segunda-feira, 7 de abril de 2008

OS NOVE PECADOS QUE NOS PODEM CAUSAR VÍCIOS IX!

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9 – INTERNET

Pesquisas internacionais de «Internet-dependência» revelam que mais de metade dos «viciados» também depende de drogas e álcool e apresenta outros problemas psiquiátricos (depressão, ansiedade ou famílias disfuncionais)



Internet pode viciar e se tornar problema psiquiátrico

Assim como alguns são dependentes de drogas, jogo e cigarro, outros são viciados em Internet, fenómeno que especialistas americanos consideram um "problema psiquiátrico".

A doentia fixação pela rede foi diagnosticada como "distúrbio de adição à Internet", e estima-se que entre 6% a 10% dos aproximadamente 189 milhões de americanos usuários de computador padecem do mal.

Também chamado e "Internet-dependência" e "Internet-compulsão", esse vício é verificado através de um comportamento de uso da Internet que afecta a vida normal, causando stress severo e afectando o relacionamento familiar, social e profissional.

Uma pessoa que passa horas do dia em frente ao computador navegando na Internet, enviando mensagens eletrónicas, negociando acções ou jogando pode ser considerada doente e, por isso, precisa de ajuda, segundo especialistas.




A psiquiatra Hilarie Cash, que atende em um centro de serviço especializado em vício em computador/Internet da Universidade da Pensilvânia, verificou que um dos principais sintomas do distúrbio a constante preocupação por "estar conectado", assim como mentir sobre o tempo que passa navegando na rede e sobre o tipo de conteúdo visualizado. Outros sinais do vício são isolamento social, dor na coluna e aumento de peso.

Segundo a pesquisadora Kimberly Young, especialista na área, "se o padrão de uso da Internet interfere no quotidiano ou tem impacto nas relações profissionais, familiares e com amigos, há algum problema".

Em Bradford, na Pensilvânia, Kimberly Young fundou o Centro de Adição On-line, onde há um grupo de apoio a "cyberviúvas", ou seja, esposas de viciados em relações amorosas, pornografia ou apostas via Internet. Para Kimberly, os "cyberadictos" preferem o prazer temporário a relações íntimas e profundas.

"A infidelidade via Internet é o maior problema que tratamos. Mais de 50% das pessoas que nos procuram são indivíduos ou parentes que sofrem suas sequelas", comentou Kimberly, autora de "Caught in the Net" (capturado pela rede).



Os viciados em Internet costumam, segundo os especialistas, entrar em um círculo vicioso, já que a perda de auto-estima cresce na medida em que aumenta o vício, o que, por sua vez, eleva a necessidade de fugir da realidade e se refugiar na rede.

Segundo Hilarie Cash, os Cyberadictos tendem a padecer de outros males psicológicos como depressão e ansiedade, ou a super estimar problemas familiares e conjugais. E, de acordo com pesquisas realizadas por psiquiatras especializados em Internet-adição, mais de 50% dos viciados na rede também são dependentes de drogas, álcool, tabaco ou sexo.

Outra corrente de especialistas, entretanto, afirma que não se pode colocar a Internet no mesmo patamar que as drogas e o tabaco. "A Internet é um meio de comunicação. Não é como a heroína, que gera isolamento e dependência', ponderou a psicóloga Sherry Turkle, autora de "Vida na tela: identidade na Era da Internet".

da Efe, em Nova York



Vício da Internet destrói casamentos

Um estudo publicado no jornal americano "Perspectives in Phychiatric Care" aponta para o facto de existirem cada vez mais pessoas viciadas na Internet - cerca de 5% dos 10% de utilizadores - que descuram a sua vida pessoal e a vida da suas famílias.


Diane Wieland trata pacientes viciados na Internet no seu consultório em Landsdale, Pensilvânia, EUA, e refere no seu artigo que enquanto as pessoas não assumem a sua dependência, muitas delas sofrem consequências dessa obsessão pelo mundo virtual.

Em algumas pessoas, a Internet pode promover comportamentos viciantes e relações pseudo-íntimas, e que muitas vezes resultam em Ciberdesordens como relações virtuais que envolvem infidelidade conjugal (sexo on-line) ou comportamentos sexuais compulsivos on-line.



"A obsessão de e a ambição de estar ao computador resultam na negligência da vida real que pode efectivamente conduzir ao divórcio", refere Wieland.

Os sintomas de dependência manifestam-se no descuido da aparência física e da saúde, privação do sono devido ao excesso de horas on-line e a diminuição da actividade física e da interacção social com outras pessoas, afirma a médica.

Wieland revela ainda que muitos dos viciados na Internet são pessoas que possuem um historial de depressão, álcool e abuso sexual, e sofrem de ansiedade.

A negação é uma fase muito comum dos viciados, que afirmam que não estão dependentes de uma máquina. A resposta "só mais um minuto" para desligar a Internet é tão comum como um alcoólico dizer que vai deixar de beber depois de "uma última bebida".

O tratamento desta doença passa por terapias cognitivas, muitas vezes combinadas com psicoterapia e medicação, como antidepressivos. Os grupos de aconselhamento matrimonial e grupos de apoio são um bom recurso quando se trata de infidelidade conjugal on-line.

fonte: Jornal de Notícias



Uma pesquisa realizada no Reino Unido indica que trabalhadores britânicos desperdiçam em média dois dias de trabalho por mês com buscas inúteis na Internet.

A pesquisa da instituição YouGov diz também que 70% dos 34 milhões de Internautas do país perde quase um terço do seu tempo on-line em buscas que não têm objectivo definido.
Os homens seriam o grupo mais afectado pelo problema, que analistas de hábitos na Internet baptizaram com a sigla WILF, juntando as primeiras letras da frase "o que eu estava buscando?" em inglês ("what was I looking for").



