segunda-feira, 31 de março de 2008

OS NOVE PECADOS QUE NOS PODEM CAUSAR VÍCIOS!

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Dou hoje início a um ciclo de nove postagens cuja matéria nelas tratadas, achei por bem partilhá-las convosco. A este trabalho chamei:

“Os nove pecados que nos podem causar vícios”.

Certos comportamentos e substâncias podem transformar-se em vícios que chegam a pôr em causa a nossa vida.
São eles:
O Álcool, as Drogas, o Tabaco, a Cafeína, a Comida, o Jogo, as Compras, o Sexo e a Internet

Este é o retrato da situação em Portugal.



1 - ÁLCOOL


Estima-se que 5% da população portuguesa seja alcoólica, o que equivale a meio milhão de pessoas. Mas apenas uma pequena percentagem procura ajuda - a Organização Alcoólicos Anónimos tem, em Portugal, cerca de mil membros.




Os efeitos imediatos do álcool

Após o primeiro gole, o álcool se distribuí rapidamente,pelo sangue, a todo o organismo, principalmente cérebro e fígado. No início, se percebe uma sensação de euforia. Com ingestão de doses maiores há uma diminuição dos reflexos, raciocínio e a fala torna-se arrastada. Em doses ainda mais elevadas provoca náuseas, vómitos, coma ou mesmo a morte.



Os efeitos tardios do álcool


O alcoolismo é uma doença reconhecida pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e como a ferrugem nos metais leva à uma degeneração do organismo, lenta e progressiva até a morte. O processo de doença se manifesta através da hipertensão arterial, mio cardiopatias, hepatite, cirrose, gastrite, impotência sexual, dores musculares, diarreia, pancreatite, deficiência nutricional decorrentes da falta de vitaminas e minerais como o acido fólico e a vitamina B12, câncer de boca e de esófago, alterações cerebrais e neurológicas.

O álcool contido nas bebidas utilizadas é o etanol, obtido através da fermentação de determinados produtos naturais, como por exemplo, a uva - vinho e champanhe, e cereais - cerveja. A destilação destas bebidas produz as bebidas destiladas: uísque, gim, pinga e vodka.

Os alcoólicos vivem 10 a 12 anos menos, comparados com os que não bebem bebidas alcoólicas.

O uso habitual e continuado de bebidas alcoólicas em doses acima de 80 g de etanol por dia para os homens e de 60g para as mulheres, está associado a doenças do sistema nervoso e digestivo.




O álcool ao ser ingerido libera no organismo substâncias que podem propiciar sensação de prazer, bem estar, desinibição e alegria. O fato de se beber socialmente, não significa que se tenha estabelecido um vínculo de dependência. É habitual o uso de bebida alcoólica em festas e ocasiões sociais.

.Existem evidências em animais e no homem de que o uso de quantidade moderada de bebida alcoólica protege contra a aterosclerose e o enfarto do miocárdio.

O abuso de substância psicoativa, como as bebidas alcoólicas é definido na presença de pelo menos um dos três seguintes critérios:

  • O uso continuo apesar da presença de problemas ocupacionais, psicológicos ou físicos.
  • O uso recorrente em situações nas quais há ameaça de dano físico como dirigir ou operar máquinas.
  • Problemas judiciais decorrentes do abuso.


A dependência da bebida alcoólica como substância psicoativa é definida pela presença de pelo menos três dos seguintes critérios:

  • Ingestão em quantidades maiores e por mais tempo do que o pretendido
  • Tentativas mal sucedidas de cortar ou controlar o seu uso
  • Grande quantidade de tempo gasto na obtenção e uso da bebida ou na recuperação de seus efeitos
  • Sintomas de intoxicação e abstinência que levam ao não cumprimento das tarefas no trabalho e em casa
  • Abandono das actividades ocupacionais e sociais
  • Continuidade do uso a despeito dos danos sociais, psicológicos ou físicos
Aumento progressivo das doses para obter o efeito desejado




O álcool não é somente o principal vilão do Carnaval, ele também é responsável por grande parte dos casos de violência familiar, assaltos, estupros, homicídios criminosos, acidentes de trabalho e acidentes de trânsito.

