Como um «vulcão em actividade», na descrição da imprensa da época, o Teatro de S. João ardeu completamente na noite de 11 para 12 de Abril de 1908. Foi a quarta sala de espectáculos do género a ser consumida pelas chamas na cidade do Porto. Renasceu das cinzas.
Foi por volta da meia-noite de 11 para 12 de Abril de 1908 que os bombeiros portuenses foram chamados a atacar um incêndio que por essa hora já lavrava no palco do Teatro do São João, no Porto. Quando os primeiros chegaram ao edifício na Praça da Batalha, tiveram logo a percepção de que dificilmente poderiam salvar o teatro lírico que era a jóia da coroa da cidade e que tinha sido inaugurado 110 anos antes, em resposta à abertura em 1793, do Teatro de S. Carlos, em Lisboa.
Passadas algumas horas em que «o vasto edifício, vomitando chamas, dava a ideia d’um vulcão em actividade» - como reportou o Primeiro de Janeiro na sua edição do dia 12, um domingo-, o S. João ficava reduzido a quatro «derruídas paredes», para desespero das pessoas que entretanto se acotovelavam «num murmúrio de pesar».
Restava, como consolação para muitos portuenses, o facto de o incêndio não ter provocado vítimas, como duas décadas atrás tinha sucedido na tragédia do Teatro Baquet, bem perto dali, onde pereceram mais de uma centena de pessoas – também sem vítimas humanas, dois outros teatros tinham sido destruídos pelas chamas, nos trinta anos anteriores: o Trindade, na Cancela Velha (onde agora é o Palácio dos Correios), e o Variedades (do célebre Actor Taborda), nas Carmelitas.
O Teatro de S. João fora inaugurado a 13 de Maio de 1798, dia do 31º aniversário do príncipe D. João (futuro D. João VI), o que explica a designação inicial de Teatro do Príncipe – seria depois Theatro de S. João e finalmente, apenas S. João. A sua construção foi iniciativa de D. Francisco de Almada e Mendonça, co-regedor e obreiro da urbanização da baixa do Porto no final do século XVIII, que conseguiu mobilizar os notáveis da cidade para uma subscrição de acções para esse fim.
O autor do projecto foi o arquitecto italiano Vicente Mazzoneschi (que tinha sido cenógrafo de S. Carlos). Mas, por razões económicas, e também por algumas preocupações com o risco de incêndios (que, afinal, não se mostraram eficazes), o edifício construído ficou aquém do projecto original de Mazzoneschi, principalmente na sua face exterior, cuja sobriedade, e até pobreza, contrastava com o interior, que ostentava a mesma riqueza barroca do seu congénere de Lisboa.
O edifício na Batalha foi construído para substituir o seu antecessor, o Teatro do Corpo da Guarda, instalado no Palácio do Conde de Miranda e inaugurado a 15 de Maio de 1762, tornando-se então no primeiro palco lírico no país.
No mesmo lugar onde ardeu o S. João foi depois construído um novo teatro, num projecto do arquitecto Marques da Silva, que foi inaugurado a 7 de Março de 1920. É o actual Teatro Nacional S. João, onde o Porto continua a rever-se na sua marcante história cénico-lírica.
Por Sérgio C. Andrade no Sexta de 11 de Abril de 2008.
O Teatro de São João ocupa um quarteirão da zona alta do centro histórico. É um edifício clássico, com ornatos alegóricos à dor, bondade, ódio e amor e está classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Dec. nº 28/82, DR 47 de 26 Fevereiro 1982.
O edifício do Teatro Nacional S. João, no Porto, exibe nas paredes laterais oito máscaras em relevo, quatro em cada lado, pormenores que geralmente passam despercebidos pela tendência de olhar para o todo.
Localização
Praça da Batalha - Porto Distrito: Porto Concelho: Porto Freguesia: Santo Ildefonso
Esta noite estou assim amigos. Queria estar bem, mas não posso. A vida enrola-se e entorta-se de tal maneira que nos provoca estes amargos de boca. Porque terá de ser assim? Alguém tem resposta? António
Aligeirando um pouco o ambiente pesado que estas notícias de “corrupção” sempre nos deixam, se bem que não sejam novidade e quando aparecem as encaremos já com naturalidade, descobri um dia destes este pequeno filme sobre um árbitro de futebol brasileiro, que introduzia nas suas actuações alguma graciosidade que acredito, a todos deixava sem resposta.