Sexo e compras

Um terço dos Internautas chegou a admitir que essas pesquisas inúteis chegaram a prejudicar o relacionamento com suas parceiras.
Os maiores culpados pelos problemas identificados na pesquisa seriam os sites de compras e os de conteúdo sexual.
"No entanto, o estudo mostrou que, embora as pessoas se conectem com algum objectivo, elas têm tantas ofertas e distracções on-line, que muitos se esquecem porque estão lá e para quê, e acabam fazendo surf sem destino durante horas", disse Lloyd.



As pessoas que passam muito tempo na Internet

Especialistas advertem que não existe idade para se tornar um viciado em Internet. O que à primeira vista pode parecer um passatempo pode trazer prejuízos para adolescentes e adultos.


Ciberviciado - Vicio por Internet

Quando se fala em vício logo pensamos em drogas, cigarro, álcool, jogatina, entre outros. Porém, o vício está ligado a uma questão mais ampla, ou seja, não se restringe a um ou dois aspectos, mas sim a diversos. Há o vício em internet que também é conhecido como compulsão à internet ou internet-dependência.

É diagnosticado como um caso de Internet-dependência, quando as pessoas têm sua vida pessoal, profissional e sentimental afectada pela permanência exagerada na Internet. Actualmente, os casos de compulsão à Internet vêm crescendo consideravelmente, isso está associado ao facto de que a todo o momento novas pessoas estão se conectando à rede, além dos atractivos novos que ela proporciona aos internautas veteranos, fazendo com que queiram permanecer conectados sempre.




Existem casos de Ciberviciados que morreram por permanecerem tempo de mais na frente do computador. Isso se deve ao facto de haver certas doenças que se desenvolvem pela permanência em uma determinada posição, etc., uma dessas doenças é a Trombose Venal Profunda, que pode evoluir para uma Embolia Pulmonar, e por fim levando o individuo a morte. Dados de uma pesquisa realizada por estudiosos norte-americanos revelam que de 6% a 10% dos aproximadamente 189 milhões de Internautas americanos sofrem deste mal.

Uma pessoa que passa algumas horas conectadas a Internet, seja enviando e-mails, conectado a sala de bate-papo, realizando negócios ou jogando, pode ser considerado um Ciberviciado. Alguns especialistas consideram o vício pela Internet um “problema psíquico”. As mortes geradas pela compulsão à Internet fizeram com que surgissem as “ciberviúvas”, são as esposas e namoradas de homens que morreram deste mal. Além disso, o Cibervicio gera o “ciberadultério”, ocorre com pessoas que têm algum tipo de relacionamento fixo e mantém um relacionamento amoroso virtual. Muitos especialistas declaram que o Cibervicio deveria estar listado juntamente com a cocaína, a heroína, entre outras drogas que geram vício.

Por Eliene Percília
Equipe Brasil Escola

Textos e fotos da Net
António Inglês

domingo, 6 de abril de 2008

OS NOVE PECADOS QUE NOS PODEM CAUSAR VÍCIOS VIII!

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8 - SEXO

«Pensar em fazer só aquilo» pode sinalizar patologias obsessivo-compulsivas e perturbações do impulso. Em Portugal, não há números, mas , nos EUA, estima-se que sofrem desta adição 16 milhões de pessoas, a maioria abusadas na infância



Internet Aguça Fantasias Sexuais

"Em todo o mundo, a procura por sites eróticos cresce a cada dia. É a democratização do sexo, que garante o anonimato dos navegadores e serve para dar mais emoção à vida sexual de pessoas de todas as idades. Entretanto, o limiar entre um comportamento saudável e uma atitude de vício pode ser estreito. Os especialistas recomendam terapias para aqueles que já se tornaram dependentes".

Basta apenas um clique para que homens e mulheres, de todas as idades e classes sociais, possam realizar suas fantasias mais inconfessáveis. Estimulantes não faltam. Shows eróticos ao vivo, fotografias que há alguns anos só poderiam ser olhadas em revistas especializadas, diálogos recheados de apelo sensual.

A Internet ajudou a democratizar o sexo. Pressionando algumas teclas, entra-se num mundo sem censura, do desejo expresso em imagem, som e movimento, dentro da intimidade dos lares. É a forma que diz não à repressão do desejo e que alia erotismo com uma pitada de realidade.

Por tudo isso, o número de adeptos dessa nova ''fórmula mágica'' de explorar o desejo cresce a cada dia. Com situações e cenas eróticas capazes de estimular o mais convicto dos celibatários, os sites viraram uma espécie de subterfúgio moderno, para dar vazão às fantasias sexuais. Na opinião dos especialistas, entretanto, o problema surge quando o que deveria ser apenas um trampolim para uma vida sexual saudável e ''apimentada'' se transforma em vício, desvendando psicopatologias sexuais, ou panafilias, como também são chamadas.




Pesquisas Apontam Preferência por Site de Sexo

Em todo o mundo, os endereços mais visitados são os de sexo. Segundo pesquisa realizada recentemente pela Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana, 20 a 25% das pessoas que interagem com a Internet frequentam páginas eróticas. Nos Estados Unidos o número é maior. São nove milhões de frequentadores, dos quais quatro milhões podem ser considerados viciados. Dos nove milhões, 8,5% frequentam os sites por mais de 11 horas semanais.

Outra pesquisa demonstrou que 70% das pessoas que dialogavam em chats se encontravam na vida real. Destes, 80% tiveram envolvimento sexual também fora da Internet.



Possibilidade de Anonimato Estimula Procura

Neste contexto, a Internet transformou-se numa oportunidade para as pessoas liberarem o que está sendo reprimido. Antigamente, dar vazão a esse tipo de fantasia significava se expor. Hoje, ao contrário, conta-se com a vantagem do anonimato e até de maior segurança, tanto para quem procura quanto para quem presta os serviços sexuais via Net. O que a Internet fez foi dar margem para as pessoas expressarem a sua sexualidade, oferecendo estímulo para que a fantasia se desenvolva.