As razões do alcoolismo são de ordem genética, fisiológica, afectiva, social, familiar e educacional. Geralmente inicia-se nas pequenas doses com amigos, ou em família. Cerca de 1/3 das pessoas experimentaram álcool antes dos 11 anos de idade. No final da adolescência cerca de 90% das pessoas já o fizeram.



Medidas preventivas:

  • Respeite o seu limite de tolerância ao álcool.
  • Não misture tipos diferentes de bebida.
  • Não beba de estômago vazio.
  • Não misture álcool com outros tipos de drogas.

· Não dirija após a ingestão de bebida alcoólica, mesmo uma lata de cerveja pode diminuir-lhe os reflexos.

· Evite remédios anti-ressaca, pois além de não impedir os efeitos danosos do álcool, podem agredir ainda mais o seu estômago.

· Quando houver abuso do álcool procure descansar, ingerir líquidos em abundância e fazer dieta leve. Se isto não for suficiente, procure orientação médica.

· Reveja o seu grupo de amigos. Será que ele não esta favorecendo o abuso da bebida?

· Lembre-se que você é exemplo para os mais jovens. Filhos de pais alcoólicos tem chances dezenas de vezes maiores de se tornarem alcoólicos.

· Praticar desporto, viajar, ler, ouvir música, assistir a um bom filme, conversar com amigos, são algumas das outras formas que se tem para ter prazer e qualidade de vida.




Textos: Revista Visão e Internet
Fotos : Internet
António Inglês

domingo, 30 de março de 2008

AINDA A PÁSCOA 2008 DA AUTORIA DE BIG RIVER!



É IMPOSSÍVEL DEIXAR DE POSTAR UM FILME DA AUTORIA DE « BIG RIVER » MEU DISTINTO CUNHADO LUIS AGOSTINHO, QUE SÓ VEM CONFIRMAR TUDO QUE ANTERIORMENTE JÁ DEIXEI DITO NESTE MEU PORENTREMONTESEVALES.
DELICIEM-SE COM ESTES MARAVILHOSOS MOMENTOS DE BOA DISPOSIÇÃO E COM ESTAS CARINHAS LAROCAS QUE APESAR DE TEREM DE SUBIR SETENTA METROS QUASE A PIQUE POR UM CARREIRO ESTREITO E TORTUOSO, NUNCA MAIS ESQUECERÃO AS FÉRIAS DA PÁSCOA DE 2008, UMA ORGANIZAÇÃO "LACERDA" QUE VEM MARCANDO AS AVENTURAS DESTE GRUPO DE MALUCOS!!!

sábado, 29 de março de 2008

E AGORA ... UMA MARAVILHA PARA O VOSSO/NOSSO FIM DE SEMANA. FIQUEM BEM!




Nana Mouskouri - Je chante avec toi liberté

UM EXCELENTE FIM DE SEMANA!

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Meus amigos

Lentamente, estou de volta pois as dores deixaram-me, (o que já não era sem tempo ), e ao que parece, esta pequenina brincadeira de um miserável golpe, está com vontade de sarar, pelo menos na última mudança de penso, a situação mostrou-se satisfatória.
Por isso amigos, regresso ainda não na plenitude pois a ligadura não me permite mexer muito bem os dedos, mas com vontade de vos abraçar a todos pelo muito carinho e amizade que têm vindo a demonstrar nestes dias de silêncio a que me vi obrigado.
Ao longo da vida, o acumular de todos os problemas que nos vão surgindo, ajudam-nos a ficar cada vez mais fortes e aprendemos que só sairemos derrotados, se deixar-mos que isso aconteça, se nos deixar-mos vencer.
Por vezes, mesmo perdendo determinadas batalhas, ganhamos sempre algo de muito importante que nos vai ensinando a viver, e acabamos por sair vitoriosos. E vale a pena aqui deixar dito que as vitórias não são vitórias se forem a qualquer preço. A dignidade de cada um de nós e a nossa postura e coragem é que fazem de nós vencedores, e essas não têm preço.
Jamais me sentirei um derrotado, e por cada vez que cair ou tropeçar, erguer-me-ei com mais força ainda, bem mais enriquecido e mais forte.
Um dos factores mais importantes para que estas condições se conjuguem e me deixem assim pensar, é a amizade e a força que os amigos nos transmitem. Uma simples palavra ou um simples gesto, são a mola que nos faz sentir fortes e dignos.
Por isso amigos, quero deixar-vos a todos sem excepção um grande abraço de amizade, pois os comentários e os email's que me foram sendo enviados, tiveram um efeito mais eficaz que a medicação a que me sujeitei. E não me esqueço que este incidente não passou de um simples golpe sem grande importância.
Bem hajam por toda a força que me enviaram e cá estou, para vos ir aborrecendo com um ou outro disparate, mas também com muita vontade de estar entre vós, e de vos ir visitando a pouco e pouco. Segundo as previsões de quem sabe da poda, lá para segunda feira tirarei de vez esta maldita ligadura e retomarei o normal procedimento, com o tempo que vou tendo disponível.
Peço-vos desculpa por este desabafo, mas tinha vontade de o fazer. Quando sentimos a falta de algo que normalmente está ao nosso alcance e que temporariamente estamos incapacitados de fazer, a vontade vai-se acumulando e na primeira ocasião que temos para o regresso, é como se de um grito se tratasse.
Um óptimo e excelente fim de semana para todos vós e um grande OBRIGADO do fundo do coração!