A sua forma dançarina e peculiar de arbitrar, emprestava ao espectáculo futebol, um clima engraçado que naturalmente traria ao semblante dos jogadores um sorriso, contrariando assim, as “carantonhas” acompanhadas verbalmente de impropérios que a proximidade das camaras de televisão, sempre deixam perceber.
Como hoje quinta-feira, 10 de Abril de 2008, teremos o Sporting Clube de Portugal, último e único representante do nosso país em competições internacionais esta época, tentando passar às meias finais da Taça UEFA, quem sabe se não seria de todo interessante que a arbitragem de logo à noite em Alvalade, introduzisse esta vertente artística na contenda.
De uma coisa estou certo, na minha qualidade de benfiquista até à morte, afirmo com toda a convicção, que teria preferido ver este antigo árbitro brasileiro no último jogo Boavista-Benfica, que Lucílio Baptista. Pelo menos, mesmo empatando o jogo, teria sorrido e deixado o sofá onde vejo os jogos do meu SLB ( a vida está difícil...), com uma disposição diferente daquela com que fiquei. (Vá lá perceber-se porquê?)
Brincadeiras à parte, deixo aqui os votos de um bom jogo ao Sporting Clube de Portugal, desejando que passe a eliminatória com o Rangers, de forma limpinha, sem erros de arbitragem que infelizmente têm deixado muito a desejar cá pelo nosso burgo.
Uma amiga, enviou-me por mail este dois vídeos que quero partilhar convosco.
Como estamos em maré de falar em corrupção,ficamos sempre com a dúvida de como irá reagir a nossa Justiça aos muitos processos que se estão a acumular nos tribunais. É que as decisões tardam tanto em sair para a opinião pública, que quando acontecem, quase já nos tínhamos esquecido do processo. Muitos casos mediáticos são disso exemplo.
O lamentável disto tudo é que o nosso país seja falado lá fora pelas piores razões. Não tenho razão?
José Sá Fernandes, vereador da Câmara Municipal de Lisboa, é o protagonista de uma reportagem da cadeia de televisão árabe AlJazeera , que apresenta Portugal como «um dos países mais pobres da Europa» e a «corrupção» como causa do seu atraso.
A 9 de Abril de 1920, na Freguesia e Concelho de Rio Maior, no seio de uma família humilde e modesta, outrora senhora de alguns bens significativos, nascia um belo rapaz a quem foi dado o nome de Joaquim. Fora o segundo filho de três que a referida família teve, sendo que o primeiro veio a falecer ainda muito novo por motivos mal explicados desde então. Consta que um outro rebento teria nascido, uma menina, mas que teria falecido também, não havendo no entanto confirmação de tal.
Desde muito novo, soube o que eram as dificuldades da vida rural. Pai e mãe viviam daquilo que a terra dava, se bem que um seu avô tivesse tido em tempos uma empresa de Transportes. Na época, esta actividade era constituída por carroças, de tracção animal portanto, que transportavam as mais variadas coisas entre as diversas terras circundantes. Seu pai, Manuel acabou por desbaratar o património que esse tal avô lhes deixara, pois os copitos dele depressa se apossaram. De grão na asa, o Manuel foi vendendo ao desbarato, vinhas e olivais, e depressa se viram reduzidos a umas escassas centenas de metros de terreno, onde existia a casa onde moravam.
A Escola Primária foi feita numa aldeia vizinha. O percurso de casa para a Escola e vice-versa era feito a pé, um sem número de vezes descalço porque dinheiro não havia e sapatos muito menos. Ele e o João Luís, o mais novo da família.
Com doze anos feitos, o nosso Joaquim, resolveu pôr-se ao alto com o pai, e ajudado pelo irmão, decidiram que partiriam para a capital em busca de trabalho, não sem antes terem tido a garantia de que nada mais seria vendido.