Perfil dos Adeptos do Sexo Virtual

De frente para o computador, o grau de ousadia depende do ''voyeur'' electrónico que se comunica pelo teclado. A conversa pode oscilar da delicadeza romântica, que agrada mais às mulheres e às vezes aos casais, até a afectuosidade carente dos solitários. Também dando espaço, é claro, para a vulgaridade ou escatologia.

Mulheres lançam mão do recurso para apimentar sua vida sexual. Ou matar o tempo com um belo colírio que está ali na tela para realizar seus desejos mais secretos.



Distúrbios Provocam Vício

Os malefícios do sexo virtual e do excesso de erotização pela Internet estão justamente na parcela que se torna viciada. O vício pode vir de um distúrbio prévio e a pessoa que acessa os sites não consegue viver sua vida real preferindo, exclusivamente, a Internet. É como se ela passasse a ser a única fonte possível de prazer do indivíduo. Essa situação pode levá-lo, inclusive, a abandonar qualquer possibilidade de relacionamento ou contacto físico real.



Tratamento

Para os terapeutas sexuais, as fantasias são importantes para manter a sexualidade em alta e a erotização cotidiana pela Net é um estímulo que pode ser positivo, importante para a vida. O que acontece é que a Internet funciona como válvula de escape. É o lugar mais permitido e de fácil acesso. As pessoas se dão mais permissão. É saudável desde que os navegantes que procuram esse estímulo se relacionem com outras pessoas, orientam os terapeutas.

Para quem só se utiliza do sexo virtual como forma de ter desejo e prazer, os terapeutas recomendam tratamento. No namoro virtual você é tudo o que quer ser e pode idealizar o outro da sua maneira. Os viciados são pessoas com dificuldade de relacionamento, têm timidez excessiva, dificuldade de se expor. Neste caso, devem procurar ajuda. Um psicoterapeuta pode indicar uma terapia em grupo, de casal ou individual para resolver o problema.

Blog + Boa Saúde



Pornografia na Internet a grande tentação

A Internet é tão persistente quanto potente, uma presença indelével e incontida na cultura. De fato, a Internet nem está separada em absoluto da cultura; é a cultura. Todo o lixo, refugo e dejectos de nossa sociedade ali encontra o seu espaço, e a menor das obsessões encontra ali o seu nicho, juntamente com Bach, obras caritativas e pores-do-sol. A Internet permite que um milhão de flores desabrochem, bem como um milhão de ervas daninhas.--Javier, Herron, & Primavera, 1998.



O que vem a ser vício sexual?

Pessoas que não são sexualmente viciadas--eu as chamarei "normais"--são capazes de desfrutar uma experiência sexual de tempos em tempos e daí dar atenção a outras coisas. Também são capazes de dizer não quando se sentem sexualmente excitadas mas não há possibilidade para actividade sexual.

O viciado sexual, por outro lado, está continuamente obcecado com pensamentos e emoções sobre sexo, e seu comportamento é controlado por seus impulsos sexuais. (Eu me referirei a viciados sexuais como homens neste artigo, uma vez que a maioria dos viciados sexuais são do sexo masculino. Contudo, algumas mulheres de fato se tornam também vítimas de vício sexual, e as recomendações neste artigo são igualmente válidas para elas).

Todas as dependências são caracterizadas por esta incapacidade da parte do dependente em dizer não a seus impulsos ao vício. Se o viciado sexual sente que "tem que fazê-lo" ele o fará. Não importa quão ameaçador seja o seu comportamento para a sua família, sua profissão ou mesmo sua vida, as emoções do viciado sexual o compelem a agir segundo os seus desejos.

O fundamento de todo vício sexual é a lascívia. Contudo, lascívia não é emoção sexual ou desejo sexual. Lascívia é usar outro ser humano para a própria gratificação sexual.



A lascívia não requer contacto físico com outra pessoa. Uma fotografia ou mesmo imagem mental do objecto desejado é suficiente para detonar a lascívia na mente do viciado. É por isso que a pornografia--seja em papel, na TV ou Internet--é um instrumento tão poderoso para a lascívia. Propicia as imagens que a alimentam.

A pornografia internética é particularmente viciadora porque o viciado não precisa dirigir-se a uma banca de revistas ou livraria para apanhar publicações pornográficas. Ele pode acessá-la na privacidade de seu lar.

Uma vez a pessoa esteja enredada, geralmente descobre que não consegue sair do seu vício por si mesma. Pode fazer milhares de promessas a si ou aos familiares, ou a Deus, de que vai parar, contudo mais cedo ou mais tarde está de volta praticando o seu vício.

Significa isso que está condenado a permanecer para sempre preso a isso? Absolutamente não!

Gary Hopkins

DireCtor do Centro de Pesquisa para Prevenção e professor-associado de ciências comportamentais da Universidade Andrews, Berrien Springs, Michigan, EUA.

Textos e fotos da Net
António Inglês

OS NOVE PECADOS QUE NOS PODEM CAUSAR VÍCIOS VII!

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7 - COMPRAS

Não há estudos adaptados à realidade portuguesa, mas um trabalho da Universidade de Standford (EUA) indica que a oniomania (vício das compras) declarada abrangerá cerca de 8% das pessoas – em Portugal, significaria 800 mil pessoas.