António Inglês

quinta-feira, 27 de março de 2008

ALGUNS DIAS DE SILÊNCIO!

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Meus amigos, durante uns dias terei de estar sem postar e sem comentar ou responder a comentários pois um estúpido incidente obriga-me a ter de imobilizar um braço, pois o golpe na mão teima em não fechar, o que para além de me provocar algumas dores, não me deixa muito descansado!
Tentei, é verdade que tentei, mas ainda hoje ao mudar o penso, me informaram que enquanto não evitar fazer algumas das coisas que faço habitualmente, esta "coisa" não vai sarar...
Estarei por cá, só com uma mão, irei espreitando mas terei mesmo de parar durante uns dias senão as coisas irão piorar.
Um abraço a todos e espero que este período seja breve.

António Inglês

UM CHEIRINHO DA PÁSCOA 2008 EM MONCHIQUE

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ESTA PÁSCOA 2008, MARCOU DE NOVO E DE FORMA ESPECIAL A VIDA DESTE GRUPO DE FAMÍLIA E AMIGOS, QUE UMA VEZ POR OUTRA PARTE EM AVENTURAS CARREGADAS DE SITUAÇÕES INESPERADAS, MENOS AGRADÁVEIS OU SIMPLESMENTE FABULOSAS.
"ORGANIZAÇÕES LACERDA" CHAMAM-LHE TODOS, PORQUE POR VEZES AS COISAS SAEM BEM E OUTRAS HÁ EM QUE SAEM... MENOS BEM...
NO FIM, SEMPRE FICA A SAUDADE E DURANTE ANOS A FIO, RECORDAMOS COM ALGUMA NOSTALGIA TODAS ESTAS EPOPEIAS QUE VIVEMOS EM CONJUNTO.
O AMOR, A SOLIDARIEDADE, A UNIÃO E A AMIZADE SÃO O FACTOR COMUM A TODAS ESTAS INICIATIVAS, E SÃO A CHAMA QUE NOS TEM MANTIDO UNIDOS.
É VERDADE QUE O GRUPO TEM VINDO A AUMENTAR DE NÚMERO, E É BOM QUE ASSIM SEJA PORQUE A VIDA NÃO PÁRA E DÁ SINAIS DE QUE SE ESTÁ BEM ENTRE NÓS.
QUERO DEIXAR UMA PALAVRA DE AGRADECIMENTO A MEU CUNHADO, AMIGO E IRMÃO, SEMPRE PRESENTE E SACRIFICADO A ATURAR OS NOSSOS "PUTOS" DE SORRISO NOS LÁBIOS E QUE NO FIM NOS PRESENTEIA SEMPRE COM ESTES PEQUENOS FILMES QUE IRÃO ETERNIZAR E SELAR TÃO GRANDES CRUZADAS.
BEM HAJAS BIG RIVER, QUE O POSSAS CONTINUAR A FAZER DURANTE MUITOS E MUITOS ANOS PORQUE ISSO SERÁ O SINAL DE QUE POR CÁ CONTINUAREMOS UNIDOS E FORTES COMO SEMPRE!

