terça-feira, 8 de abril de 2008

NUMA FELIZ COINCIDÊNCIA, COMEMOROU-SE ONTEM, DIA 7 de ABRIL de 2008, O DIA MUNDIAL DA SAÚDE.

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Neste Dia Mundial da Saúde, OMS alertou para o aquecimento global



Mudanças climáticas podem trazer sérios problemas de saúde pública.
Organização pede coordenação entre países para controlar o problema.

O aquecimento global traz impactos para a saúde pública de todos os países e só através da colaboração internacional esse desafio poderá ser vencido -- é o que alerta a OMS no Dia Mundial da Saúde 2008, comemorado nesta segunda-feira (7).

Entre as recomendações feitas pela agência das Nações Unidas está o fortalecimento da vigilância sanitária e o controle de enfermidades infecciosas. Com o aquecimento planetário, as autoridades de saúde temem que doenças tipicamente tropicais, como malária e dengue, atinjam os países hoje mais frios do Hemisfério Norte. No Hemisfério Sul, alagamentos em algumas regiões podem fortalecer ainda mais essas doenças; em outras, a seca pode levar à desidratação e à desnutrição.

A poluição do ar promete mais casos de asma, bronquites e outros problemas de ordem respiratória, além de alergias. Também devem aumentar os casos de doenças ligadas ao stresse, que afectam coração, circulação e pulmões.

A directora-geral da OMS, Margaret Chan, afirma que se as mudanças climáticas não forem combatidas, os suprimentos de comida, ar e água estão sob risco. Ela também recomenda o fortalecimento da infraestrutura de saúde em países pobres e em desenvolvimento.

O maior impacto deve ser visto em regiões rurais e remotas, que serão as primeiras a receber o impacto climático, alerta a OMS.


As razões da sua existência

O Dia Mundial da Saúde foi criado em 7 de Abril de 1948, pela Organização Mundial de Saúde – OMS, fundamentado no direito do cidadão à saúde e na obrigação do Estado na promoção da saúde. Ao longo da história da humanidade, o saneamento ambiental tem sido o instrumento mais eficaz para a promoção da saúde.

As nossas primeiras lembranças quando se fala em saúde são assistência médica, hospital, remédio... Essas coisas, no entanto, constituem apenas um componente no campo da saúde. Muitas vezes, é mais importante ter água potável, ambiente e alimentos saudáveis. Tudo isso, quando bem feito, resulta em um bom nível de saúde pública.

Saúde pública é mais do que o somatório da saúde das pessoas. É instrumento para o desenvolvimento social e económico e está intimamente relacionada com a paz, educação, habitação e equidade. É fantástico o alcance dos benefícios do saneamento ambiental, principalmente nas camadas menos favorecidas da população.

Textos da Net e da globo.com
Fotos da Net

segunda-feira, 7 de abril de 2008

OS NOVE PECADOS QUE NOS PODEM CAUSAR VÍCIOS X! (CONCLUSÃO)

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Importa fazer aqui um pequeno balanço da situação relativamente às postagens que acabei de fazer e que se relacionaram com o tema que encontrei numa das edições da Revista Visão.

Pareceu-me aliciante e interessante do ponto de vista cientifico e educativo, por isso, tomei a liberdade de pesquisar, como sempre tenho feito aliás, pela Internet, matéria que se relacionasse com a proposta.

Os textos eram variados e o difícil foi escolher aqueles que me pareceram mais adequados, mas sempre tendo em conta que a selecção da escolha tinha a minha única e exclusiva responsabilidade.

Como habitualmente, procurei no sítio do costume as fotos que acompanhassem os textos, tentando encontrar um equilíbrio entre o texto e as fotos.

Em nenhuma dessas fotos pretendi ofender ou melindrar fosse quem fosse, nem tão pouco entrar num campo menos ético ou menos correcto.

Um ou outro tema terá sido um pouco mais atrevido, nomeadamente no que às fotos diz respeito, mas neste caso apelo ao bom senso e à elevada cultura e inteligência dos que me visitam.

O facto de ter feito as postagens, não significará que estarei cem por cento de acordo com algumas das conclusões apresentadas, pois tenho por experiência que nestes casos de análise de matérias complicadas, muitas são as opiniões divergentes, baseadas mesmo em estudos que levam pontualmente a novas e diferentes conclusões.