Os vícios da sociedade moderna

"Existe o prazer de comprar, nomeadamente porque há o alívio da tensão do desejo de ir [comprar]. A pessoa compra e alivia-o. Compra, não interessa o que for e de que jeito. Muitas vezes não tem dinheiro suficiente para gastar e cria dificuldades no orçamento individual, no orçamento familiar"

Para alguns psicólogos, o acto de comprar compulsivamente pode ser interpretado como uma doença, tendo naturalmente seus sintomas, sua patologia e sua cura. Outros investem na tese de que a compra compulsiva é exactamente como outros comportamentos compulsivos, não representando uma doença. Neste caso, o ato de comprar seria uma actividade de impulsos derivada do pequeno controlo que temos sobre nosso comportamento no exacto momento da compra.



O psicólogo português José António Marques de Melo, supervisor clínico da Casa Monte da Lua, em Lisboa, Portugal, enxerga o problema como um vício que detém um diagnóstico específico e uma certa resolução médica. Ele desenvolve pesquisas na área de “personalidades aditivas”, ou personalidades que estão intrinsecamente ligadas a um determinado vício comportamental.

Pedro Durán Meletti da Artemoda entrevistou o Dr. José de Melo (http://www.ptshot.com/JosedeMelo/6335/)



Como identificar um comprador compulsivo?

Não é difícil. De um modo geral esses indivíduos apresentam uma obsessão por comprar muito mais do que precisam ou do que podem pagar. Existem indivíduos que compram o mesmo artigo repetidamente pelo simples fato de comprar alguma coisa, sem avaliar se o objecto é ou não importante para seu quotidiano.



Quais são os sintomas deste comportamento?

Alguns dos sintomas que estão presentes nesta patologia são: não resistir ao impulso de comprar; gastar acima do seu plano financeiro, assumindo dívidas e prejudicando assim o seu orçamento mensal; prejudicar os planos das pessoas à sua volta com compras abusivas; procurar créditos para conseguir pagar suas dívidas; ter necessidade de comprar o produto no primeiro momento que o vê; ter consciência de que os produtos que adquiriu não têm qualquer utilidade para si no momento da compra.



O que origina esse tipo de comportamento?

O indivíduo que tem um problema desta ordem sente uma alteração na sua disposição quando toma a decisão de comprar tudo o que lhe apetece. Ele consegue criar a ilusão de que, por meio dos seus comportamentos compulsivos, controla a forma como lida com os seus sentimentos. Então, a compra compulsiva torna-se uma tentativa de encontrar um sentido emocional para sua vida pois, quando compra, o indivíduo sente-se “cheio”.



O comportamento do comprador compulsivo é semelhante ao de algum outro paciente que tenha desvio psicológico?

O indivíduo de uma forma lenta e progressiva começa a depender deste processo [de compra] para sentir algum conforto na sua vida, e na procura da sua identificação pessoal. A sua vida transforma-se numa procura do prazer através das compras. O comprador a nível intelectual sabe que este processo não lhe traz felicidade, mas não consegue arranjar outro para se sentir melhor consigo mesmo. Esta é uma das características de todos os indivíduos que possuem uma personalidade aditiva.



A compra pode ser considerada, nestes casos, um vício?

O processo de comprar de forma patológica tem início com um conjunto de experiências que, de alguma forma, trazem para o indivíduo uma sensação de mudança no estado do humor. Normalmente nesta altura o indivíduo ainda não percebeu o problema, apenas sabe que quando compra algo consegue alterar o seu estado de humor. No entanto, nem todas a pessoas que procuram obter essa satisfação no acto de comprar se tornam compradores compulsivos. Muitas pessoas passam pelos casinos, por exemplo, mas não se tornam jogadores compulsivos. Alguns encontram por si só outras formas de se satisfazerem e não permitem que a patologia se desenvolva.



Ao fazer as compras, o que difere o homem da mulher?

Ao longo dos tempos, as diferenças entre homem e mulher têm diminuído. No entanto, a procura de ajuda na clínica onde trabalho revela uma grande percentagem de pacientes mulheres com comportamentos compulsivos nas compras. Mas já existem alguns estudos que apontam um aumento significativo de indivíduos do sexo masculino com esta mesma perturbação. O que acontece, infelizmente, é que os homens são um pouco mais resistentes a procurar ajuda.



Como saber se estou exagerando na hora de comprar?

Se achar que é muito difícil resistir ao impulso de comprar gastando mais do que aquilo que ganha, e suas dívidas se começarem a acumular, é provável que esteja exagerando nas suas compras.

Se eu perceber que sou um comprador compulsivo, o que devo fazer?

Em primeiro lugar é necessário admitir de uma forma honesta consigo mesmo que tem um problema. Em seguida aceitar que a partir do momento em que faz a primeira compra fugindo do planeamento mensal, não vai parar sem ter comprado imensas coisas que não precisas, iniciando o processo de novo.



Como posso me tratar sozinho?

Iniciando um processo de tratamento desta patologia, o que é extremamente difícil sem a ajuda de um técnico habilitado. Existem relatos de alguns indivíduos que conseguem parar de comprar. No entanto, como não resolveram o problema que está por trás de seu comportamento, mudam de objecto e continuam com o seu comportamento compulsivo noutra área, como sexo, álcool, jogo...

Que conselhos podem ser dados a um comprador compulsivo?

Procurar levar a relação com outras pessoas obtendo a gratificação de sentir que é amado e respeitado pelos outros. Ser carinhoso consigo mesmo e tratar bem de si, alimentando-se de forma saudável, praticando desportos, não cometendo excessos. Estar atento à forma como procura mudar o seu estado de humor. E não começar a esconder ou dissimular aos seus amigos comportamentos que o envergonhem ou o façam sentir desconfortável.



Quais são as características que definem um bom comprador?

O bom comprador poderá ser o indivíduo que compra aquilo que necessita para a sua vida no quotidiano, levando em conta o seu orçamento. Depois de fazer as contas mensais, o bom comprador se permite oferecer pequenos mimos ou lembranças a si próprio ou a outras pessoas



Estudo britânico sugere tratamento

Viciados em compras podem melhorar com antidepressivos

Os antidepressivos podem ajudar no tratamento de pessoas que têm compulsão por comprar, indica uma pesquisa realizada nos Estados Unidos.