Se bem pensaram, assim fizeram e o Joaquim veio para Lisboa, para casa de uns amigos quase conterrâneos, que lhe deram guarida, enquanto ele se empregou num pequeno negócio de mercearia ali para os lados do Alto do Pina, como marçano. Na época, as grandes superfícies eram miragem, e o pequeno comércio de bairro era rei e senhor das diversas actividades que vendiam os produtos que faziam falta à vida de todos os cidadãos. Desta forma, as senhoras iam à mercearia fazer as suas compras, e como normalmente eram para o mês inteiro ou pelo menos para alguns dias, eram os marçanos, estes jovens provincianos, que durante o resto do dia iam levar a casa das freguesas as suas pesadas compras, de cabaz às costas, escada acima, escada abaixo.
Foram anos de muito sacrifício e o nosso Joaquim, tal como combinado com o irmão João Luís, escreveu-lhe dizendo-lhe que era chegada a hora de também ele vir para Lisboa. Foi o que aconteceu. O João Luís, passado algum tempo estava na capital, junto do irmão, e estudando para ser alguém na vida.
Em casa dos pais, o dinheirito começou a aparecer e não mais houve tentação de vender fosse o que fosse.
Os tempos foram passando, e o nosso Joaquim veio a padecer de um erro de infância, que lhe veio a custar muito caro anos mais tarde.
Em garoto, e ainda na terra, brincando com amigos de infância, resolveu saltar um muro, atrás de uma bola de trapos que os entretinha durante os tempos livres.
Mal calculado o salto, o Joaquim acabou por deslocar um osso da articulação da bacia, que por medo, primeiro dos pais, e depois da ida ao médico, nunca chegou a resolver.
Também médicos naquela altura eram difíceis de consultar, por faltarem e por não haver dinheiro suficiente para tal.
Já crescidinho, e por não querer ser operado ao defeito que tinha gerado na perna em garoto, o nosso homem foi aconselhado a tentar ir para um Hospital/Sanatório no Alto Minho, perto de Afife, conhecido por Sanatório da Gelfa, pois o sol, embrulhado nos braços de um cheirinho a sargaço, emprestava alguns benefícios aos ossos e podia ser que melhorasse. Era pelo menos essa a convicção dos médicos da altura.
Assim fez e para lá foi com os seus dezassete/dezoito anos. Todos os dias, ele e os companheiros ali internados, eram colocados nos enormes varandins que o Hospital tinha, deitados, apanhando sol.
Era costume, durante as tardes, as moçoilas da terra mais próxima, a tal Afife, virem para as zonas limites do Sanatório pastar as vacas que eram o grande suporte da labuta do campo, puxando lindíssimos e pachorrentos carros de vacas, carregadinhos de milho, predominante na região.
O Joaquim, perdeu-se de amores então por uma dessas belas minhotas, que lhe correspondeu aos anseios, ficando-se sem saber se a partir daquele momento, ela ia para lá pastar as vacas da casa de lavoura a que pertencia, ou se era para catrapiscar o seu Joaquim.
Pegou o namoro mas o nosso Joaquim teve de regressar a Lisboa. Trocaram correspondência e poucos anos depois a Maria, assim se chamava a minhota, com ele veio ter a Lisboa, para casa do pai, separado da mãe, era ela ainda muita nova. Já naquele tempo as separações existiam, claro.
Como não era pessoa de se ficar, e porque seu irmão acabara por se formar, empregou-se então nos escritórios de um armazém de tecidos, no Martim Moniz, na Baixa Lisboeta.
Estudando à noite, tirou também ele o curso comercial que lhe viria a ser valioso pela vida fora.
Chegou então o casório e o nosso Joaquim e a nossa Maria constituíram família, ficando a morar em Lisboa, primeiro em casa do pai da Maria, e pouco tempo depois num andar arrendado a meias com um outro casal amigo, dividindo assim as despesas. Eram os tempos.