António Inglês

quarta-feira, 26 de março de 2008

RAUL SOLNADO 50 ANOS DE CARREIRA

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Raul Solnado um dos mais populares actores de sempre do teatro português, foi ontem, dia 25 de Março de 2008, homenageado no teatro que fundou em 1965 e onde se manteve até 1976. Com essa homenagem reabriu o Teatro Villaret. O actor já foi ver o renovado espaço.




Hoje já não o faria", diz Raul Solnado ao relembrar a abertura inaugural do Teatro Villaret, a 10 de Janeiro de 1965. O primeiro e até ao momento único actor português a mandar construir de raiz um teatro – satisfazendo assim um sonho antigo – admite que a aventura não foi fácil.
"Foram 11 anos duros, 11 anos de grande loucura e hoje já não teria energia para me meter noutra. Mas devo acrescentar que ter erguido – e gerido – o Villaret foi, também, uma experiência que me trouxe momentos de grande felicidade." Até porque, diz, no seu caso a gestão não é incompatível com a arte: "Sou muito mandão! Que o diga a minha empregada", graceja.
Na noite passada, e ao fim de meses de obras, o Teatro Villaret reabriu ao público com novo visual: nova plateia, foyer remodelado, equipamento de segurança instalado como manda a lei. Na reabertura, e logo a seguir à estreia da peça ‘A Gorda’, de Neil LaBute, o actor foi homenageado, numa cerimónia que meteu surpresas.




No entanto, Solnado não aguentou a expectativa e já foi deitar o olho ao novo rosto do Villaret. "Fui ver se está tudo de acordo com o projecto original, do Daciano Costa, e achei-o lindo. Está como novo e espero que lá se faça um bom trabalho", comenta. O comediante, que acompanhou a gestão que a UAU fez naquele espaço, pretende igualmente seguir de perto os cinco anos que o Teatro D. Maria II assegurou.
O conhecido actor deseja boa sorte ao director Carlos Fragateiro, acrescentando que "em teatro nunca se sabe". "É inútil contratar vinte economistas para gerir um teatro: a intuição é que vale. Em teatro não há balizas, não há regras. É preciso é coragem", conclui Raul Solnado.

Ana Maria Ribeiro / Correio da Manhã





"Isto de se fazer humor é uma coisa muito séria. E dá muito trabalho", Quem o diz é Raul Solnado, o actor multifacetado, criativo e empreendedor que, graças à sua fé na arte que decidiu abraçar, conseguiu tornar-se no único actor nacional a abrir um teatro nos difíceis tempos de marasmo cultural que caracterizavam o país em 1965. A esse espaço deu-lhe o nome de Teatro Villaret, em homenagem ao actor que, muitos anos antes, o conseguira emocionar até ás lágrimas.

O lisboeta Teatro Villaret reabriu assim ao público prestando homenagem ao seu fundador, ao mesmo tempo que estreou a peça "A Gorda - Fat Pig", do dramaturgo norte-americano Neil LaBute.
Raul Solnado, que nos últimos tempos tem recusado diversas homenagens, achou justo que se lembrassem dele enquanto figura crucial do Teatro Villaret, por onde passariam grandes espectáculos de autores contemporâneos, cujos temas actuais atraíram o público e outras companhias que aí começaram, gradualmente, a instalar-se."Acho muito bonito que tivessem esta ideia. E sinto-me vaidoso que se tivessem lembrado de mim".





Solnado é um actor versátil mas foi com os papéis cómicos que se impôs e se tornou uma figura mítica na história do teatro em Portugal. A sua carreira está repleta de sucessos que ainda hoje perduram na memória do público e atravessam gerações de fãs. Aos 79 anos, que completará no próximo dia 19 de Outubro, confessa que se há algo de que se orgulhe é de ter público de diferentes gerações a aplaudi-lo. "As crianças hoje ouvem as coisas que gravei e acham graça".

As rábulas têm o seu ponto alto com um sketch do espanhol Miguel Gila, chamado "A guerra de 1908", que Solnado estreou em 1961 no Teatro Maria Vitória. Este foi o seu maior êxito de sempre.
"Sofri muito na estreia", recorda o actor. "Tinha muitas dúvidas, não em relação ao texto, mas ao gosto do público. Hoje as pessoas riem melhor do que naquela altura, até porque estão mais acostumados a um tipo de humor baseado no non sense. Mas naquela época isto era novidade. Eu não sabia se um texto deste tipo ia funcionar. Aliás, acho que os cómicos têm sempre essa dúvida.