O medicamento, denominado citalopram, foi usado em 24 pacientes com o problema pelos investigadores do Centro Médico da Universidade de Stanford, na Califórnia.

Todos os pacientes eram consumidores compulsivos durante, pelo menos dez anos, e sofriam pessoal ou financeiramente por causa do vício das compras problema. Um deles possuía 55 máquinas fotográficas, enquanto outro tinha mais de dois mil alicates.

Cada paciente recebeu a droga por sete semanas. E, ao longo da investigação, os cientistas concluíram que o remédio reduzia a compulsão por comprar em cerca de dois terços dos pacientes.

Em seguida, durante nove semanas, parte do grupo recebeu o mesmo fármaco, enquanto outros, sem serem avisados, tomaram comprimidos de placebo. Cinco dos oito pacientes que receberam o placebo tiveram recaídas. Mas, ao invés, todos os que continuaram a tomar a droga disseram ter perdido o interesse em comprar. Muitos dos doentes deslocaram-se até aos centros comerciais, mas não compraram absolutamente nada.


Para a coordenadora do estudo, Lorrin Koran, a «esperança é que as pessoas com este problema descobrirão que há tratamento e que não precisam mais sofrer.»

Entretanto, muitos especialistas discordam do uso de drogas para tratar problemas como a compulsão por comprar. Para Robert Lefever, director do centro de recuperação Promis, na Grã-Bretanha, é errado usar medicação nesses casos, porque apenas substitui um vício por outro. «É claro que os antidepressivos ajudam no problema, da mesma forma que ajudam a tratar a dependência do álcool», afirmou o médico à BBC. «Mas os medicamentos são apenas outro vício. É a mesma relação da metadona com a heroína.»

Paula Pedro Martins / Jornalista

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António Inglês

sábado, 5 de abril de 2008

OS NOVE PECADOS QUE NOS PODEM CAUSAR VÍCIOS VI!

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6 – JOGO

Somos o segundo país que mais aposta no Euromilhões (apenas ultrapassados pela França, com uma população seis vezes maior). Um estudo da empresa de casinos Estoril-Sol calcula que 17 mil portugueses sejam jogadores compulsivos.



Cientistas descobrem parte do cérebro ligada ao vício do jogo

Um estudo levado a cabo por cientistas americanos identificou a parte do cérebro que é estimulada quando um indivíduo aposta. Segundo os investigadores, a informação poderá vir a ser útil no tratamento do vício de jogar e de certos problemas de saúde mental. Um estudo levado a cabo por cientistas americanos identificou a parte do cérebro que é estimulada quando um indivíduo aposta. Segundo os investigadores, a informação poderá vir a ser útil no tratamento do vício de jogar e de certos problemas de saúde mental.



O estudo conduzido por especialistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e publicado no jornal especializado ‘Neuron’, levou os voluntários a seleccionar duas cartas de um baralho e a apostar um dólar que a primeira ou a segunda carta seria a de valor mais alto. Ao mesmo tempo, o cérebro de cada indivíduo era monitorizado através de ressonância magnética, para identificar a região subcortical estimulada pelas emoções de risco assumido e antecipação de uma recompensa.
O estudo localizou ainda uma espécie de ‘área de apostas’ no cérebro, controlada pelo neurotransmissor dopamina, que também actua na aprendizagem e na motivação, entre outras áreas.
Para os cientistas, este estudo irá dar uma grande ajuda na compreensão de comportamentos patológicos como o vício em jogos, bem como doenças mentais como esquizofrenia e comportamento bipolar.



Internet pode tornar-se um vício

O psiquiatra americano Dr. Jerald Block, especialista da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon, em Portland, divulgou um novo estudo a respeito do vício em internet na respeitada publicação American Journal of Psychiatry.

Nele, Block alerta para alguns dos sintomas do vício, que incluem uso excessivo da rede, frequentemente associado a perda de noção do tempo; sentimento de raiva, tensão ou depressão quando não existe um computador por perto; necessidade de melhores máquinas, mais softwares e mais horas de uso e ainda outras repercussões negativas, como brigas, mentiras, fadiga e isolamento social.



Segundo o site The Guardian, a Coreia do Sul é um dos locais onde o problema é maior, já que é o maior mercado banda larga do mundo. Ao menos dez jovens já morreram por usar a Internet por longos períodos em cibercafés, colocando o vício em Internet como um dos problemas mais sérios de saúde pública do país.

Acredita-se também que cerca de 210 mil crianças sul coreanas precisem de tratamento, sendo que destas 80% precisariam de medicamentos e 25% deveriam ser internadas. O problema pode ser pior, com a descoberta de que 1,2 milhão de adolescentes estão em risco de vício após o resultado de pesquisas que indicam que jogadores passam em média 23 horas por semana em mundos virtuais.



O problema, contudo, não está apenas na Coreia: autoridades chinesas estimam que 13,7% de todos os seus jovens internautas, um número que chega a 10 milhões de pessoas, podem ser consideradas viciadas. Nos Estados Unidos, as estimativas são mais complicadas de realizar, já que a maior parte dos usuários utilizam conexões domésticas, e não cibercafés.

Block alertou para o fato de que o vício em Internet é resistente a tratamento, mas esclareceu que este não está ligado a um serviço ou site específico. "O relacionamento é com o computador", explicou acrescentando que após ganhar importância, o computador troca experiências que poderiam ser reais por virtuais e, quando tirados dos usuários viciados, pode levar a depressão ou a raiva.