Interessou-me sim, a generalidade dos assuntos tratados, que na sua essência visaram deixar avisos para uma vida melhor e mais cuidada. Por muitos artigos que se escrevam e avisos que se façam, nunca será demais lembrar que moderando o nosso comportamento em muitas situações e tentações, de que a vida é fértil em oferecer-nos, poderemos evitar os excessos e cair assim em situações de vício.

Como o título que escolhi para o conjunto das postagens indica, estes nove pecados, os quais não foram escolha minha, podem causar vícios se levados ao exagero. Por outras palavras, acho que de forma regrada podemos, com excepção das drogas e do tabaco, pecar um pouco sem que daí venha mal ao mundo ou à nossa saúde.

Deixo agora um comentário a cada um dos nove pecados postados.

- Álcool:

Usado em excesso, o álcool pode levar à ruína o ser humano. Creio que a falta de horizontes e de valores morais leva ao consumo exagerado, funcionando como uma espécie de refúgio. Porem, acredito que um copo de vinho à refeição, no meu caso ao almoço, não trará nenhum malefício à saúde. Alguns médicos têm essa opinião.

- Droga:

Este é um flagelo terrível que devia ser combatido de frente pelas autoridades. Muitas famílias estão destroçadas por terem entre seus membros, quem por causa da droga, comete os mais terríveis actos criminosos.

- Tabaco:

Ora, este é um vício que durante anos e anos consumi, e de forma bem pesada. Felizmente, há cinco anos atrás, coloquei um ponto final no tabaco. Seria bom que quem fuma se lembrasse que a saúde dos que com eles convivem é posta em causa também. Tudo está na cabeça de cada um de nós, e depende da força de vontade. Sem estas condicionantes não acredito que por mais comprimidos que se tomem, o vício possa ser vencido.

- Cafeína:

O cafésinho é muito difícil de evitar, e a esse eu não consigo fugir. Não entro em excessos, bebo três/quatro cafés diariamente e não acredito que essa quantidade seja considerada exagerada. No entanto, tudo o que vá além disso pode ser considerado vício. Alguns atletas consomem-na como estimulante, prejudicando, se não logo pelo menos mais tarde, a sua saúde.

- Comida:

Complicado o tema. Já fui obeso, pelo menos o médico assim me apelidou, mas hoje graças a uma dieta bem orientada, já assim não sou considerado. Nunca fui de grandes comidas, mas penso que a falta de cuidado nas escolhas me deixou com excesso de peso. Casos existem que, o comer se torna mesmo um vício e as pessoas não conseguem parar. Mais uma vez, penso que a cabeça comanda tudo, e é preciso uma grande força de vontade. Também será necessário a ajuda de quem nos acompanha diariamente, pois sem ela as coisas complicam-se.

- Jogo:

Raramente jogo, nem mesmo o Euromilhões, o Totoloto, o Totobola ou a Lotaria me conseguem convencer. Depois existem outros jogos bem mais perigosos, que uma vez iniciados, são difíceis de deixar. Conheço muitos casos em que até os bens pessoais são jogados, pondo em risco a vida da família. Acrescento até um caso que me foi contado em tempos, em que um jogador altamente viciado, jogou a própria mulher. Foi lá para o Norte do país, mas podia ter sido para o Sul ou para outro lado qualquer. É a degradação completa do homem, a ruína, a desgraça.

- Compras:

Pois aí está um vício que não tenho. Até se torna um autêntico suplicio quando tenho mesmo que acompanhar a minha mulher. Considero que as compras deveriam ser devidamente equacionadas por todos nós e só comprar-mos o que efectivamente nos faz falta. Infelizmente os grandes espaços criam na mente do seu frequentador uma euforia que o leva a passear-se por entre as muitas prateleiras existente, provocando a tentação da compra, apenas pela compra, de tantos artigos que não fazem falta, nem são essenciais. Para além de tudo isto, creio que existem muitas pessoas que compram só porque gostam de mostrar aos amigos e às amigas aquilo que, se tivessem um pouco mais de bom senso, não comprariam. Ou seja muitos tiram de onde faz falta para pôr onde faz vista. Vivemos presentemente num constante faz de conta e é por isso que muitas famílias estão super endividadas. Conheço alguns casos de pobreza envergonhada que muito provavelmente terão começado por este caminho, a falta de contenção nas suas compras.