Lutador por natureza, o Joaquim ajudado pela sua Maria, progrediu na vida, chegou a sócio da firma que lhe dera emprego, não sem antes ter passado dos escritórios para o sector comercial da empresa. Tal mudança tornou-se vital para sempre. Desde esse dia, a vida do Joaquim e da Maria foi feita de sucesso em sucesso. Foi assim que acabou por consolidar um razoável património, grande parte do qual deixou aos filhos.
Não se deu mal o Joaquim com a vida, nem o seu irmão João Luís, que se empregara numa empresa americana que operava em território nacional.
Do casamento do Joaquim com a Maria, nasceram três filhos, o António, o mais velho, a Otília que se lhe seguiu pouco tempo depois, e alguns anos mais tarde, provavelmente por distracção, digo eu não sei, a Teresa mais nova.
Hoje estão todos casados, todos tiveram filhos também, e cada um fez pela vida, sem grandes sobressaltos.
O nosso homem, foi ao longo da sua vida, um exemplo de dignidade, seriedade e amor pelos seus e pela sua terra. Foi por isso diversas vezes homenageado pelos seus conterrâneos, pelos seus empregados e pelos filhos. Na sua terra natal, foi atribuído o seu nome à principal rua que a atravessa, como prova de agradecimento pelo muito que fez por ela. Foi graças a ele, à sua ajuda pois, que a sua terra passou a ter luz eléctrica, água canalizada, estradas alcatroadas, Casa do Povo com posto médico uma vez por semana, Capela e muitos outros benefícios que ali foram feitos pelo Governo da época.
As suas amizades em Lisboa, isso lhe proporcionaram e ele sempre se mostrou um enorme defensor da sua Anteporta.
O seu irmão João Luís e a sua cunhada Margarida, é lá que vivem hoje, numa merecida reforma, inundados de felicidade pelos dois filhos, António e Maria João, e pelos três netos que aqueles e os cônjuges lhes deram.
O Joaquim e a Maria já deste mundo partiram, de forma prematura, um logo a seguir ao outro, porque assim o juraram durante toda a vida.
Se fosse vivo, faria hoje dia 9 de Abril de 2008,88 anos o Joaquim da nossa história, de quem me orgulho de ter como pai, esteja ele onde estiver.
O seu percurso de vida foi um exemplo, mas mesmo que o não tivesse sido, mesmo que algumas injustiças tenham deixado ficar no coração do filho algumas mágoas, mesmo que a revolta pela partida prematura nos tenha deixado de rastos, eu continuo a ter muito orgulho em ser seu filho.
Um grande beijinho e um xi-coração apertado Pai, estejas onde estiveres na companhia da Mãe, de quem nunca te separaste, muito menos em dia de aniversário.
Mando-te um sopro para te ajudar a apagar as velas, porque são 88, porque são muitas, porque estão muito longe de mim, porque te queria apertar hoje, como todos os dias do resto da minha vida e continuar a apagar velas contigo.
Queria dizer-te mais coisas mas uma teimosa lágrima não deixa. Se o teclado do meu PC ficar estragado eu mando-te a conta.
O actor americano CharltonHeston morreu, aos 84 anos, na noite deste sábado , 5 de Abril de 2008, na sua residência de BeverlyHills, em Los Angeles, segundo informou sua família.
Heston, que estava afastado do cinema há alguns anos, sofria desde 2002 de uma doença degenerativa com sintomas similares aos do mal de Alzheimer.
Ele venceu o Óscar por sua actuação no épico "Ben- Hur", em 1959, e se destacou também como 'Moisés' em 'Os 10 mandamentos'. Ele também actuou na versão de 1968 de "Planeta dos Macacos" como um astronauta.
"Aos seus amados amigos, colegas e fãs, nós agradecemos suas preces e apoio", disse a família em comunicado.
