PORQUE NÃO UM POUCO DE HUMOR PARA INICIO DE FIM DE SEMANA?
Divirtam-se !!!
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sábado, novembro 17, 2007
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sexta-feira, novembro 16, 2007
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ARARA-AZUL
“Retomo hoje um tema a que me propus há uns tempos atrás. Espécies em vias de extinção. A humanidade deveria saber criar as condições para que tal não acontecesse, por isso, e porque é uma realidade, aqui fica o meu alerta.”
A arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus), a maior ave entre os psitacídeos (família que inclui os papagaios, periquitos, jandaias e outras araras), está ameaçada de extinção. Restam apenas 3.000 araras-azuis na natureza, a maior parte delas no Pantanal. A destruição do seu habitat e a sua captura para o comércio são os dois factores que, combinados, levaram-na ao risco de extinção.
Possui uma plumagem azul com um anel amarelo em torno dos olhos, e fita da mesma cor na base da mandíbula. Seu bico é desmesurado parecendo ser maior que o próprio crânio. Sua alimentação, enquanto vivendo livremente, consiste em sementes, frutas, insectos e até de pequenos vertebrados.
Depois que nascem, as araras-azuis ficam cerca de três meses e meio no ninho, sob o cuidado dos pais, até se aventurarem no primeiro vôo. A convivência familiar dura até um ano e meio de idade, quando os filhotes começam a separar-se gradualmente dos pais.
Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae
Nome científico: Anodorhynchus hyacinthinus
Distribuição: Interior do sul do Brasil, Maranhão, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás.
Habitat: Buritizais, matas ciliares e cerrado adjacente
Hábitos: Têm o vôo pesado, no entanto são capazes de descrever curvas fechadas
Longevidade: 30 a 40 anos
Maturidade: 3 anos
Época de reprodução: Novembro a Janeiro
Gestação: Incubação: 30 dias
Nº de filhotes: Dois filhotes
Alimentação na natureza: Semente e frutas
Alimentação em cativeiro: Amendoim, girassol, milho verde, coco seco, banana, mamão e laranja
Causas da extinção: Caça e Destruição do meio ambiente
Menos dotada que seus parentes, os papagaios, a arara só é capaz de aprender algumas palavras isoladas. Desde o século XVI as araras são muito procuradas como bichos de estimação e, antigamente, possuir uma arara era sinal de grande riqueza.
As araras maiores e mais coloridas são encontradas nas florestas tropicais das Américas. São frequentemente caçadas e mantidas em cativeiro. Existem 18 espécies de arara, todas com bico forte, língua carnosa e cauda longa em forma de espada. O bico forte permite que elas escavem o tronco das árvores para comer larvas de insectos. As araras, em geral, fazem ninhos no oco de árvores como palmeiras. Os ovos são postos na primavera e os adultos alimentam os filhotes regurgitando a comida. Com seis meses de idade as araras já são bichos adultos.
Proteja a Natureza.
Texto de Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Fotos tiradas da net.
José Gonçalves
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quinta-feira, novembro 15, 2007
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Da Aramis Cavalgada recebi esta foto, simbolizando a amizade que, no seu caso particular temos vindo a cimentar pessoalmente.
Da Amigona Avó e da Neta Princesa, também fui agraciado com este lindíssima foto, numa prova de amizade que me sensibilizou.
Às duas deixo o meu muito obrigado e que a verdadeira amizade não seja uma palavra vã.
José Gonçalves
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quinta-feira, novembro 15, 2007
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Quando era garoto e passava as férias em casa da minha avó paterna, aqui bem no coração do Ribatejo, vivia em frente de nossa casa uma família de poucos recursos, das muitas que povoavam a aldeia. Lá viviam pai, mãe e dois filhos, o Zé João e a Graça.
Ele era o meu companheiro de brincadeiras nos poucos momentos que lhe restavam do seu trabalho no campo.
Pôr o pequeno rebanho de ovelhas, pertença da família, no pasto, era uma das suas responsabilidades.
Ajudava o pai, um pobre trabalhador rural, que de sol a sol vergava o corpo em direcção à terra a quem tratava por tu.
Ao Zé João, era vê-lo de manhã cedo, atrás do pai, sachola na mão e um cajado. À cintura um pequeno saco de pano com a merenda que a mãe lhes preparara de véspera. Por vezes o saco ia pendurado na ponta do cajado que ele punha ao ombro e lá seguíam os dois em direcção ao trabalho. Era assim todos os dias.
Quando ficava em casa, a mãe dizia-lhe a meio da manhã: Zé João vai levar a merenda "ó tê pai". E lá ia satisfeito como se estivesse a fazer a coisa que mais gostava na vida.
À tardinha, no regresso da "jorna", eu esperava-o sentado na soleira do portão da casa da minha avó.