- Sexo:

Mais um tema complicado. Pessoalmente nada tenho contra o sexo e consigo perceber a diferença entre sexo pelo sexo, e sexo dentro de uma relação amorosa. A minha opção é claramente a segunda, e essa raramente trará vício. Quanto à primeira, já não poderei dizer o mesmo, pois em muitas situações, o problema resume-se a um disfunção qualquer que leva o ser humano a uma dependência do sexo. Passa a ser uma obsessão e leva ao vício com todos os problemas daí resultantes. É pelo menos esta é a minha opinião.

- Internet:

Neste caso, a Internet é uma nova e recente paixão de quase todos nós. Tenho para mim que o futuro anda à volta da informática, e pela possibilidade que nos dá de poder-mos viajar e conhecer tudo e mais alguma coisa, cria em muitos uma dependência quase irresistível. Como se constata que o ser humano anda muito carente, por falta de amor, amizade e sinceridade nas relações pessoais, entre si, acredito que muitos se deixam vencer pela facilidade com que se podem arranjar amigos e contactos, nem sempre famosos. No meu caso pessoal, reconheço que, mesmo não sendo um viciado, roubo algum do tempo que deveria dedicar à família, para estar por aqui, mas acabo por saber compensá-la. É que poucos vícios tenho e pouco tempo dedico a outras coisas que não sejam mesmo a família, a casa, a actividade profissional e a minha Internet, por muito que isso mexa com a cabecinha de muita gente.

António Inglês

OS NOVE PECADOS QUE NOS PODEM CAUSAR VÍCIOS IX!

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9 – INTERNET

Pesquisas internacionais de «Internet-dependência» revelam que mais de metade dos «viciados» também depende de drogas e álcool e apresenta outros problemas psiquiátricos (depressão, ansiedade ou famílias disfuncionais)



Internet pode viciar e se tornar problema psiquiátrico

Assim como alguns são dependentes de drogas, jogo e cigarro, outros são viciados em Internet, fenómeno que especialistas americanos consideram um "problema psiquiátrico".

A doentia fixação pela rede foi diagnosticada como "distúrbio de adição à Internet", e estima-se que entre 6% a 10% dos aproximadamente 189 milhões de americanos usuários de computador padecem do mal.

Também chamado e "Internet-dependência" e "Internet-compulsão", esse vício é verificado através de um comportamento de uso da Internet que afecta a vida normal, causando stress severo e afectando o relacionamento familiar, social e profissional.

Uma pessoa que passa horas do dia em frente ao computador navegando na Internet, enviando mensagens eletrónicas, negociando acções ou jogando pode ser considerada doente e, por isso, precisa de ajuda, segundo especialistas.




A psiquiatra Hilarie Cash, que atende em um centro de serviço especializado em vício em computador/Internet da Universidade da Pensilvânia, verificou que um dos principais sintomas do distúrbio a constante preocupação por "estar conectado", assim como mentir sobre o tempo que passa navegando na rede e sobre o tipo de conteúdo visualizado. Outros sinais do vício são isolamento social, dor na coluna e aumento de peso.

Segundo a pesquisadora Kimberly Young, especialista na área, "se o padrão de uso da Internet interfere no quotidiano ou tem impacto nas relações profissionais, familiares e com amigos, há algum problema".

Em Bradford, na Pensilvânia, Kimberly Young fundou o Centro de Adição On-line, onde há um grupo de apoio a "cyberviúvas", ou seja, esposas de viciados em relações amorosas, pornografia ou apostas via Internet. Para Kimberly, os "cyberadictos" preferem o prazer temporário a relações íntimas e profundas.

"A infidelidade via Internet é o maior problema que tratamos. Mais de 50% das pessoas que nos procuram são indivíduos ou parentes que sofrem suas sequelas", comentou Kimberly, autora de "Caught in the Net" (capturado pela rede).



Os viciados em Internet costumam, segundo os especialistas, entrar em um círculo vicioso, já que a perda de auto-estima cresce na medida em que aumenta o vício, o que, por sua vez, eleva a necessidade de fugir da realidade e se refugiar na rede.

Segundo Hilarie Cash, os Cyberadictos tendem a padecer de outros males psicológicos como depressão e ansiedade, ou a super estimar problemas familiares e conjugais. E, de acordo com pesquisas realizadas por psiquiatras especializados em Internet-adição, mais de 50% dos viciados na rede também são dependentes de drogas, álcool, tabaco ou sexo.