Como resposta a este tipo de problema relativamente novo, clínicas que tratam destes vícios começaram a surgir, bem como grupos de apoio. Robert Freedman, editor do American Journal of Psychiatry explica que as expressões do vício podem ser diversificadas. Enquanto na Coreia o problema parece ser relacionado a jogos, na América são as redes sociais. "Pornografia, jogo, aposta, chat com os amigos. Isto tudo existia antes, mas agora está muito mais fácil", comentou.

Freedman aposta que para resolver o vício, a resposta pode ser simples: substituir grupos online por reais, e começar a frequentar grupos de apoio. No Brasil, universidades como a PUC e a Unifesp oferecem atendimento gratuito para viciados em Internet.



Questão de química

Estudos mostram que o jogo compulsivo age no cérebro com
o mesmo poder de drogas como a cocaína e o ópio

Passar dias e noites nos casinos é sinonimo de férias para muita gente. Mas, para algumas pessoas, uma aposta aqui e outra ali podem ser o começo de um pesadelo. Um estudo conduzido pela Universidade da Florida, divulgado recentemente em Orlando, durante a conferência anual do Conselho da Florida de Jogo Compulsivo, mostra que, comparados ao resto do país, os residentes daquele Estado têm o dobro de probabilidade de se tornar viciados em jogo. O estudo da Florida se soma a pesquisas científicas que vêm mostrando que o jogo pode viciar tanto quanto substâncias como a nicotina ou a cocaína. Os Estados Unidos têm hoje cerca de 2,5 milhões de pessoas diagnosticadas como viciadas em jogo. Segundo as autoridades de saúde, mais 15 milhões de adultos estão no grupo de risco e podem, eventualmente, tornar-se jogadores patológicos. "Quanto mais jovem o jogador, maiores os riscos de o hábito se transformar em compulsão", diz o médico Nathan Shapira, autor da pesquisa da Florida. "Os menos susceptíveis ao vício são aqueles apresentados ao jogo na faixa dos 27 anos."



Por muito tempo, os médicos relutaram em aceitar a ideia de que desvios de comportamento como o jogo compulsivo podiam ser considerados um vício. Agora existem poucas dúvidas de que o efeito do jogo sobre o cérebro pode, em alguns casos, equivaler a uma dose de substância tóxica. A edição de Novembro da revista Science, uma das mais respeitadas publicações científicas do mundo, traz um estudo quase conclusivo a respeito do poder viciador do jogo e de outros comportamentos que os psicólogos chamam de "recompensadores" – como comer demais ou fazer sexo compulsivamente. "Nos últimos seis meses, mais e mais especialistas se renderam à ideia de que o processo cerebral que deflagra o vício químico é o mesmo desencadeado pelo jogo compulsivo", disse à Science Alan Leshner, director do Nida, o instituto americano de estudos do abuso químico. A relação entre os diversos vícios é tão próxima que 20% das pessoas que se excedem nas drogas e no álcool também têm problemas com jogatina. Um estudo recente que utilizou escaneamento do cérebro, realizado na Universidade Harvard, indica que o mecanismo cerebral de jogadores compulsivos é similar ao de um viciado em cocaína e de um iniciante no uso de ópio. "Isso explica por que o jogo passa a ser mais importante que a família e o trabalho, ao ser encarado como a única fonte de prazer", diz o médico Mark Gold, do Instituto do Cérebro da Universidade da Florida, especialista em casos de vícios.

Textos e fotos da Net

António Inglês

sexta-feira, 4 de abril de 2008

OS NOVE PECADOS QUE NOS PODEM CAUSAR VÍCIOS V!

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5 – COMIDA

A obesidade atingia, em 2005-2006, 16,5% dos portugueses com mais de 18 anos, segundo o Instituto Nacional de Saúde. As estatísticas mostram também que os homens, 20,8%, sofrem mais deste problema do que as mulheres, 16,6%.



Obesidade - A culpa

Chega a ser um contra-senso nos dias de hoje, em que vivemos numa sociedade "dita" moderna, quando o homem há muito tempo já pisou na lua, sendo o progresso da ciência e a Medicina indiscutíveis a obesidade avançar em proporções alarmantes. Cerca de um terço dos americanos são considerados obesos, partindo de padrões básicos de percentual de gordura para determinar a obesidade.

Acima de 20% para os homens e 30% para as mulheres. No Brasil os números não são muito diferentes e o grande vilão da obesidade é justamente as facilidades oferecidas pelo mundo moderno. Uma das pesquisas americanas dão conta que dos mais de 2kg de gordura por ano acrescidos no peso corporal, 1 é culpa dos controles remotos. Aperta-se botão para tudo: televisão, vídeo-cassete, som, acendimento automático de lâmpadas, vidro eléctrico no carro, escada rolante e muito mais. Ou seja, a lei do menor esforço é parceira da gordura, das doenças cardiovasculares, da hipertensão arterial, do diabetes, do câncer entre outras. Portanto, o excesso de peso não deve ser encarado como um factor apenas estético. É um problema crónico de saúde pública relatado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos E.U.A. Um terço das mortes por câncer de mama e endométrio estão, segundo relatórios médicos dessas entidades, relacionadas ao excesso de gordura, mais de 30% de percentual. Dois terços ficam por conta das cardiopatias inerentes à obesidade.



Da mesma forma, parece um contra-senso saber que os governos gastam fortunas com programas espaciais, prémios aos futebolistas de selecção nacional, entre outros, quando as verbas destinadas à prevenção da obesidade é quase nenhuma. Das seis principais doenças, as cardiovasculares arrancaram dos cofres públicos dos E.U. 22,2 biliões de dólares no ano de 1986, só em custos médicos. Em 1994 os valores totais já haviam ultrapassado a casa de um trilião de dólares. No Brasil não é muito diferente.

...E de quem é a culpa? De um modo geral há uma tendência a acreditar-se que o excesso de comida venha a ser o principal factor da obesidade. A gente sabe que não é bem assim porque se assim fosse, bastaria uma redução e ou um controle alimentar qualquer e as pessoas emagreceriam com a maior facilidade. Umas têm tanta facilidade de engordar como dificuldade de emagrecer. Outras engordam e emagrecem com a maior tranquilidade.