"Ninguém poderia pedir uma vida mais plena do que a dele. Nenhum homem poderia ter dado mais a sua família, profissão, e ao seu país. Nas suas próprias palavras: 'Eu vivi uma vida tão maravilhosa! Eu vivi o bastante para duas pessoas'", acrescentou
Conhecido como CharltonHeston
John Charles Carter, nasceu em Evanston, a 4 de Outubro de 1923, e faleceu emBeverlyHills, 5 de Abril de 2008. Mais conhecido como CharltonHeston, foi um actor norte-americano notabilizado no cinema por papéis heróicos em superproduções da época de ouro de Hollywood, como Moisés de Os Dez Mandamentos, JudahBen-Hur de Ben-Hur e o lendário cavaleiro espanhol El Cid no filme homónimo.
Nascido no estado de Illinois, viu seus pais se divorciarem quando tinha dez anos; com o segundo casamento de sua mãe com ChesterHeston, a família se mudou para um subúrbio de Chicago e ele adoptou o nome do padrasto. Na escola secundária, Charlton se envolveu com a cadeira de artes dramáticas e teve um resultado tão bom que recebeu uma bolsa em drama para cursar a universidade.
Em 1944 ele deixou os estudos e se alistou na força aérea do exército, onde serviu como operador de rádio de bombardeiros B-25 nas Ilhas Aleutas durante a Segunda Guerra Mundial, atingindo a patente de sargento e onde se casou com uma colega de faculdade.
Após a guerra, o casal voltou para Nova Iorque onde ele iniciou uma carreira de actor em teatro ecomeçou a aparecer em papéis históricos como Macbeth e Marco António & Cleópatra. Já usando o prenome de Charlton, ele fez seu primeiro papel no cinema em Dark City, em 1950, recebendo reconhecimento por sua actuação e chamando a atenção para seu porte.
Personagens históricos
A voz profunda e o rosto sóbrio de CharltonHeston permitiram à Hollywood dos anos 50 recriar personagens históricos e bíblicos. Com uma integridade própria de seus personagens, o actor anunciou publicamente que sofria de uma doença que lhe tirava pouco a pouco a memória e suas funções vitais, da mesma forma que ocorreu com seu "bom amigo", o ex-presidente dos Estados Unidos RonaldReagan. "Devo ter coragem e resignação", disse na ocasião Heston, quando se viu obrigado a fechar definitivamente as portas para o cinema e a qualquer actividade pública à frente da National Rifle Association, organização americana em favor das armas que liderou durante anos. Por conta disto, ele entrou no filme-documentário de Michael Moore, 'Tiros em Columbine', que retrata justamente a facilidade de se comprar armas nos EUA.
Com seu porte atlético, seus traços marcantes e seu timbre de voz, Heston se encaixou perfeitamente no tipo de estrela que Hollywood buscava para suas grandes produções dos anos 50, nas quais a indústria se inspirava na Bíblia e nos livros de história.
Além do clássico 'Ben-Hur', Heston será lembrado como 'Moisés' em "Os Dez Mandamentos" (1956) e o herói da reconquista espanhola Don Rodrigo Díaz de Vivar, em "El Cid" (1961), além de vários outros personagens históricos.
Também participou de grandes produções como "55 dias em Peking" (1963), "Terremoto" (1974) e "O Planeta dos Macacos" (1968), história que reviveu quando interpretou um pequeno papel na nova versão de Tim Burton, de 2001.
Paixão pela interpretação
John CharltonCarter, como foi baptizado, nasceu em Evanston, Illinois, em 4 de Outubro de 1924, e desde pequeno amou o teatro.
Sua paixão pela interpretação o levou a se inscrever em cursos de teatro na universidade, onde conheceu sua esposa, Lydia Marie Clarke, com quem teve dois filhos.
Com ela, interpretou várias peças de teatro, e protagonizou em 1948 a obra de Shakespeare "António e Cleópatra", que foi um grande sucesso por dois anos.
Heston foi contratado para interpretar o papel de Marco António no filme "Julius Caesar" (1949), dirigido por David Bradley, papel que lhe abriu o caminho para o estrelato. A partir daí sua carreira descolou, e ele participou de dezenas de filmes, entre eles "O Maior Espectáculo da Terra" (1952), de Cecil B. DeMille; "A Selva Nua" (1954), de Byron Haskin; "O Segredo dos Incas" (1954), de JerryHopper, "Os Dez Mandamentos" (1956), de Cecil B. DeMille, e "A Marca da Maldade" (1958), de Orson Welles. Nos anos 60 participou de filmes como "Agonia e Êxtase" (1965), "O Senhor da Guerra" (1965), "Khartoum" (1966) e "O Planeta dos Macacos" (1968).