Outra corrente de especialistas, entretanto, afirma que não se pode colocar a Internet no mesmo patamar que as drogas e o tabaco. "A Internet é um meio de comunicação. Não é como a heroína, que gera isolamento e dependência', ponderou a psicóloga Sherry Turkle, autora de "Vida na tela: identidade na Era da Internet".

da Efe, em Nova York



Vício da Internet destrói casamentos

Um estudo publicado no jornal americano "Perspectives in Phychiatric Care" aponta para o facto de existirem cada vez mais pessoas viciadas na Internet - cerca de 5% dos 10% de utilizadores - que descuram a sua vida pessoal e a vida da suas famílias.


Diane Wieland trata pacientes viciados na Internet no seu consultório em Landsdale, Pensilvânia, EUA, e refere no seu artigo que enquanto as pessoas não assumem a sua dependência, muitas delas sofrem consequências dessa obsessão pelo mundo virtual.

Em algumas pessoas, a Internet pode promover comportamentos viciantes e relações pseudo-íntimas, e que muitas vezes resultam em Ciberdesordens como relações virtuais que envolvem infidelidade conjugal (sexo on-line) ou comportamentos sexuais compulsivos on-line.



"A obsessão de e a ambição de estar ao computador resultam na negligência da vida real que pode efectivamente conduzir ao divórcio", refere Wieland.

Os sintomas de dependência manifestam-se no descuido da aparência física e da saúde, privação do sono devido ao excesso de horas on-line e a diminuição da actividade física e da interacção social com outras pessoas, afirma a médica.

Wieland revela ainda que muitos dos viciados na Internet são pessoas que possuem um historial de depressão, álcool e abuso sexual, e sofrem de ansiedade.

A negação é uma fase muito comum dos viciados, que afirmam que não estão dependentes de uma máquina. A resposta "só mais um minuto" para desligar a Internet é tão comum como um alcoólico dizer que vai deixar de beber depois de "uma última bebida".

O tratamento desta doença passa por terapias cognitivas, muitas vezes combinadas com psicoterapia e medicação, como antidepressivos. Os grupos de aconselhamento matrimonial e grupos de apoio são um bom recurso quando se trata de infidelidade conjugal on-line.

fonte: Jornal de Notícias



Uma pesquisa realizada no Reino Unido indica que trabalhadores britânicos desperdiçam em média dois dias de trabalho por mês com buscas inúteis na Internet.

A pesquisa da instituição YouGov diz também que 70% dos 34 milhões de Internautas do país perde quase um terço do seu tempo on-line em buscas que não têm objectivo definido.
Os homens seriam o grupo mais afectado pelo problema, que analistas de hábitos na Internet baptizaram com a sigla WILF, juntando as primeiras letras da frase "o que eu estava buscando?" em inglês ("what was I looking for").



Sexo e compras

Um terço dos Internautas chegou a admitir que essas pesquisas inúteis chegaram a prejudicar o relacionamento com suas parceiras.
Os maiores culpados pelos problemas identificados na pesquisa seriam os sites de compras e os de conteúdo sexual.
"No entanto, o estudo mostrou que, embora as pessoas se conectem com algum objectivo, elas têm tantas ofertas e distracções on-line, que muitos se esquecem porque estão lá e para quê, e acabam fazendo surf sem destino durante horas", disse Lloyd.



As pessoas que passam muito tempo na Internet

Especialistas advertem que não existe idade para se tornar um viciado em Internet. O que à primeira vista pode parecer um passatempo pode trazer prejuízos para adolescentes e adultos.


Ciberviciado - Vicio por Internet

Quando se fala em vício logo pensamos em drogas, cigarro, álcool, jogatina, entre outros. Porém, o vício está ligado a uma questão mais ampla, ou seja, não se restringe a um ou dois aspectos, mas sim a diversos. Há o vício em internet que também é conhecido como compulsão à internet ou internet-dependência.

É diagnosticado como um caso de Internet-dependência, quando as pessoas têm sua vida pessoal, profissional e sentimental afectada pela permanência exagerada na Internet. Actualmente, os casos de compulsão à Internet vêm crescendo consideravelmente, isso está associado ao facto de que a todo o momento novas pessoas estão se conectando à rede, além dos atractivos novos que ela proporciona aos internautas veteranos, fazendo com que queiram permanecer conectados sempre.