Zé João!!! gritava-lhe eu, anda pá, anda brincar. E aquele menino homem, sempre com a mesma roupa vestida, acastanhada pela cor da terra, de botas largas e desabotoadas, sacudia das calças o pó, e quando entrava no meu quintal, os seus olhos brilhavam como se estivesse a entrar no paraíso.
Numa oliveira de certa idade, um baloiço feito por meu pai era o nosso melhor brinquedo. Uma velha corda, bem grossa, pendurada num ramo que parecia estar ali de propósito e como assento servia uma saca de serapilheira dobrada para não aleijar o rabo.
Era assim que brincávamos. Foi assim que brincámos anos a fio. De livros, nem vê-los, nem deles queria ouvir falar. Os pais também nunca viram uma letra e ele seguía as pisadas do progenitor, cujo sonho era apenas ganhar o sustento para a família. O Zé João, nunca fez outra coisa na vida, e nem mesmo tendo-me como companheiro, ele se interessou pelos livros.
Luz eléctrica naquela casa, nunca houve, nem mesmo quando ela chegou à aldeia. Dizia o pai do Zé João: para que precisamos nós da luz? Ela foge por entre as telhas...
Água canalizada nem pouco mais ou menos. Era ele Zé João quem tinha mais essa responsabilidade de ir buscar uma bilha de água à pequena bica que existia no meio da aldeia, uma, duas vezes, as que fossem precisas até encher uma talha que tinham na rudimentar mas acolhedora cozinha.
O chão da casa era de terra batida e o frio no Inverno era o companheiro de todas as noites.
Roupa era pouca e era a minha mãe, quem ao longo do ano, lhes dava as nossas já um pouco usadas. Muitas vezes nem serviam, mas a mãe do Zé João nada recusava e depressa as ajustava ao corpo dos filhos.
No Natal, bens alimentares e roupa nova eram as nossas prendas. Era assim que aquela gente se via na obrigação de deitar um olhinho aos meus avós.
Deus dá o frio conforme a roupa e é verdade, por isso raramente os ouvi queixarem-se dos maus tratos da vida.
A irmã do Zé João, ajudava a mãe nas lides de casa, mas de escola nem falar. Engordou a Graça, e muito. Não foi por isso que deixou de casar e ter filhos.
O Zé João, meu grande amigo de brincadeiras, nunca saiu da aldeia, acabando por se juntar com uma pequena da terra e vivem agora, numa minúscula casa no meio da serra, com um filho, de onde sai para trabalhar todos os dias, montado na sua velha bicicleta. A roupa que veste não é a mesma, mas o estilo mantém-se.
De um pequeno quintal, muito pequeno mesmo, tira umas batatitas que semeia todos os anos. Umas couves compõem o resto. A casa nunca lá entrei, mas iria jurar que não andaria muito longe da casa dos pais, que ficou para a irmã Graça, de onde ela nunca saiu e onde vive com o filho e o marido que lhe arranjou a velha casita e dela fazem o seu palácio.
O Zé João trabalha no campo, como o pai, e o filho, mesmo em pleno século XXI é bem capaz de não conhecer uma letra também. Está velho e cansado, e mesmo sendo da minha idade, parece ter mais uns bons aninhos em cima, que a vida vai deixando as suas marcas.
Vejo-o algumas vezes, raramente, quando lá vou à terra, e quando me vê e os copitos não lhe perturbam a visão e o equilíbrio, manda-me uma aceno e pergunta-me:
É Tó tás bummmm? Estim’ in ver-te home?
Assim mesmo, não a falar, cantando bem à moda da aldeia, que tem hoje tudo a que tem direito: estradas e caminhos alcatroados, luz eléctrica em toda a aldeia, água canalizada, Capela e novos acessos à estrada nacional que liga Rio Maior a Santarém.
O meu quintal ainda lá está. Continua nosso e o velho baloiço continua pendurado no mesmo tronco de oliveira que parece se vai mantendo ali de propósito, à espera que voltemos a ser meninos.
José Gonçalves
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quarta-feira, novembro 14, 2007
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SONETO PERPLEXO
A vitória do tolo é um mistério sacral
e já arranquei mil vezes meu olho direito,
mas na órbita vazia resplandece, igual,
a glória incompreensível do idiota perfeito.
"Sim, sim; não, não" – mas o olho que não vê o que vê
diz sim ou não? Senhor, é a Ti que devo olhar
com o olho que não tenho, e ver o que ele crê
haver por trás do que, nas trevas, já não há?
Eu gostaria, sim, de poder extirpar,
junto com o olho, o mundo, mas não sei dizer
se essa sangrenta mágica vai funcionar:
tornar caolho o justo há de retificar
o mal que ele a si mesmo faz ao pretender
trocar o sim por não em vez de o declarar?
OLAVO DE CARVALHO
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quarta-feira, novembro 14, 2007
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terça-feira, novembro 13, 2007
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