Nos anos 70 trabalhou em filmes como "O Senhor das Ilhas" (1970), "No Mundo de 2020" (1973), "Os Três Mosqueteiros" (1973), "Terremoto" (1974) e "Aeroporto 75" (1974).
Heston teve também uma forte faceta política, e se tornou conhecido como o último bastião dos conservadores em Hollywood.
Além de ser um republicano fanático, foi um firme defensor direito dos americanos de usar armas, como demonstrou através da National Rifle Association, que presidiu durante anos.
EUA recordam CharltonHeston em meio a admiração e controvérsias
Actor americano se tornou um paradigma para a direita no final de sua vida.
Uma de suas últimas aparições foi em 'Tiros em Columbine', de Michael Moore.
Os Estados Unidos lembraram neste domingo (6) o actor CharltonHeston, que imortalizou personagens heróicos em uma época na qual este país precisava deles e que se tornou um paradigma para a direita no final de sua vida.
Heston, que morreu na noite de sábado na Califórnia aos 84 anos, é a imagem eterna de personagens como Moisés, Michelangelo e El Cid em filmes que reafirmaram a vitória do bem sobre o mal.
Seus papéis eram mensagens de calma para os americanos nos anos 50 e 60, quando as pessoas construíam bunkers improvisados em seus porões para se prepararem para um possível ataque nuclear da então União Soviética.
Papéis épicos
O candidato republicano à Presidência, John McCain, lembrou neste domingo de Heston na faceta de herói em filmes como "Os dez mandamentos", "BenHur" e "António e Cleópatra".
"Ao aceitar papéis épicos e de comando mostrou ser um dos actores mais talentosos dos EUA e seu legado será parte de nosso cinema para sempre", declarou McCain através de um comunicado.
A família de Heston afirmou que o actor, que morreu em sua casa ao lado de sua mulher, "se empenhou com paixão em todos os seus papéis".
"Ninguém poderia ter pedido uma vida mais completa do que a sua, nem ter dado mais à sua família, à sua profissão e a seu país", afirmou a família, que não divulgou a causa da morte.
Política
Heston poderia ter tido uma aposentadoria discreta, mas, como seu contemporâneo Ronald Reagan - também ator -, se interessava pela política.
Ele foi diretor do Screen Actors Guild, o principal sindicato de atores e do Instituto Cinematográfico Americano. Além disso, apoiou o movimento em favor dos direitos civis para os negros nos anos 50.
Assim como Reagan, os anos fizeram com que Heston se envolvesse cada vez mais com a direita.
O actor foi presidente, entre 1998 e 2003, da Associação Nacional do Rifle (NRA, em inglês), o poderoso lobby que rejeita qualquer controle sobre a posse de armas nos EUA.
Heston chegou a dizer que seus oponentes teriam que tirar a espingarda de suas "mãos frias e mortas".
Armas
Uma de suas últimas aparições em um filme de sucesso - contra sua vontade - foi em "Tiros em Columbine", documentário no qual o director Michael Moore persegue Heston para pedir explicações pelas vidas perdidas no país pelo crime graças às posições da NRA.
Por outro lado, para os americanos de direita Heston era um ponto de referência. O actor fez campanha por candidatos republicanos e se opôs às cotas para a entrada em universidades e outros benefícios em favor dos negros e das minorias, medidas defendidas pelos democratas.
Por isso McCain, que quer mobilizar a base conservadora para as eleições de Novembro, chamou Heston de "um líder na vida real".
"Trabalhou por este país e deu sua voz com orgulho em apoio a alguns de nossos direitos mais básicos", declarou o senador republicano.
Wayne LaPierre, diretor da NRA, afirmou em comunicado que, com a morte de Heston, "os EUA perderam um grande patriota".