Existem casos de Ciberviciados que morreram por permanecerem tempo de mais na frente do computador. Isso se deve ao facto de haver certas doenças que se desenvolvem pela permanência em uma determinada posição, etc., uma dessas doenças é a Trombose Venal Profunda, que pode evoluir para uma Embolia Pulmonar, e por fim levando o individuo a morte. Dados de uma pesquisa realizada por estudiosos norte-americanos revelam que de 6% a 10% dos aproximadamente 189 milhões de Internautas americanos sofrem deste mal.

Uma pessoa que passa algumas horas conectadas a Internet, seja enviando e-mails, conectado a sala de bate-papo, realizando negócios ou jogando, pode ser considerado um Ciberviciado. Alguns especialistas consideram o vício pela Internet um “problema psíquico”. As mortes geradas pela compulsão à Internet fizeram com que surgissem as “ciberviúvas”, são as esposas e namoradas de homens que morreram deste mal. Além disso, o Cibervicio gera o “ciberadultério”, ocorre com pessoas que têm algum tipo de relacionamento fixo e mantém um relacionamento amoroso virtual. Muitos especialistas declaram que o Cibervicio deveria estar listado juntamente com a cocaína, a heroína, entre outras drogas que geram vício.

Por Eliene Percília
Equipe Brasil Escola

Textos e fotos da Net
António Inglês

domingo, 6 de abril de 2008

OS NOVE PECADOS QUE NOS PODEM CAUSAR VÍCIOS VIII!

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8 - SEXO

«Pensar em fazer só aquilo» pode sinalizar patologias obsessivo-compulsivas e perturbações do impulso. Em Portugal, não há números, mas , nos EUA, estima-se que sofrem desta adição 16 milhões de pessoas, a maioria abusadas na infância



Internet Aguça Fantasias Sexuais

"Em todo o mundo, a procura por sites eróticos cresce a cada dia. É a democratização do sexo, que garante o anonimato dos navegadores e serve para dar mais emoção à vida sexual de pessoas de todas as idades. Entretanto, o limiar entre um comportamento saudável e uma atitude de vício pode ser estreito. Os especialistas recomendam terapias para aqueles que já se tornaram dependentes".

Basta apenas um clique para que homens e mulheres, de todas as idades e classes sociais, possam realizar suas fantasias mais inconfessáveis. Estimulantes não faltam. Shows eróticos ao vivo, fotografias que há alguns anos só poderiam ser olhadas em revistas especializadas, diálogos recheados de apelo sensual.

A Internet ajudou a democratizar o sexo. Pressionando algumas teclas, entra-se num mundo sem censura, do desejo expresso em imagem, som e movimento, dentro da intimidade dos lares. É a forma que diz não à repressão do desejo e que alia erotismo com uma pitada de realidade.

Por tudo isso, o número de adeptos dessa nova ''fórmula mágica'' de explorar o desejo cresce a cada dia. Com situações e cenas eróticas capazes de estimular o mais convicto dos celibatários, os sites viraram uma espécie de subterfúgio moderno, para dar vazão às fantasias sexuais. Na opinião dos especialistas, entretanto, o problema surge quando o que deveria ser apenas um trampolim para uma vida sexual saudável e ''apimentada'' se transforma em vício, desvendando psicopatologias sexuais, ou panafilias, como também são chamadas.




Pesquisas Apontam Preferência por Site de Sexo

Em todo o mundo, os endereços mais visitados são os de sexo. Segundo pesquisa realizada recentemente pela Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana, 20 a 25% das pessoas que interagem com a Internet frequentam páginas eróticas. Nos Estados Unidos o número é maior. São nove milhões de frequentadores, dos quais quatro milhões podem ser considerados viciados. Dos nove milhões, 8,5% frequentam os sites por mais de 11 horas semanais.

Outra pesquisa demonstrou que 70% das pessoas que dialogavam em chats se encontravam na vida real. Destes, 80% tiveram envolvimento sexual também fora da Internet.



Possibilidade de Anonimato Estimula Procura

Neste contexto, a Internet transformou-se numa oportunidade para as pessoas liberarem o que está sendo reprimido. Antigamente, dar vazão a esse tipo de fantasia significava se expor. Hoje, ao contrário, conta-se com a vantagem do anonimato e até de maior segurança, tanto para quem procura quanto para quem presta os serviços sexuais via Net. O que a Internet fez foi dar margem para as pessoas expressarem a sua sexualidade, oferecendo estímulo para que a fantasia se desenvolva.