Uma piada pode levar horas a ser construída e depois ser um fiasco quando apresentada em público. Mas aquele texto do Gila era genial. No fundo era uma crítica a todas as guerras. Em Portugal claro que foi logo entendido como uma crítica mordaz à guerra colonial. Foi marcante. Estava cheio de medo porque aquele tipo de humor não era habitual, nem mesmo em revista. E foi precisamente na revista "Bate o pé" que incluí o texto. Não era fácil. No dia da estreia ia morto de medo. Mas achava que tinha que insistir, tentar fazer algo diferente do habitual. E deu certo."

Para Raul Solnado, "o humor é das coisas mais difíceis da escrita. Daí a dificuldade de hoje em dia se encontrarem grandes textos de novos humoristas. As pessoas, por vezes, não levam a sério o humor. Na realidade o humor não é para brincadeiras. Pensa-se que um actor cómico não tem que trabalhar tanto como um actor dramático. Mas não é verdade. As pessoas nem sonham o quão difícil e violento é o trabalho de actor, seja qual for o registo".
Para Solnado, "ser cómico não e fácil ou difícil, mas sim fácil ou impossível. A palavra difícil não existe para um cómico".




Curiosamente, foi com um drama que Raul Solnado pela primeira vez se emocionou no teatro. "Tinha oito anos e fui com o meu pai ver a peça "A recompensa", com o João Vlilaret. Fiquei tão marcado que me emocionei até ás lágrimas. Ver João Villaret a representar foi algo de transcendente. Isto foi de tal modo marcante que, quando tive oportunidade para abrir o meu próprio teatro, decidi dar-lhe o nome do Villaret. E assim fiz".
A ideia de criar uma casa onde tivesse oportunidade de levar o repertório por si escolhido surgiu de um insucesso na sua carreira. "Em 1958 estava a fazer uma revista no Brasil e protagonizei o meu mais glorioso fracasso. Aliás tive vários ao longo da minha vida mas aquele foi a pedra de toque. Naquela altura estava a ser iniciado um movimento fabuloso no teatro brasileiro. Surgiram muitos teatros de bolso. E então tive a ideia de trazer o modelo para Portugal. Não foi fácil concretizar mas acabei por conseguir. E mantive o Villaret aberto durante 11 anos, até 1976".

Ana Vitória / Jornal de Noticias 24.03.2008




PERFIL

Raul Solnado nasceu a 19 de Outubro de 1929 em Lisboa e estreou-se nos palcos da Sociedade Guilherme Cossoul em 1947. Profissionalizou-se em 1952, dedicando-se à comédia, ao teatro de revista e ao cinema, onde desempenhou papéis marcantes em filmes como ‘O Tarzan do Quinto Esquerdo’ ou ‘Dom Roberto’, que lhe valeu o Prémio de Imprensa para Melhor Actor de Cinema. Os sketches ‘A Guerra de 1908’ e ‘A História da Minha Vida’, que gravou em disco, bateram todos os recordes de vendas da época. Em 1963 começou a fazer teatro televisivo, que o torna ainda mais popular, e em 1965 fundou o Teatro Villaret, que gere até 74. Fez telenovelas, teatro dramático e escreveu com a mulher, Leonor Xavier, a biografia ‘A Vida não se Perdeu’.




PEÇA CRUEL DE LABUTE



‘A Gorda’ é o título da peça com que o TNDM II reabre hoje o Villaret. Trata-se de um texto com a assinatura do ‘maldito’ Neil LaBute (norte-americano conhecido, também, como e realizador de cinema) e que aqui nos conta uma história de discriminação. Com a crueldade que normalmente lhe assiste, LaBute mostra-nos o encontro entre um jovem belo e bem sucedido (Ricardo Pereira) e uma jovem gorda (Carla Vasconcelos). Maria João Falcão e Carlos António completam o elenco.

Ana Maria Ribeiro / Correio da Manhã


E agora ouça uma das mais populares histórias que celebrizaram Raul Solnado “A IDA AO MÉDICO”