"A Segunda Emenda perdeu um amigo fiel. Eu e quatro milhões de membros da NRA, assim como os 80 milhões de americanos que possuem armas e todos que se importam com a Constituição e com a liberdade, também perdemos", declarou LaPierre.
A Segunda Emenda da Constituição americana garante o direito dos cidadãos à posse de armas, algo que para Heston era fundamental.
Charlton Heston nunca escondeu que sempre foi a favor das armas - ele liderou durante anos a National Rifle Association.
Globo.com
Charlton Heston era «advogado das liberdades», afirma Bush
O presidente dos EUA, George W. Bush, afirmou que o actor Charlton Heston, falecido no sábado, era também «um grande advogado das liberdades».
«Charlton Heston era uma dos actores mais completos da história do cinema e um grande advogado das liberdades», lê- se no comunicado emitido pela Casa Branca, que sublinha que, além de «largamente aclamado pela sua longa carreira coroada de recompensas, teve também um profundo impacto fora do grande ecrã».
O chefe de Estado norte-americano, que entregou a Heston, em 2003, a Medalha da Liberdade, a mais alta distinção civil do país, sublinha que o actor era «um homem de carácter, íntegro e grande coração», tendo servido a sua pátria «serviu a sua pátria durante a Segunda Grande Guerra Mundial, além de se ter manifestado pelo movimento dos Direitos Cívicos, dirigido um sindicado e defendido vigorosamente a segunda emenda» da Constituição.
Charlton Heston, que sofria da doença de Alzheimer, morreu aos 84 anos.
Diário Digital / Lusa - 07-04-2008
António Inglês
Deixo-vos agora uma das cenas de BEN-HUR que mais marcou o actor.
Neste Dia Mundial da Saúde, OMS alertou para o aquecimento global
Mudanças climáticas podem trazer sérios problemas de saúde pública.
Organização pede coordenação entre países para controlar o problema.
O aquecimento global traz impactos para a saúde pública de todos os países e só através da colaboração internacional esse desafio poderá ser vencido -- é o que alerta a OMS no Dia Mundial da Saúde 2008, comemorado nesta segunda-feira (7).
Entre as recomendações feitas pela agência das Nações Unidas está o fortalecimento da vigilância sanitária e o controle de enfermidades infecciosas. Com o aquecimento planetário, as autoridades de saúde temem que doenças tipicamente tropicais, como malária e dengue, atinjam os países hoje mais frios do Hemisfério Norte. No Hemisfério Sul, alagamentos em algumas regiões podem fortalecer ainda mais essas doenças; em outras, a seca pode levar à desidratação e à desnutrição.
A poluição do ar promete mais casos de asma, bronquites e outros problemas de ordem respiratória, além de alergias. Também devem aumentar os casos de doenças ligadas ao stresse, que afectam coração, circulação e pulmões.
A directora-geral da OMS, MargaretChan, afirma que se as mudanças climáticas não forem combatidas, os suprimentos de comida, ar e água estão sob risco. Ela também recomenda o fortalecimento da infraestrutura de saúde em países pobres e em desenvolvimento.
O maior impacto deve ser visto em regiões rurais e remotas, que serão as primeiras a receber o impacto climático, alerta a OMS.
As razões da sua existência
O Dia Mundial da Saúde foi criado em 7 de Abril de 1948, pela Organização Mundial de Saúde – OMS, fundamentado no direito do cidadão à saúde e na obrigação do Estado na promoção da saúde. Ao longo da história da humanidade, o saneamento ambiental tem sido o instrumento mais eficaz para a promoção da saúde.
As nossas primeiras lembranças quando se fala em saúde são assistência médica, hospital, remédio... Essas coisas, no entanto, constituem apenas um componente no campo da saúde. Muitas vezes, é mais importante ter água potável, ambiente e alimentos saudáveis. Tudo isso, quando bem feito, resulta em um bom nível de saúde pública.
Saúde pública é mais do que o somatório da saúde das pessoas. É instrumento para o desenvolvimento social e económico e está intimamente relacionada com a paz, educação, habitação e equidade. É fantástico o alcance dos benefícios do saneamento ambiental, principalmente nas camadas menos favorecidas da população.