Perfil dos Adeptos do Sexo Virtual

De frente para o computador, o grau de ousadia depende do ''voyeur'' electrónico que se comunica pelo teclado. A conversa pode oscilar da delicadeza romântica, que agrada mais às mulheres e às vezes aos casais, até a afectuosidade carente dos solitários. Também dando espaço, é claro, para a vulgaridade ou escatologia.

Mulheres lançam mão do recurso para apimentar sua vida sexual. Ou matar o tempo com um belo colírio que está ali na tela para realizar seus desejos mais secretos.



Distúrbios Provocam Vício

Os malefícios do sexo virtual e do excesso de erotização pela Internet estão justamente na parcela que se torna viciada. O vício pode vir de um distúrbio prévio e a pessoa que acessa os sites não consegue viver sua vida real preferindo, exclusivamente, a Internet. É como se ela passasse a ser a única fonte possível de prazer do indivíduo. Essa situação pode levá-lo, inclusive, a abandonar qualquer possibilidade de relacionamento ou contacto físico real.



Tratamento

Para os terapeutas sexuais, as fantasias são importantes para manter a sexualidade em alta e a erotização cotidiana pela Net é um estímulo que pode ser positivo, importante para a vida. O que acontece é que a Internet funciona como válvula de escape. É o lugar mais permitido e de fácil acesso. As pessoas se dão mais permissão. É saudável desde que os navegantes que procuram esse estímulo se relacionem com outras pessoas, orientam os terapeutas.

Para quem só se utiliza do sexo virtual como forma de ter desejo e prazer, os terapeutas recomendam tratamento. No namoro virtual você é tudo o que quer ser e pode idealizar o outro da sua maneira. Os viciados são pessoas com dificuldade de relacionamento, têm timidez excessiva, dificuldade de se expor. Neste caso, devem procurar ajuda. Um psicoterapeuta pode indicar uma terapia em grupo, de casal ou individual para resolver o problema.

Blog + Boa Saúde



Pornografia na Internet a grande tentação

A Internet é tão persistente quanto potente, uma presença indelével e incontida na cultura. De fato, a Internet nem está separada em absoluto da cultura; é a cultura. Todo o lixo, refugo e dejectos de nossa sociedade ali encontra o seu espaço, e a menor das obsessões encontra ali o seu nicho, juntamente com Bach, obras caritativas e pores-do-sol. A Internet permite que um milhão de flores desabrochem, bem como um milhão de ervas daninhas.--Javier, Herron, & Primavera, 1998.



O que vem a ser vício sexual?

Pessoas que não são sexualmente viciadas--eu as chamarei "normais"--são capazes de desfrutar uma experiência sexual de tempos em tempos e daí dar atenção a outras coisas. Também são capazes de dizer não quando se sentem sexualmente excitadas mas não há possibilidade para actividade sexual.

O viciado sexual, por outro lado, está continuamente obcecado com pensamentos e emoções sobre sexo, e seu comportamento é controlado por seus impulsos sexuais. (Eu me referirei a viciados sexuais como homens neste artigo, uma vez que a maioria dos viciados sexuais são do sexo masculino. Contudo, algumas mulheres de fato se tornam também vítimas de vício sexual, e as recomendações neste artigo são igualmente válidas para elas).

Todas as dependências são caracterizadas por esta incapacidade da parte do dependente em dizer não a seus impulsos ao vício. Se o viciado sexual sente que "tem que fazê-lo" ele o fará. Não importa quão ameaçador seja o seu comportamento para a sua família, sua profissão ou mesmo sua vida, as emoções do viciado sexual o compelem a agir segundo os seus desejos.

O fundamento de todo vício sexual é a lascívia. Contudo, lascívia não é emoção sexual ou desejo sexual. Lascívia é usar outro ser humano para a própria gratificação sexual.



A lascívia não requer contacto físico com outra pessoa. Uma fotografia ou mesmo imagem mental do objecto desejado é suficiente para detonar a lascívia na mente do viciado. É por isso que a pornografia--seja em papel, na TV ou Internet--é um instrumento tão poderoso para a lascívia. Propicia as imagens que a alimentam.

A pornografia internética é particularmente viciadora porque o viciado não precisa dirigir-se a uma banca de revistas ou livraria para apanhar publicações pornográficas. Ele pode acessá-la na privacidade de seu lar.

Uma vez a pessoa esteja enredada, geralmente descobre que não consegue sair do seu vício por si mesma. Pode fazer milhares de promessas a si ou aos familiares, ou a Deus, de que vai parar, contudo mais cedo ou mais tarde está de volta praticando o seu vício.

