do Atlântico. Dizem os antigos que durante muito tempo, na noite de S. Silvestre quando batiam as doze badaladas surgia nos céus uma visão de luz e cores fantásticas que deixava nos ares um perfume estonteante.



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Com o passar dos anos essa visão desapareceu, mas o povo manteve-a nas famosas festas de fim de ano com um maravilhoso fogo de artifício a celebrar a Noite de S. Silvestre.



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Texto e Fotos da Net



António Inglês