Existem, sem dúvida nenhuma outros factores, tais como os genéticos, ambientais, sociais e provavelmente raciais. Uma família de gordos, certamente tem hábitos e valores incorporados, que se tiver um magro no meio estará fora de sintonia. Entretanto, vale ressaltar que os distúrbios hormonais, segundo dados da O. M. S. (Organização Mundial de Saúde) e as fontes citadas por McArdle, raramente são apontados como a causa principal.

Pode sim, é a obesidade gerar uma série de distúrbios hormonais que acabam invertendo a ordem dos culpados. Ou seja, não é o distúrbio hormonal o causador, e sim a obesidade a causadora dos supostos distúrbios vindo em cascata.




Há alguns anos fala-se na mutação do gene OB. como responsável pela obesidade. Com base em pesquisas com ratos, constatou-se que esse gene tem acção directa numa proteína, descoberta em 1994, produzida no tecido adiposo e transportada pela circulação sanguínea para o cérebro chamada de Leptina (Do Grego Leptos significando magro) ou simplesmente OB. Sua acção é controlar a saciedade de acordo com a quantidade calórica dos alimentos ingeridos para manter o nível de gordura corporal. É como se fosse, por assim dizer, uma válvula instalada no hipotálamo regulando a ânsia de comer. A leptina quando injectada em cães mostrou ser capaz de reduzir o peso corporal e o tecido adiposo. Aquele sujeito que costumamos dizer: "não engorda de ruim", especula-se ter uma boa produção de leptina. Sortudo, não? As pessoas excessivamente gordas teriam o gene OB. defeituoso a tal ponto de nunca se sentirem saciados e comerem compulsivamente.

A teoria de se comer vagarosamente, mastigando bem os alimentos, procurando saboreá-los com o máximo prazer, se baseia nisso. Ou seja, comendo devagar dá tempo para o organismo desenvolver o mecanismo reflexo da saciedade, estimulando a leptina, ingerindo menos quantidade de comida ou, na medida certa das necessidades orgânicas. Outro factor bem estabelecido, é que o peso corporal não é o vilão das doenças cardiovasculares e sim o percentual de gordura. Pessoas corpulentas e pesadas, mas com o percentual de gordura normal não são susceptíveis a cardiopatias. Ao contrário, pessoas de menor estatura porém gordas correm um risco bem mais alto. Isso é um fato.



Riscos da obesidade para a saúde

Obesidade é mais do que um problema com a aparência, é um perigo para a saúde. Milhares de mortes relacionadas à obesidade acontecem todos os anos. Vários problemas médicos graves têm sido relacionados à obesidade, incluindo diabetes tipo 2, doenças no coração, pressão alta e enfarto. Obesidade também está relacionada a maiores taxas de certos tipos de câncer. Homens obesos têm maior probabilidade de morrer de câncer de cólon, recto ou próstata. Mulheres obesas têm mais chances de morrer de câncer de mama, útero e ovários.

Outras doenças e problemas de saúde relacionado à obesidade incluem:

· Cálculo biliar e doença na vesícula biliar.

· Doença no fígado

· Osteoartrite, uma doença na qual as articulações se deterioram. Isso pode ser resultado de excesso de peso nas articulações.

· Gota, outra doença que afecta as articulações.

· Problemas pulmonares, incluindo apnéia do sono na qual a pessoa para de respirar por curto período de tempo enquanto dorme.

· Problemas no sistema reprodutivo de mulheres, incluindo infertilidade e irregularidades no ciclo menstrual.

Profissionais da saúde geralmente concordam que quanto mais obesa for a pessoa, maior probabilidade terá de desenvolver problemas de saúde.



Consequências sociais e psicológicas

Sofrimento emocional pode ser uma das partes mais dolorosas da obesidade. A sociedade dá importância à aparência física e geralmente associa ser atraente a ser magro, especialmente em mulheres. Essas mensagens fazem as pessoas obesas sentirem-se sem atractivos.

Muitos pensam que pessoas obesas são gulosas, preguiçosas ou ambos. Como resultado, pessoas obesas geralmente enfrentam preconceito ou discriminação no mercado de trabalho, escola e eventos sociais. O sentimento de rejeição, vergonha e depressão são comuns


Causas da obesidade

Em termos científicos, a obesidade acontece quando uma pessoa consome mais calorias do que queima. As causas para o desequilíbrio entre calorias ingeridas e queimadas podem variar de pessoa para pessoa. Factores genéticos, ambientais e psicológicos, entre outros, podem causar a obesidade.



O que é obesidade e como é medida?

Para a maioria das pessoas o termo "obesidade" significa estar muito acima do peso. Profissionais da saúde definem "acima do peso", ou sobrepeso, como o excesso de peso corporal que inclui músculos, ossos, gordura e água. Obesidade especificamente refere-se ao excesso de quantidade de gordura corporal. Alguma pessoas, como fisiculturistas e outros atletas com muitos músculos, podem estar com sobrepeso sem serem obesos.




Como a obesidade é medida?

Todos nós precisamos de certa quantidade de gordura corporal para armazenar energia, isolamento de calor, absorção de impacto e outras funções. Como regra, mulheres têm mais gordura corporal do que homens. A maioria dos profissionais da saúde concorda que homens com mais de 25% de gordura corporal e mulheres com mais de 30% apresentam obesidade.

Medir a exacta quantidade de gordura corporal numa pessoa não é fácil. A formas mais precisas de medir são pesar a pessoa sob a água ou usar um teste raio-x chamado radioabsorciometria de feixes duplos. Esses métodos não são práticos para a maioria das pessoas e são feitos somente em centros de pesquisa com equipamentos especiais.