Significa isso que está condenado a permanecer para sempre preso a isso? Absolutamente não!

Gary Hopkins

DireCtor do Centro de Pesquisa para Prevenção e professor-associado de ciências comportamentais da Universidade Andrews, Berrien Springs, Michigan, EUA.

Textos e fotos da Net
António Inglês

OS NOVE PECADOS QUE NOS PODEM CAUSAR VÍCIOS VII!

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7 - COMPRAS

Não há estudos adaptados à realidade portuguesa, mas um trabalho da Universidade de Standford (EUA) indica que a oniomania (vício das compras) declarada abrangerá cerca de 8% das pessoas – em Portugal, significaria 800 mil pessoas.



Os vícios da sociedade moderna

"Existe o prazer de comprar, nomeadamente porque há o alívio da tensão do desejo de ir [comprar]. A pessoa compra e alivia-o. Compra, não interessa o que for e de que jeito. Muitas vezes não tem dinheiro suficiente para gastar e cria dificuldades no orçamento individual, no orçamento familiar"

Para alguns psicólogos, o acto de comprar compulsivamente pode ser interpretado como uma doença, tendo naturalmente seus sintomas, sua patologia e sua cura. Outros investem na tese de que a compra compulsiva é exactamente como outros comportamentos compulsivos, não representando uma doença. Neste caso, o ato de comprar seria uma actividade de impulsos derivada do pequeno controlo que temos sobre nosso comportamento no exacto momento da compra.



O psicólogo português José António Marques de Melo, supervisor clínico da Casa Monte da Lua, em Lisboa, Portugal, enxerga o problema como um vício que detém um diagnóstico específico e uma certa resolução médica. Ele desenvolve pesquisas na área de “personalidades aditivas”, ou personalidades que estão intrinsecamente ligadas a um determinado vício comportamental.

Pedro Durán Meletti da Artemoda entrevistou o Dr. José de Melo (http://www.ptshot.com/JosedeMelo/6335/)



Como identificar um comprador compulsivo?

Não é difícil. De um modo geral esses indivíduos apresentam uma obsessão por comprar muito mais do que precisam ou do que podem pagar. Existem indivíduos que compram o mesmo artigo repetidamente pelo simples fato de comprar alguma coisa, sem avaliar se o objecto é ou não importante para seu quotidiano.



Quais são os sintomas deste comportamento?

Alguns dos sintomas que estão presentes nesta patologia são: não resistir ao impulso de comprar; gastar acima do seu plano financeiro, assumindo dívidas e prejudicando assim o seu orçamento mensal; prejudicar os planos das pessoas à sua volta com compras abusivas; procurar créditos para conseguir pagar suas dívidas; ter necessidade de comprar o produto no primeiro momento que o vê; ter consciência de que os produtos que adquiriu não têm qualquer utilidade para si no momento da compra.



O que origina esse tipo de comportamento?

O indivíduo que tem um problema desta ordem sente uma alteração na sua disposição quando toma a decisão de comprar tudo o que lhe apetece. Ele consegue criar a ilusão de que, por meio dos seus comportamentos compulsivos, controla a forma como lida com os seus sentimentos. Então, a compra compulsiva torna-se uma tentativa de encontrar um sentido emocional para sua vida pois, quando compra, o indivíduo sente-se “cheio”.



O comportamento do comprador compulsivo é semelhante ao de algum outro paciente que tenha desvio psicológico?

O indivíduo de uma forma lenta e progressiva começa a depender deste processo [de compra] para sentir algum conforto na sua vida, e na procura da sua identificação pessoal. A sua vida transforma-se numa procura do prazer através das compras. O comprador a nível intelectual sabe que este processo não lhe traz felicidade, mas não consegue arranjar outro para se sentir melhor consigo mesmo. Esta é uma das características de todos os indivíduos que possuem uma personalidade aditiva.



A compra pode ser considerada, nestes casos, um vício?

O processo de comprar de forma patológica tem início com um conjunto de experiências que, de alguma forma, trazem para o indivíduo uma sensação de mudança no estado do humor. Normalmente nesta altura o indivíduo ainda não percebeu o problema, apenas sabe que quando compra algo consegue alterar o seu estado de humor. No entanto, nem todas a pessoas que procuram obter essa satisfação no acto de comprar se tornam compradores compulsivos. Muitas pessoas passam pelos casinos, por exemplo, mas não se tornam jogadores compulsivos. Alguns encontram por si só outras formas de se satisfazerem e não permitem que a patologia se desenvolva.



Ao fazer as compras, o que difere o homem da mulher?

Ao longo dos tempos, as diferenças entre homem e mulher têm diminuído. No entanto, a procura de ajuda na clínica onde trabalho revela uma grande percentagem de pacientes mulheres com comportamentos compulsivos nas compras. Mas já existem alguns estudos que apontam um aumento significativo de indivíduos do sexo masculino com esta mesma perturbação. O que acontece, infelizmente, é que os homens são um pouco mais resistentes a procurar ajuda.



Como saber se estou exagerando na hora de comprar?

Se achar que é muito difícil resistir ao impulso de comprar gastando mais do que aquilo que ganha, e suas dívidas se começarem a acumular, é provável que esteja exagerando nas suas compras.

Se eu perceber que sou um comprador compulsivo, o que devo fazer?

Em primeiro lugar é necessário admitir de uma forma honesta consigo mesmo que tem um problema. Em seguida aceitar que a partir do momento em que faz a primeira compra fugindo do planeamento mensal, não vai parar sem ter comprado imensas coisas que não precisas, iniciando o processo de novo.



Como posso me tratar sozinho?

Iniciando um processo de tratamento desta patologia, o que é extremamente difícil sem a ajuda de um técnico habilitado. Existem relatos de alguns indivíduos que conseguem parar de comprar. No entanto, como não resolveram o problema que está por trás de seu comportamento, mudam de objecto e continuam com o seu comportamento compulsivo noutra área, como sexo, álcool, jogo...

Que conselhos podem ser dados a um comprador compulsivo?

Procurar levar a relação com outras pessoas obtendo a gratificação de sentir que é amado e respeitado pelos outros. Ser carinhoso consigo mesmo e tratar bem de si, alimentando-se de forma saudável, praticando desportos, não cometendo excessos. Estar atento à forma como procura mudar o seu estado de humor. E não começar a esconder ou dissimular aos seus amigos comportamentos que o envergonhem ou o façam sentir desconfortável.



Quais são as características que definem um bom comprador?

O bom comprador poderá ser o indivíduo que compra aquilo que necessita para a sua vida no quotidiano, levando em conta o seu orçamento. Depois de fazer as contas mensais, o bom comprador se permite oferecer pequenos mimos ou lembranças a si próprio ou a outras pessoas



Estudo britânico sugere tratamento

Viciados em compras podem melhorar com antidepressivos

Os antidepressivos podem ajudar no tratamento de pessoas que têm compulsão por comprar, indica uma pesquisa realizada nos Estados Unidos.

O medicamento, denominado citalopram, foi usado em 24 pacientes com o problema pelos investigadores do Centro Médico da Universidade de Stanford, na Califórnia.

Todos os pacientes eram consumidores compulsivos durante, pelo menos dez anos, e sofriam pessoal ou financeiramente por causa do vício das compras problema. Um deles possuía 55 máquinas fotográficas, enquanto outro tinha mais de dois mil alicates.

Cada paciente recebeu a droga por sete semanas. E, ao longo da investigação, os cientistas concluíram que o remédio reduzia a compulsão por comprar em cerca de dois terços dos pacientes.

Em seguida, durante nove semanas, parte do grupo recebeu o mesmo fármaco, enquanto outros, sem serem avisados, tomaram comprimidos de placebo. Cinco dos oito pacientes que receberam o placebo tiveram recaídas. Mas, ao invés, todos os que continuaram a tomar a droga disseram ter perdido o interesse em comprar. Muitos dos doentes deslocaram-se até aos centros comerciais, mas não compraram absolutamente nada.


Para a coordenadora do estudo, Lorrin Koran, a «esperança é que as pessoas com este problema descobrirão que há tratamento e que não precisam mais sofrer.»

Entretanto, muitos especialistas discordam do uso de drogas para tratar problemas como a compulsão por comprar. Para Robert Lefever, director do centro de recuperação Promis, na Grã-Bretanha, é errado usar medicação nesses casos, porque apenas substitui um vício por outro. «É claro que os antidepressivos ajudam no problema, da mesma forma que ajudam a tratar a dependência do álcool», afirmou o médico à BBC. «Mas os medicamentos são apenas outro vício. É a mesma relação da metadona com a heroína.»

Paula Pedro Martins / Jornalista

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António Inglês