Há métodos mais simples para estimar a quantidade de gordura corporal. Um deles consiste em medir a espessura da camada de gordura abaixo da pele em varias partes do corpo. Outro método é enviar quantidade inofensiva de electricidade através do corpo da pessoa. Ambos os métodos são usados em academias e programas de emagrecimento comerciais. Porém, os resultados desses métodos podem não ser precisos se forem feitos por pessoas inexperientes ou em alguém com obesidade severa.



Tratamento da obesidade

Profissionais da saúde geralmente concordam que pessoas com um índice de massa corporal ( IMC ) acima de 30 podem melhorar sua saúde ao emagrecer. Isso é especialmente verdadeiro para pessoas com obesidade severa.

Prevenir ganho de peso adicional é recomendado se você tem um índice de massa corporal entre 25 e 29,9, a menos que possua outros fatores de risco. Especialistas em obesidade recomendam que você tente perder peso se tem um ou mais dos pontos abaixo:

· Histórico familiar de certas doenças crónicas. Se tem parentes próximos com doença cardíaca ou diabetes, então há maior probabilidade de você desenvolver esses problemas se estiver obeso.

· Problemas médicos pré-existentes. Pressão alta, colesterol elevado ou alto nível de açúcar no sangue são sinais de alerta de algumas doenças relacionadas à obesidade.

· Corpo em "forma de maçã". Se o seu peso estiver concentrado ao redor da cintura, então você tem maior risco de doença cardíaca, diabetes ou câncer do que pessoas com o mesmo peso mas com corpo em "forma de pêra".

Felizmente, uma perda de peso de 5 a 10% pode fazer muito para melhorar a saúde ao baixar o colesterol e a pressão arterial. Adicionalmente, estudos recentes têm mostrado que uma perda de peso entre 5 e 7% pode prevenir a diabetes tipo 2 em pessoas com alto risco para essa doença.



Como é o tratamento da obesidade ?

O método para tratamento depende do nível da obesidade, condição geral de saúde e motivação para perder peso. O tratamento da obesidade pode incluir uma combinação de dieta, exercícios físicos, mudança de comportamento e algumas vezes remédios para emagrecer. Em alguns casos de obesidade severa, a cirurgia para redução de estômago (bariátrica) pode ser recomendada. Lembre-se que o controle de peso é um esforço para toda a vida.



Tipos de obesidade
Obesidade mórbida e do tipo maçã e pêra

Os tipos de obesidade podem ser classificados em termos absolutos ou relativos. Na prática, os tipos de obesidade são avaliados em termos absolutos ao medir o IMC (índice de massa corporal), mas também pela distribuição da gordura através da medição da circunferência da cintura ou da taxa de cintura x quadril. Adicionalmente, a presença de obesidade deve levar em conta o contexto de outros factores de risco para a saúde.



Tipos de obesidade pelo IMC

O IMC é um método simples amplamente usado para estimar a gordura corporal. Ele é calculado dividindo o peso da pessoa pela sua altura ao quadrado: IMC = peso / (altura)2. Então, uma pessoa com 80 kg e 1,70m teria IMC de 80 / (1,7)2 = 27,68. A classificação pelo IMC mais utilizada segue os seguintes valores:

Condição

IMC em adultos

abaixo do peso

abaixo de 18,5

no peso normal

entre 18,5 e 25

acima do peso

entre 25 e 30

obesidade

entre 30 e 40

obesidade mórbida

acima de 40

A pessoa também pode ser classificada como tendo obesidade do tipo mórbida com um IMC maior que 35 e presença de um outro problema de saúde significativo (co-morbidade). A interpretação do IMC também pode levar em conta a etnia, massa muscular, idade, sexo e outros factores. O IMC superestima a gordura corporal de pessoas musculosas e subestima a de indivíduos que perderam massa corporal como os idosos.



Circunferência da cintura e tipos de obesidade

O IMC não leva em conta as diferentes taxas de tecido adiposo e magro; nem distingue entre os diferentes tipos de adiposidade, alguns dos quais podem correlacionar-se mais de perto com riscos cardiovasculares. Estudos têm mostrado que a gordura visceral ou obesidade central, popularmente conhecida como obesidade do tipo maçã, tem relação muito mais forte com doenças cardiovasculares. A obesidade do tipo maçã ocorre quando os principais depósitos de gordura corporal estão localizados ao redor do abdômen e na parte superior do corpo. Já na obesidade do tipo pêra a gordura corporal é mais armazenada nas coxas logo abaixo da superfície da pele e apresenta riscos menores à saúde. A circunferência absoluta da cintura (maior que 102 cm em homens e que 88 cm em mulheres) ou taxa de cintura x quadril (maior que 0,9 em homens e que 0,85 em mulheres) são métodos usados para medir a obesidade central, ou do tipo maçã.



Medição do percentual de gordura corporal

Outra forma de determinar a obesidade é medindo o percentual de gordura corporal. Geralmente é aceite que homens com mais de 25% e mulheres com mais de 30% de gordura corporal são obesos. Porém, é difícil medir a gordura corporal precisamente. O método mais aceite tem sido a medição do peso da pessoa sob a água, mas esse procedimento é limitado a laboratórios com equipamento especial. Dois métodos mais simples para medir o percentual de gordura corporal são a medição de dobras cutâneas e análise de impedância bioelétrica.



Factores de risco e co-morbidades

A presença de factores de risco e doenças associadas à obesidade também são usadas para estabelecer diagnostico clínico. Doença cardíaca coronária, diabetes tipo 2 e apnéia do sono são factores de risco que podem indicar tratamento clínico para obesidade. Tabagismo, hipertensão, idade e histórico familiar são outros factores de risco que pode indicar tratamento da obesidade.

Textos e fotos da Net

António Inglês